olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

Correr cansa. Mesmo quando dizemos que não.

Correr cansa. Mesmo quando dizemos que não.

Gordas. Gordinhas. Pseudo magras. Falsas magras e as gordas mentais. As que têm problemas de saúde e a quem se aponta o dedo para pensar “que gorda”... Depois, há as que não encaixam em nenhuma categoria, porque são normais. Ou naturais.

Li um artigo sobre mulheres normais e fui confrontada com uma opinião que realçava a importância da mulher ser natural. Às vezes penso nisso e no esforço que muitas fazem(os) para nos mantermos naturais. O que é isso, de ser natural? O corpo muda à medida que a idade passa. O que é natural agora, vai deixar de ser dentro de uns anos. Qual o parâmetro? Para mim, o da saúde. Um corpo saudável não está envolto em gordura. Mas também não tem ossos à vista. Entretanto, conheci a Ana Paula. Percebi que a equação entre um corpo natural e um corpo rechonchudo, penalizado por problemas de saúde, não tem solução aparente. É verdade muitas acabam dominadas pelo “não tenho tempo”, “estou cansada”, “não gosto de ginásios” ou "sinto que olham para mim"...

Uma nota: não olham. Está tudo na nossa cabeça. E, se olham, nós também olhamos. So what?!

Depois, ouvimos estórias de pessoas que, realmente, têm muito pouco tempo. Ou têm problemas de saúde que implicam uma definição estratégica entre o que se pode ou não fazer. Ou que se dedicam de tal forma ao trabalho que sobra muito pouco tempo para o resto. É nessa altura que os argumentos cliché são engolidos à procura da solução para esta equação impossível.

Não acredito no impossível. Caminhar podemos (quase) todos. Dançar também. Não tonifica a zona abdominal, é um facto, mas podemos fazer essa caminhada sempre de barriga apertada. Tão encolhida que até dói. Não chega? Não. Mas ajuda. Sentar no sofá sabe tão bem, depois de um dia de trabalho. Sabe. E deitar no sofá? Ainda melhor. Deitar no sofá pode também transformar-se num momento de tonificação, se fingirmos que nos estamos a encostar às almofadas, ficando em suspensão. Custa, não é? Tonifica os malogrados abdominais. Continua a não ser suficiente. Pois. Roma e Pavia não se fizeram num dia, não é?

Eu sei que em alguns dias parece que corremos sem sair do lugar. 

Os quilos a mais não se transformam em quilos a menos. A gordura instalada parece ter-se instalado de vez. Nesses dias, corro. Corro até não poder mais. Para quem tem limitações, pois que caminhe. Até suar. E, para dias assim, música! Aqui ficam três listas para os dias em que só apetece gritar ao corpo e dizer-lhe: faz o que te digo, não faças o que eu faço!

#diet #fit #workout

A realidade nem sempre é elegante

A realidade nem sempre é elegante

do etéreo eterno