olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

from Brother/Sisterhood, para acabar com as diferenças e pensarmos mais em nós, mulheres, como um todo com problemas e objectivos comuns...

Sactuary Spa (Covent Garden)

Sactuary Spa (Covent Garden)

Pode ser publicidade. Mas a mensagem prevalece em relação ao serviço anunciado. Sim, uma tarde no spa dá-nos a sensação de nos devolver anos de vida, mesmo que não devolva. E o resto? E tudo o que vai ficando por fazer ou dizer porque nos menosprezamos em relação ao mundo? Os mimos de que abdicamos por causa das regras que nos impomos ou dos horários que nos impõem? Dos dias que não estamos e dos outros que não compensamos porque nos esquecemos disso. Porque nos condicionam de tal forma que desaprendemos o que é verdadeiramente importante, numa sociedade cuja indústria é o tempo e a moeda de troca aquilo que fazemos dele.

F*** NO! Sure I'm not perfect and I'm not intending to be.

Sejamos egoístas. Aos olhos dos outros. Sejamos egoisticamente capazes de não abdicar de nós para nos darmos mais aos outros. Aqueles que pouco nos importam em detrimento dos que importam. Por incrível que possa parecer, se nos focarmos em nós e nas nossas necessidades seremos capazes de uma maior generosidade e disponibilidade. Não é um contra-senso porque quando estamos bem, também estamos melhor para o outro. Porque a nossa relação com o outro supõe tempo e paciência, que não temos quando nos consumimos entre actividades que não são nossas mas que dependem de nós. Mesmo que isso signifique menor rendimento, vai traduzir-se num aumento do rendimento, a outro nível: produtividade, fazendo mais e melhor em menos tempo e com menos recursos; espalhando simpatia e empatia pelo mundo, recebendo em dobro o tempo para ouvir o outro, num processo em que a generosidade e entre-ajuda têm um V de volta, regressando a quem dá, com maior impacto; recebendo o carinho que se distribui, alimentando-nos o ego e massajando cada centímetro do nosso íntimo que esbanja alegria. Que nos deram. Que contagia.

Ficámos reféns da nossa história de submissão e super poderes, admitindo um escrutínio constante do que somos e das nossas decisões. Uma dependência que não existe. Não somos iguais (nem temos de o ser) mas teremos de ser iguais na tomada de decisão, transformando a interferência dos outros e dos seus juízos de valor em pormenores que aprenderemos a (in)aceitar.

Estas senhoras são mais velhas e a idade trás uma sabedoria pela experiência. Um dia decidi adiantar-me ao tempo para perceber do que me poderia arrepender. Não soube responder à simples pergunta sobre o que diriam os outros sobre mim, no aniversário dos meus noventa anos. Não era incapacidade de abstracção, mas uma impossibilidade concreta de me rever naquela que era a minha realidade. Se tal vos acontecer é tempo de reverem este vídeo, sentarem-se e pensarem bem no que aqui andam a fazer. Até porque estamos em tempo de renovação e tomada de decisões. Bom ANO! 

Just saying...

 

 

 

Comer e conversar...

Comer e conversar...

Still NYC (always) New York.

Still NYC (always) New York.