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bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

48 coisas e nenhuma mentira

48 coisas e nenhuma mentira

Para além destas, há mais. Muitas mais. Tantas quantas a imaginação quiser. Gosto particularmente das que têm a ver com a beleza e o corpo feminino, como se uma mulher bonita tivesse culpa de o ser, ou uma mulher considerada feia o seja, realmente. Um homem tem sempre outros atributos. Raramente é objectivamente feio. Menos vezes ainda, criticado por ser atraente. E nunca mal considerado por ser galanteador. Porque se galanteia, é porque ela é bonita. E boa. Tesuda. Uma brasa. Gira que até dói. Cheia de estilo. Se for inteligente e sorrir, um homem não tem como resistir. E a culpa é dela. Porque se não fosse assim, o galanteador não se lhe dirigia. Get a grip!

Afinal, "estava apenas a cumprimentar-te". Pois.

Há formas e formas de nos cumprimentarem e sim, sabemos quando esse cumprimento tem segundas intenções e não, não temos de nos derreter por cada um que nos aparece, ou aceitar todos esses "cumprimentos". Estamos, também, no direito de os ignorar. De não retribuir, de não nos deixarmos afectar por eles. Ou de os ouvir, sorrir e seguir, esquecendo-os (a eles e ao elogio). Por incrível que vos possa parecer, aprendemos a lidar com isso, cada uma à sua maneira. Sem que nos afecte demasiado o ego.

"És tão bonita". E então? Há algo que queiras acrescentar em relação àquilo que sou, ou ficamo-nos por aqui? Na verdade, há roupas que não devemos usar porque vão "distrair os rapazes". Curiosamente, eles, os rapazes, podem vestir-se como quiserem. Com excepção dos limites do bom senso, códigos de etiqueta e pudor pessoal, cada um - homem ou mulher - deve poder vestir-se como entender sem que isso leve ao típico "vestida assim, o que esperavas". Não tenho de esperar nada porque tenho o direito de usar calções, saias curtas ou decotes se assim o entender. É muito cansativo passar a vida a escolher a roupa em função de todas as determinantes (local, ocasião, estado do tempo, diferentes actividades que teremos ao longo do dia, humor e conforto), incluíndo outra, subreptícia, sempre presente e nunca enunciada, que elimina das escolhas qualquer elemento que possa, eventualmente, provocar. E que nos faz, tantas vezes, voltar a pendurar no roupeiro algumas peças de roupa. Umas porque mostram demasiada pele, outras porque são justas, outras porque... Não queremos que nos identifiquem como uma "p***" mas também não gostamos de parecer "virgens puritanas" a vida toda. Simplesmente "o que tinhas vestido" condiciona e determina muito do que acontece, mesmo quando o "que tinhamos vestido" nada tem a ver com aquilo que eles, os rapazes, são capazes de ver. Mesmo de gola alta e calças compridas. Até assim, podemos estar "a pedi-las".

Não, não estou a ser "emotional" e menos, ainda, "histérica", pese embora me apeteça dirigir ao mundo pedindo desculpa por existir e ser mulher, enquanto lhe grito que "não estou a chamar a atenção". Mas isso faria de mim uma "bitch" que é sempre "mal humorada". Ou mal interpretada. E garanto, mesmo "naqueles dias", não nos deixamos controlar pelas hormonas. Curiosamente, hormonas essas que conduzem o comportamento masculino na maior parte do tempo, fazendo-os comportarem-se como o vídeo enuncia. Não é à toa que não nos dizem que "pensamos com a cabeça de baixo"...

Depois, exigem-nos um pequeno esforço para sermos "bonitas" ou um "sorriso" porque nos tornaria mais belas. O paradoxo em cada instante, entre o facto de sermos atraentes e, portanto, disponíveis, ou a necessidade de nos tornarmos mais bonitas só porque sim. Para podermos receber os tais "elogios" que na maior parte do tempo são quase perseguições, porque se subentende que, por não sermos desagradáveis, estamos a retribuir. Não estamos. Não queremos é passar parte do tempo a mandar-vos àquele sítio. Porque isso é feio. E cansa.

Depois, há todo um outro conjunto que só nos faz chorar de tanto rir: as bebidas alcóolicas, a quantidade de comida, o desporto. A nossa determinação que mete medo aos meninos da mamã e a cereja no topo do bolo: olhamos o mundo como ele é, com direitos e deveres iguais, a objectividade nas palavras e nas acções para imediatamente nos perguntarem "és... tipo... feminista?!". Não... Deveres iguais, direitos iguais. Agora lava a loiça que eu cozinhei o jantar. Sem "treinos" porque nenhuma mulher quer viver com um animal amestrado que precisa de ser "treinado" para fazer o que, naturalmente, deve fazer. E isso, não é "dar uma ajuda", porque se a lógica é a da "ajuda", tal significa que a responsabilidade é nossa. E não é. É de ambos. Tal como todas estas frases também são, em boa medida, responsabilidade nossa, mais que não seja porque as ouvimos ao longo da vida e as aceitamos...

 

dos dias quentes e outros prazeres

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Método. Moderno. Com resultados à antiga...

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