olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Ir. Verbo to GO

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Há uma ideia de liberdade e prazer associada ao verbo IR, associada a outro verbo, viajar, que não é totalmente verdadeira. Para quem viaja com frequência e o faz sem a liberdade de ir quando quer, como quer ou para onde deseja, o prazer é relativo, se pensarmos no acto de fazer a mala, encaixar amostras e versões mínimas de tudo o que não abdicamos para a higiene pessoal, um par de sapatos extra só porque sim e toda a parafernália electrónica e digital que hoje nos acompanha. Ou da qual abdicamos para nos tornarmos dependentes de aplicações móveis, confesso...

O(s) acto(S) seguinte(S) implica(m) carregar, segurar, vigiar, abrir e fechar até à exaustão. Nisto, há muito pouco (ou mesmo nenhum) prazer. Ou liberdade. Ainda acresce a comida de aeroporto, o som excessivo de vozes sem compasso, cheiros misturados, filas e apertos. Sabermos que vamos descobrir algo novo impele-nos a superar qualquer ideia de sacrifício associada ao verbo e, por isso, vamos sempre e com vontade.

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Durante muitos anos habituei-me a passar de raspão pelo aeroporto de Lisboa. Nos últimos tempos tenho vindo a ser agradavelmente surpreendida pelo espaço e sua dinâmica. É um exemplo da forma como um edifício pode crescer sem as paredes se ampliarem, com uma disposição diferente, melhor aproveitamento do espaço e jogos de luz que o iluminam. Está tudo melhor neste aeroporto que, sendo pequeno parece grande, onde já se podem fazer refeições que não são de aeroporto a preços razoáveis para o local, com o prazer dos sabores conhecidos e a sensação de estarmos num centro comercial. O melhor, começa à porta, com uma área ampliada para o controlo de segurança, dividido por duas grandes salas para evitar filas e atrasos. Para primeira experiência no novo boarding control... 🔝🔝🔝

Por isto é tudo o resto, IR. Sempre... 

Sol não falta...

das (s)enas que dão pano para mangas