olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Afinal... Havia outra...

Afinal... Havia outra...

... Razão.  

www.letsbegamechangers.com

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Já lá vamos. Primeiro, sim, o título é também título de uma música da Mónica Sintra. Pirosa como tudo, com um ritmo e melodia das feiras e romarias, e uma letra de cortar os pulsos. Peeconceitos à parte, conta a estória de uma que pensava ser única até descobrir que, afinal, havia outra. No caso de Essena O'Neil, sobre o qual escrevi ontem, parece que, afinal, há outra. Razão para aquilo tudo. Escrevi sobre a Essena aqui, e num artigo que será publicado na revista BRIEFING, no qual me questionava sobre a verdadeira razão de ser daquela suposta tomada de consciência, argumentando o potencial de manobra promocional. Dizem as más línguas que, afinal, não me terei enganado. Será apenas inveja e má vontade?

O Mashable pegou nos dois lados da questão e eu inspirei-me para retomar o tema. Não tenho - não temos - como saber. Mas uma coisa sabemos: para o bem ou para o mal, a miúda chamou à atenção de algo que todos sabemos mas optamos por ignorar. E se, com isso, fez crescer o seu número de seguidores nos media sociais, se durante os dias ocupa tempo de antena nos media tradicionais expondo as manobras e técnicas de publicação online... So be it, não está a fazer mal a ninguém. Pelo contrário. Se, com isto, aproveita para se reposicionar e lançar uma nova abordagem trilhando um caminho do lado de lá, como uma espécie de grilo falante dos media sociais, também não me parece mal. 

Mas é mesmo chato quando alguém que conhecemos, cujo trabalho acompanhamos e que, no fundo, até era nossa concorrente sem se destacar ferozmente passa a ser o centro das atenções, isso é. Que a natureza humana não aguenta e activa os sensores de protecção, disparando inveja em todos os sentidos, isso também é verdade...

Nós por cá - e eu ainda menos - não somos nada de ir na corrente e publicar ou repassar o que já está a circular na rede, mas este tema é incontornável. E não é pelas razões que aparenta. 

Da denúncia à tomada de consciência e desta, ao buzz nas redes há duas questões mais importantes do que estas: a sua (aparente) percepção sobre aquilo que (também) são os sites de redes sociais; o apelo ao realismo na comunicação. Mesmo na comunicação mediática.

A Essena conta a estória...

"Want the story? It's simple. I spent 12-16 wishing I could receive validation from numbers on a screen. I spent majority of my teen years being self absorbed, trying desperately to please others and feel 'enough'.  Spent 16-19 editing myself and life to be that beautiful, fitspo, positive, bright girl online. I didn't talk about topics and interests of me, nor did I pursue my childhood talent for writing. I didn't find happiness in social approval, constantly edited and shooting my life. So I decided to quit, left humours educational captions meant to raise awareness, now I want to start something important".

O paradoxo está na sua cruzada contra a mentira que usa as mesmas ferramentas que utilizou para mentir - iludir, mais concretamente - e na necessidade de fugir dos holofotes, colocando-se ainda mais no centro do foco. Pensemos, contudo, de forma positiva porque é essa, no fundo, a mensagem que pretende passar: imagens mais reais, menos dependência da aprovação de terceiros, mais proximidade ao quotidiano e menor edição de imagens. Tudo ao contrário do que andamos a fazer, portanto...

 

#socialmedia #reallife #bodypositive

 

das (s)enas que dão pano para mangas

Demora. Mas aprendemos