olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Chiq? Não!! Da Chick!

Chiq? Não!! Da Chick!

Palácio Foz

Palácio Foz

Os grandes, são sempre grandes. Os que se espera que sejam grandes raramente desiludem. Foi o caso de Benjamin Clementine que, na Sexta-feira, foi enorme. Maior do que si próprio, gigante na humildade e na voz que encheu não só o Coliseu mas os corações de quem o ovacionou até às lágrimas. Mas são igualmente grandes muitas das promessas que se fizeram ouvir em duas noites cheias de grandes surpresas e grandes pequenos concertos, palcos improvisados que fazem do espectáculo, um espectáculo maior. Salas intimistas e cheias de história que deveriam, mais vezes, dar lugar à cultura e encherem-se de vida, como aconteceu nestes dois dias em que locais como a Sociedade de Geografia, o Palácio Foz ou a casa do Alentejo mexeram como raramente mexem. Assim foi Castello Branco. Genuíno. Ele, o violão, a sua voz, as palavras de amor e o detalhe dos acordes simples, mais bonitos que o rococó de uma sala por natureza fria, que derreteu suavemente com a voz quente deste brasileiro que não engana, um estilo clássico-moderno que ecoou em Lisboa e que apetece (vai apetecer) sempre ouvir.

Castello Branco

Castello Branco

O Vodafone Mexefest é também palco de miúdas giras que invadem uma piscina e agitam uma audiência morna. Gira, mesmo, foi só uma...

Da Chick aqueceu à medida que o ritmo acelerou, a ponto da audiência levar os braços ao ar em movimentos compassados, ritmados com a força do funk electrónico que animou um tanque inicialmente vazio, mas que encheu mais do que alguma vez esteve, clapping hands as they love to party. Isto é Da Chick no seu melhor, sem erros, com um tom que lhe é característico e que faz desta, uma artista pronta a encher outros palcos. Super. Atitude ao máximo. Audiência ao rubro.

Numa outra sala, cheia de história, faltou tempo às emoções psicadélicas que nos transportariam, em definitivo, para o universo de um certo imaginário alternativo cabo-verdiano. Foi mais psicadélico do que Cabo-verdiano. Não necessariamente o que eu esperava. Sai e continuei, mexendo aqui e ali, ainda entoando o refrão das duas que ficam sempre que ouvimos Da Chick, agitando-me ao ritmo de uma fest que, sem dúvida, mexe a baixa lisboeta.

Cachupa Psicadélica

Cachupa Psicadélica

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Benjamim

Benjamim

Entre

Entre

Hipsterland...