olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Hipsterland...

Há música. E, depois, há Música. Sem chegarmos à erudição, mas saindo do marasmo dos acordes gastos ou das fórmulas repetidas à exaustão. E, então, podemos ouvir música. Apreciar umas cenas que gente que percebe de acordes e de computadores produz para desafiar os seus, e os nossos limites. Da compreensão e do prazer. Porque a música não precisa entender-se para se apreciar. Aquilo entra-nos no corpo, invade-nos e deixa-se ficar. Deixamo-nos ficar. Como se explica o sucesso do fado fora de Portugal? Não entendem. Sentem. Também podemos sentir outros estilos e ritmos, artistas que se desengonçam em palco desalinhando o seu fancy pseudo-silk-pajama em tons champanhe para nos fazer viajar numa electrónica que nada tem de desengonçada e nos mostra novos caminhos daqui até LA. Que fazem experiências em palco, gravando a voz da audiência para criar algo único. Porque cantamos em coro mas nunca a nossa voz chega ao palco e, jamais, os sons guturais que fazemos ao gritar por um artista puderam transformar-se em música. Gira e da boa.

Putos em cima de um palco a tocarem como gente grande, misturando novos e velhos acordes para criar algo que até podemos já conhecer mas que soa melhor, ali perto do psicadélico sem, contudo, lá chegar, ou abandonar a pop.

Old school moderno? Benjamim Clementine. Um regresso ao passado sem sair do presente, numa fórmula que nunca imaginei ser possível, misturando uma voz única com um piano melodioso e uma bateria poderosa, just a man que não é, de todo, apenas isso. É mais do que música. Pode ser aquilo que quisermos, até podemos não estar a ver, desde que saibamos ouvir....

Benjamin Clementine

Benjamin Clementine

Benjamim Clementine  

Benjamim Clementine  

LA Priest

LA Priest

Ducktails

Ducktails

Chiq? Não!! Da Chick!

Chiq? Não!! Da Chick!

É música? Mexeu.