olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

É música? Mexeu.

Quando mais esquisito mais eu gosto. Quanto mais pop mais eu danço. Quando mais difícil, mais eu insisto.

Umas mexem à primeira. Outras implicam uma segunda ou terceira... Insistência para aprender a gostar. Outras, nunca chegam a mexer. A música é assim. Mexe e faz mexer. Essa sublime capacidade de ser mais do que aquilo que está a tocar, criando contextos diferentes em cada momento e em cada um de nós. Difícil é não ouvir música.

Desconfio sempre dos que afirmam não gostar de música. Respeito os que não conhecem e procuro dar-lhes a conhecer. Aborrecem-me os que ignoram. Não sei explicar a razão pela qual gosto tanto de música. Faz parte daquelas coisas que não se explicam ou têm de explicar. Produz dopamina que nos aumenta a sensação de prazer. Por isso, não entendo os que dizem não gostar desta sensação de prazer. Mesmo que musical.

Oiço, danço, canto. Por favor páre de ler quem não o faz porque, daqui até ao fim, o texto vai mexer. Com a música. Como a música! 

Não faltam eventos musicais, concertos e festivais. Esta semana Lisboa mexe ao som da fest que a Vodafone e a Música no Coração organizam. Não é um evento, mas também não é um festival, menos ainda um concerto, porque são vários, em diferentes pontos da baixa da cidade. Este, que é o seu maior defeito - as localizações - é também a sua maior virtude, porque nos faz descobrir locais que, de outra forma, passariam despercebidos. Melhor ainda, mostra-nos música nova, tão nova que às vezes a descoberta começa quando os primeiros nomes são anunciados, cruzando fronteiras, estilos e épocas numa linguagem única, que é a linguagem musical. Novo é bom, descongestiona a alma, introduz sons que antes ignorávamos e que correspondem à ansiedade do novo. Do inesperado.

Inesperados são também alguns dos locais por onde vou passar na Sexta e no Sábado, para ouvir Tó Trips (Sociedade de Geografia), LA Priest ou Villagers, Roots Manuva (estação do Rossio), Ducktails ou Benjamin Clementine, terminando a noite num tanque, para dançar ao som de San Holo (Tanque), agitando uma piscina sem água. Vou à Casa do Alentejo para ouvir Selma Uamusse e mergulho outra vez no tanque para um som muito funky e muito electrónico de Da Chick para, depois, continuar a pairar com Nicolas Godin (ex-Air). O Palácio Foz  não voltará a ser o mesmo depois de ouvirmos Cachupa Psicadélica. Nem o Tanque, que irá, certamente, abanar ao ritmo da electrónica africana do colectivo Meu Kamba Live. 

 

 

#music #love #VodafoneMexeFest

 

 

 

Hipsterland...

Tropeçar não é o mesmo que cair

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