olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Escandalosamente escandaloso. O amor.

O escândalo que é amar.

Gosto (muito) de assistir aos episódios da série norte-americana Scandal, não só por ser escrita pela Shonda Rhimes e isso significar, quase sempre, uma história plena de romance, mascarada de qualquer outra coisa, mas porque o Scandal é, de certa forma, a história de amor que todos queremos viver. Não por ser um amor proibido mas, antes, por ser um amor capaz de derrubar preconceitos, ideias  e estigmas. Um amor intenso, inadiável, com tudo para correr mal e, no entanto, capaz de sobreviver a todos os ataques, ao tempo e a tudo aquilo que está contra a sua natureza. 

É assim o amor de Fitz e Olivia. Vai contra todos os estereótipos sociais e do próprio romance no grande ecrã: ela é negra, poderosa, jovem, bonita e com grande sucesso profissional. Ele também é mais jovem do que habitualmente acontece nestas estórias e isso provavelmente contribui para o sucesso da série. Há, aliás, um aparente pequeno pormenor que me deixa muito curiosa... Entre tantas e árduas tarefas, tamanhas preocupações e conspirações, como é que o Fitz tem tempo para manter aquela forma física invejável? Ela, sabemos, alimenta-se de pipocas e vinho tinto....

São apenas detalhes de uma estória recheada de inverosimilhanças que nos fazem sonhar. Quase acreditar que "yes, we can" e que, no amor, tudo é possível. São também esses pormenores que nos obrigam a ficar colados ao ecrã - seja lá ele qual for - em versão legal, pirata ou assim-assim.  Ou, há falta de melhor, quando nos deleitamos com os vídeos que vão sendo partilhados no Facebook e no YouTube.

Scandal conta-nos uma estória única, cheia de mentiras, traições, insanidades, amizades e inimizades, revelando o pior da natureza humana. Talvez seja por isso mesmo que a narrativa é tão boa. Revemo-nos em cada pormenor, a cada fracção de segundo daquelas estórias habilmente encaixadas umas nas outras, interligadas e interdependentes, com algo que nos faz identificar. Não somos gladiadores mas invejamo-los. Não faríamos um quinto do que muitos já fizeram ao longo das várias temporadas, mas não ficamos escandalizados. Porque tal quando Pope diz que alguém tem de ser "relatable" e "just like regular people", sabemos que nenhum deles é "regular people" porque nenhum de nós também o é. E é isso que nos predispõe, é isso que nos motiva e interessa numa estória que se designa, ela própria, por ser um escândalo.

Para quem (ainda) não conhece, está disponível em Portugal.

#love #scandal #tv

Homens: quadrados e azuis.

Homens: quadrados e azuis.

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