olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

The Time(rs) is now

The Time(rs) is now

Sim. É a minha primeira vez na Moda Lisboa e não, não me envergonho de admitir que nunca antes me haviam oferecido um convite.

So what?...

Adiante.

Nunca fui e não posso dizer que é como se tivesse lá estado, porque não é. Mas sei tanto sobre a Moda Lisboa que parece que estive sempre lá. Mesmo não tendo estado. Há 24 anos, eu tinha 16. Assisti, na bancada, à criação da Moda Lisboa. Um arrojo, na altura. Nesse tempo, revistas como a Máxima contavam tudo o que era preciso saber sobre a criação deste projecto de Moda Portuguesa.

Primeiro número da revista Máxima (1988)

Primeiro número da revista Máxima (1988)

As imagens da primeira edição, publicadas nas revistas femininas serviram para forrar uma pasta que usava para guardar folhas soltas, transportando-a, todos os dias, numa mala que me acompanhava para o liceu. Simulava uma certa emancipação, algures entre o olhem-que-rebelde-não-trago-cadernos e o já-não-uso-mochila na escola. Muito embora a mala transportasse livros, folhas, blocos, canetas e coisas para estudar ou escrever, era mais do que isso. Não era, acima de tudo, uma pasta ou mochila para usar na escola. O que fazia toda a diferença. 

Fez sucesso junto da crowd surfista ou entre a orda de betos com quem me rodeava na altura, algures numa espécie de subúrbio com ares de Califórnia mal engendrada. Uma west coast à nossa maneira.

As revistas femininas eram novidade em por isso, poucas miúdas as compravam. Colecionei-as todas, uma a uma, do primeiro número ao momento da desilusão, substituição ou aquele instante em que achamos que tanto papel não irá fazer-nos falta para nada. Foi assim que durante anos enganei a ignorância sobre este evento que faz mexer os guarda-fatos em Lisboa e que, este ano, irá também, fazer mexer o meu. Não vou vestir as três primeiras peças que agarrar, como já sugeriram, ou elaborar em cima do elaborado porque isso, não sou eu. Mas vou ver, ao vivo, aquilo que sempre vi no papel e, mais recentemente, no ecrã.

Vou ter o prazer de descobrir a way to mars, ou seja, um modelo online de plataforma disruptiva, AwayToMars, que procura formatos alternativos de interacção no sistema de moda. Ou seja, uma ideia que procura criar um novo sistema de relações na cadeia de valor da indústria, num processo colaborativo, democrático e inclusivo. Pois. De facto não é o mesmo que dizer que um criador irá apresentar a sua colecção. Mas vale a pena descobrir.

Vou também ver ao vivo e a cores, Ricardo Preto, verdadeiro arquitecto do corte e costura, aquele que se faz com tesouras e linhas, não o outro, que não interessa a ninguém. Vou ver, de perto, Carlos Gil e eventualmente, Miguel Vieira. Mais?... Vou ver tudo. E contarei, aqui, com a hashtag #UrbanistaRocksModaLisboa

The Time(rs) is now. And I'm not gonna waste it.

#modalisboa #lisboafashionweek #urbanistarocksmodalisboa



Logo à noite...

Logo à noite...

Eu juro que...

Eu juro que...