olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Moda Lisboa (a)

Pois. Ainda a Moda Lisboa. Fui. É isso. 

E acaba mais uma publicação sobre a Moda Lisboa. 

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Deveria escrever de forma deslumbrada, extasiada, totalmente rendida ao grande momento da Moda em Lisboa. Mas não aconteceu. Não me causou o impacto que esperava. Provavelmente tinha expectativas demasiado elevadas, provavelmente deixei-me iludir pelo glamour das imagens, provavelmente não fui capaz de interpretar os detalhes em cada fotografia ou palavra sobre a Moda Lisboa.

Sendo um evento sobre moda, o momento em que a indústria e os seus criadores se apresentam ao público e à comunicação social, esperava maior sofisticação, menos exclusividade e, no entanto, maior exclusividade. Ou estive nas zonas erradas, ou é tudo muito normal, pouco glamouroso, pouco sofisticado. Sem aquele toque único que um evento desta natureza poderia ter. É difícil arranjar convite, por isso, fiquei sem perceber a razão pela qual tantas pessoas normais, como eu e como quem quer que esteja desse lado, a ler, têm acesso à Moda Lisboa. Nada contra pessoas normais, porque sendo uma pessoa normal, ou seja, não fazendo parte da indústria (ou desta indústria) e não sendo figura pública, também gosto de assistir a eventos como este. Mas assuma-se isso mesmo. Que não é preciso fazer parte de uma pseudo-elite, de um grupo fechado, trabalhar na área ou ser amiga das pessoas certas para poder entrar na Moda Lisboa. Normal não é o mesmo que banal, sendo que a banalidade e a bonomia me entediaram. Muito.

Não acho que um evento de moda seja uma passagem de modelos (comuns), uma exposição de aves raras, menos ainda que tenha de ser um momento de orgasmo individual quando nos olhamos ao espelho. Mas, pelo menos, usar de um dress code que corresponda ao evento. Ou que se aproxime. É também não estou a falar do negligé provocado, ou do desleixado sofisticado. Estou a falar do banal. Do desleixado, pindérico e sem gosto. Das marcas e da activação de marcas que não se empenham ou destacam. Mais, do mesmo. Estou também a falar da forma entusiástica, mas muito desorganizada e cheia de atropelos, que as pessoas adoptam para entrar nos desfiles. O salve-se quem puder não faz o meu estilo, mesmo que não haja lugar para todos. Não há? Overbooking não é bonito.

Adorei os desfiles, todos os que vi. Muito, muito mesmo, do Ricardo Preto e da competência de Carlos Gil, que exalta a mulher. Em entrevista explicou que as mulheres se querem bonitas e confiantes, criando, para o efeito, uma colecção para uma mulher poderosa, pelas mãos do The New Sartorial, um alfaiate com uma técnica aprimorada que se assume como um escultor, arquitecto ou, se preferirmos, um pintor que embeleza a mulher.

Ginásio? #not

Logo à noite...

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