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a vida como ela é

10 palavras para gostarmos (mais) de nós

10 palavras para gostarmos (mais) de nós

Há dois anos, quando me juntei ao #BodyImageMovement não tinha a plena noção da epidemia de pessoas que não gostam de si próprias e do seu corpo. Somos todos responsáveis! Porque nos deixamos influenciar por aquilo que dizem os outros, associamos as imagens que os media mostram ao padrão do que deveria ser quando, na realidade, reina a diversidade. E esquecemo-nos disso.

É importante (re)aprender a gostar. Quem somos e como somos. Simples, não é? Não. Não é.

Sou embaixadora do #BIM, o Body Image Movement e, muitas vezes, questionada por isso. Supostamente, só as gordas podem questionar o seu aspecto. Não. Não são só elas.

O Body Image Movement procura a auto-aceitação e o amor-próprio. Gostarmos de nós não tem necessariamente a ver com excesso de peso. Ou tem? Não, não tem. 

Na verdade, há aproximadamente 10 anos que algumas mulheres começaram a questionar o estigma mediático em torno do corpo perfeito, mostrando o seu corpo e expressando os seus sentimentos em relação ao seu. Muitas eram - são - plus size. Ou volumosas. Ou com curvas.

No que respeita a aceitação e amor próprio, há quem estranhe o meu aspecto associado ao #BodyPositivity ou #BodyLove. A mensagem é simples e independente das formas do nosso corpo: podemos ser - e gostar de - nós próprias independentemente do que nos dizem os outros e do que nos mostram na comunicação social. Pode parecer mais fácil mas é igualmente difícil porque a pressão no suposto corpo perfeito e aparência intocável consegue ser devastadora. Não pode um cabelo estar fora do sítio ou um ângulo ser desfavorável porque aquela mulher passa imediatamente de bestial... a besta. 

Nada disto é sobre mudança. É sobre sermos quem somos e evoluirmos, crescermos no sentido de sermos capazes de estarmos bem assim.

Lembram-se?... Se eu não gostar de mim, quem gostará?... É apenas isso.

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COMO? Aqui ficam 10 palavras para ajudar no processo. Repitam-nas todos os dias:

sorrir

eliminar

caminhar

devagar

não

comer

estar

praticar

sexo

e, finalmente, EU

 

1. Sorrir enquanto nos olhamos ao espelho, quando nos cruzamos com alguém na rua. Sorrir contribui para um mundo mais bonito.

2. Eliminar o stress, ouvindo música, especialmente a que nos faz sentir bem, que nos diz que somos lindas, fortes e invencíveis. Não só a repetição da letra se torna numa espécie de mantra como também reduz o stress. Da mesma forma, ler aumenta os nossos conhecimentos, pode dar boas ideias sobre como melhorar a nossas vida e, novamente, reduz o stress

3. Caminhar mais ajuda em tudo e, acreditem, também reduz o stress porque enquanto caminhamos sozinhas pela rua vamos "arrumando" ideias e pensamentos. Seja para passear o cão, para fazer montring, aquele passeio para ver montras, ou ir mesmo às compras, façam-no na rua. O vosso corpo agradece porque neste país há sol o ano inteiro (hello vitamina D) e o comércio de rua também...

4. Aprender o significado para palavra slow. D E V A G A R. Comer sem pressa. Mastigar. Respeitar o nosso tempo e o dos outros, olhando menos vezes para o relógio, evitar encaixar compromissos porque acabam por se transformar numa catadupa de atrasos. Desligar o telefone para dormir e não ver o email antes de deitar ou ao acordar. Usar aplicações que nos ajudam a gerir o tempo, fazendo listas ou controlando o tempo de trabalho e respectivas pausas. Voltar a usar papel e lápis porque sinceramente, quando nos disseram que a tecnologia seria um potente aliado da nossa produtividade, estavam a mentir. Ah... e ficar a olhar o tecto de vez em quando não mata ninguém. Pelo contrário, ajuda a ter boas ideias!

5. Outra palavra importante: N Ã O. Dizer não é a arma mais potente que conheço. Quando aprendi a dizer não, a não aceitar tudo o que me pediam ou ofereciam, a escolher, focando-me no que é realmente importante para mim não só aumentei a minha produtividade como me senti mais realizada. Achamos sempre que é "só mais um bocadinho" ou que "não podemos dizer que não". Na verdade?... Podemos. Este "não" inclui um valente "bye, boy, bye" a todas as pessoas que nos invejam, que nos criticam e sugam a energia fazendo-nos acreditar em tantas coisas negativas. 

6. Comer. Uma alimentação saudável é completamente diferente de uma dieta e, por isso, faz-nos sentir bem. Planear a semana comprando os alimentos necessários ajuda a não ter deslizes durante a semana, equilibra as contas porque permite levar o almoço e alguns snacks para o trabalho e, principalmente, garante menos pastéis de nata no bucho. Café biológico sabe melhor do que o outro e também podemos preparar a nossa caneca de café no trabalho. E se, o objectivo mesmo é perder peso, nada melhor do que arranjar um amigo para ajudar. Fazendo o percurso connosco ou cobrando uma aposta que não queremos perder.... E também já há aplicações que nos lembram quando beber água, indicam calorias e outras funcionalidades...

7. Estar: os amigos e a família contam. Muito. O hygge junta as pessoas e sobrepõe o nós ao eu. Junta-se a família para estar, o verbo mais importante nesta lógica. A ideia de deixar "o trabalho" e "os problemas" à porta ou procurar um amigo para desabafar e pedir ajuda. Paradoxal? Não. É apenas a arte de praticar a autenticidade e empatia, eliminando o drama...

8. Praticar exercício. Seja caminhando na cidade (voltamos ao montring...) ou à beira mar, levantando pesos no ginásio, dançando na sociedade recreativa do bairro ou aprendendo poses de yoga através do youtube, tudo vale em direcção a uma vida mais activa. Vale tudo, menos ficar no sofá.

9. Sexo. Também se pratica. Sem data e hora marcada. Faz parte do hygge, faz parte do slow e faz parte do eu. Faz parte da vida e tantas vezes nos esquecemos dele, entre filhos e compras e chefes que nos dão cabo da cabeça. Beijem-se. O resto virá...

10. Eu: viver a vida e reservar tempo para nós. Seja para o exercício ou para nos mimarmos, a vida não pode ser vivida apenas em dedicação aos outros. Amá-los é também sermos capazes de nos amarmos e cuidarmos, para estarmos de bem com a vida e de coração aberto para aqueles que amamos. E viver a vida dos filhos não é saudável para ninguém. Nem para eles.

 

 

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