olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

Pele (mais) clara

Pele (mais) clara

Para quem, como eu, tem pele branca que dificilmente bronzeia, a discussão em torno do bronze ou tons de pele é apenas mais um dos temas inúteis da nossa sociedade. Do branco muito branco, ao preto muito preto todas as tonalidades são válidas sem que isso nos faça mais ou menos dignos enquanto pessoas.

Contudo, não é bem assim...

Passei parte da minha vida a ouvir dizerem-me que estava muito "branca" e outro tanto a cometer atrocidades para bronzear. Dos auto-bronzeadores que me deixavam com ar de quem tinha usado... auto-bronzeador - que não é o mesmo que estar com a pele naturalmente bronzeada - aos óleos para ver se a cor se instalava e, imaginem, solário, experimentei tudo. Até perceber que o problema não estava nos outros mas sim em mim. Eu precisava aceitar-me como era (sou!) e não querer ser o que os outros esperavam de mim. Passei a mostrar orgulhosamente o meu tom de pele pálido em pleno Verão e a responder que sim, que já tinha ido à praia mas que, ao contrário da maior parte das pessoas, tinha cuidado com a exposição solar e que dificilmente bronzeava.

Como tantas vezes fazem as pessoas com excesso de peso, transformei o meu suposto "defeito" ou "diferença" no que me evidencia em relação aos outros e aprendi a brincar com isso. Mas demorei... Por isso, se a vossa pele é branca (ou muito branca) e não bronzeia, procurem a razão nas vossas raízes. Percebam que isso não é necessariamente mau, apenas diferente. Porque mesmo os pretos, aqueles negros retintos, como muitas pessoas gostam de verbalizar, também usam protector solar.

Não há vergonha em sermos como somos. Há sim, vergonha em não aceitarmos aquilo que somos. Passem à frente e olhem para o que os outros vos apontam, apreendendo a valorizar esses... pormenores...

Só tens um corpo. Habitua-te a gostar...

Só tens um corpo. Habitua-te a gostar...

O culto da imagem destruído numa palavra: amor

O culto da imagem destruído numa palavra: amor