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Vogue abraça Plus Size. Mas só um bocadinho?

Vogue abraça Plus Size. Mas só um bocadinho?

©Huffington Post

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Não adianta fazer disto uma espécie de caça às bruxas. Não vale a pena porque entre acusações e negações, não chegaremos a lado nenhum. Mas que las hay, hay... E isso sabemos bem.

Consta que a Vogue US quis fazer uma capa que representasse a mulher americana em toda a sua diversidade de tamanho, raça e idade, demonstrando que a norma, hoje, é a ausência de norma e que somos, de facto, todos diferentes (todos iguais?...)

Parece, contudo, que uns são mais iguais do que outros. Não é preciso conhecer muito da cultura e sociedade americana para perceber que esta representação não corresponde exactamente à realidade. No entanto, as mulheres que aparecem nas revistas femininas também nunca são tal e qual somos na realidade, não é?

Para além desta pequena diferença entre o real e a realidade impressa, juntaram ao grupo uma modelo plus size disfarçada. A Ashley Graham é uma das mais famosas modelos plus size, gira como tudo. Para mim é mais uma mulher grande e voluptuosa, cheia de charme do que propriamente plus size (basta compararmos com outras modelos plus size). Na foto, está de tal forma encaixada entre as outras modelos que quase não percebemos que:

é a Ashley Graham

que a Ashley Graham é maior

Não faltam comentários nas redes sobre isto - que lhe escondem a barriga, que o baço disfarça a coxa, que o biquini é escuro - e parece-me que também quiseram disfarçar a sua altura porque, se levarmos bem, ela aparece mais baixa do que as outras. E se olharmos para as pernas, dá a sensação de que estão mais afastadas e flectidas. Parece. Mas sem sempre o que parece, é...

Se isto for o início de uma revolução nos media, trazendo mulheres grandes para as capas, pis que seja. Nesse caso, hail to Vogue ;)

Tantas tendências, uma imagem

Tantas tendências, uma imagem

#modeloamodelo

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