olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Segredos para comprar (em bom)

Segredos para comprar (em bom)

As compras são o grande vício para muitas pessoas.

Atire a primeira pedra quem nunca...

Hoje vou revelar alguns detalhes sobre os quais provavelmente nunca pensaram. Dizem as minhas amigas (e alguns amigos, vá...) que consigo encontrar as melhores ofertas. Não sei se é verdade. Mas sei que me recuso a gastar muito dinheiro em roupa. Embora pareça o contrário.

Um dos segredos é misturar. Outro seleccionar as peças a misturar. Arrumar bem os armários e ter as peças organizadas por cores, estilos e tipos de utilização. Parece obsessivo mas garante uma visão de conjunto, melhores selecções e uma noção exacta do que temos. O problema são as gavetas. Por isso, pendurem tudo o que puderem.

Só compro em saldos. Há muito que desisti de comprar fora desta época porque o valor das peças é, normalmente, o preço que cobram em saldo. Perante a renovação tão rápida das tendências e a qualidade das peças mais "na moda", não vale a pena investir muito. Um bom guarda-roupa tem peças-chave, básicos (muitos básicos) e peças tendência. O investimento nas primeiras e segundas é substancial. Para o resto é gastar o mínimo possível. Depois temos os sapatos, malas, cintos e acessórios. Novamente, a mesma regra: qualidade para peças-chave que não passam de moda, muita qualidade nos sapatos e uma ou duas loucuras por estação, daquelas que nos fazem pensar "porque estava eu a pensar com os pés quando comprei estes sapatos?..." Sobre acessórios não falo. Cada um(a) terá os seus. São demasiado pessoais para existirem regras. No entanto, qualidade, qualidade, qualidade. Nunca quantidade.

O segredo número 1 das compras equivale ao das relações. A paixão passa, o amor fica. Contudo, nem sempre o barato sai caro. É preciso saber escolher, conhecer a dinâmica das marcas e estar atento às tendências. Apostar nos clássicos e em peças chave da estação, que fazem a diferença.
Mas há mais segredos que não vêm nos livros. Ou melhor, nas revistas femininas. O essencial é isto. As regras de estilo ditam que devemos ter peças básicas, clássicas e as de tendência. E que devemos adaptar as tendências ao nosso estilo. O problema, na maior parte das vezes, é não sabermos exactamente qual "o nosso estilo" e o que nos fica bem. E, portanto, compramos para, dias depois, nos arrependermos.

Já não me acontece há algum tempo.

Primeiro porque, consegui, finalmente definir o meu estilo e, embora não seja capaz de o descrever por escrito, sei bem o que não gosto, o que me recuso a comprar e o que não quero usar. O que torna todas as decisões mais simples. Depois, também defini limites de preço e aprendi a esperar. Treinei, também, a prática do desapego e não há nenhuma peça de roupa que "tenhaaaa de ter", mala que "queiraaaa muito" ou sapatos que me façam "perder a cabeça". Bom, talvez uns novos Huarache ou uns Basket Heart, mas nada que não possa controlar. Nunca fui assim, de grandes devaneios fashionistas, o que ajudou a desenvolver esta faceta e ser capaz de esperar pelo preço mais baixo ou pelo momento certo para comprar um determinado clássico.
Nunca fui de gastar muito em roupa e, menos ainda, acessórios. Primeiro porque não tinha dinheiro e, quando passei a ter, percebi que se podem vender a um preço mais baixo, então não pago um preço mais alto. Sapatos sim, pela qualidade e conforto. Só depois a estética...

No primeiro dia dos saldos invado a Zara. Levo uma roupa confortável, com bolsos e uns sapatos que permitam dançar se assim tiver de ser. Telefone num bolso, cartões no outro, elásticos para o cabelo misturados com a chave do carro. Entro na loja, começo na secção à esquerda que percorro até ao final. Passo para o lado direito da loja e despacho a secção. Mudo-me para Trafaluc e sigo a mesma regra, retirando tudo o que me possa interessar. Evito a fila dos provadores e compro tudo. Venho para casa. Experimento. Guardo. Deixo passar uns dias para ver as tendências de compra e os preços. O que interessa fica, em modo stand by. O que não serve ou foi erro de casting, devolvo. Repito o processo na Uterque, Massimo Dutti, Mango, El Corte Inglés, H&M e outras lojas que permitam devoluções. Ao fim de uns dias tenho o corredor cheio de sacos para avaliação ou devolução. Tomo decisões, faço as minhas apostas. O argumento de que financeiramente é um investimento só é válido se não tivermos cartão de crédito. porque bem controladas as datas e já devolvemos tudo o que há a devolver antes da data de cobrança da dívida no cartão. Assim, quanto acabam os saldos conseguimos equilibrar aquilo que precisamos com o que fazia falta e nem imaginávamos, eliminando o desnecessário, a compra de impulso a tendência demasiado... tendência. Gasto menos de metade do que se comprasse fora da época dos saldos e consigo andar diferente da maioria porque esperei. Obriga a uma certa disciplina, mas compensa esperar, evitando vestidos, casacos e sapatos iguais.

Afinal, queremos todos o mesmo: estar bem, gastar pouco e não andar igual aos outros, verdade?
 

Fazer. Não tem idade. Façam!

Fazer. Não tem idade. Façam!

Bitches get stuff done

Bitches get stuff done