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A balança é o nosso pior inimigo: 3 truques e 5 ideias para vencer a balança

A balança é o nosso pior inimigo: 3 truques e 5 ideias para vencer a balança

Viver a vida dependente da balança é cansativo e inútil. Viver, passando fome ou com uma dieta restritiva só nos deixa infelizes. Este é um tema que nos afecta a todos  porque, como tantas outras pessoas, também passei parte da vida dependente da balança até perceber que o melhor que temos a fazer é ignorar a balança.

Porque não temos, todos os dias, o mesmo peso?

O nosso peso real varia ao longo do mês em função do ciclo menstrual que implica, também, maior ou menor retenção de líquidos. Na maior parte das vezes em que nos sentimos gordas estamos apenas inchadas ou com uma valente retenção de líquidos. Sal ou açúcar a mais, ovulação e menstruação são as principais razões para essas oscilações que, raramente, representam um efectivo aumento de peso.

É quase impossível sentirmo-nos bem quando ultrapassamos os dígitos que definimos para nós. Contudo, bem-estar é equivalente a uma vida feliz e saudável. E ninguém pode ser verdadeiramente feliz dependente da balança ou da percepção que tem do seu corpo, como se essa imagem definisse quem somos. Para estarmos bem, precisamos comer bem, tratar do corpo e da mente, independentemente da balança.

- a ideia de que as dietas funcionam de forma igual para todos é absurda e está errada -

Não há soluções únicas e temos de chegar ao que melhor se adapta a nós por tentativa e erro. No que respeita à nossa saúde e bem estar, consequentemente, o peso ideal, é melhor ignorar a corrida para o corpinho de Verão, cometendo os maiores disparates alimentares com dietas que servem apenas para remediar e nos deixar ainda mais infelizes. Porque são restritivas e restrições alimentares deste tipo... Não resultam a longo prazo.

O segredo para fugirmos da balança não é encontrar a melhor forma de perder peso mas, antes, encontrar uma forma de não aumentar o nosso peso. Como? Através de uma alimentação natural, saudável e equilibrada como esta que explico na última edição da Women's Health, quando me pediram para descrever uma semana da minha alimentação...

Ao longo da minha vida cometi os maiores disparates para perder ou não ganhar peso. Passei fome porque, supostamente, depois das seis da tarde o metabolismo desacelera e os hidratos são um pecado. Ignorem estas e outras verdades que são tudo menos... verdades inquestionáveis. Nisto da alimentação e da saúde há guias e orientações mas qualquer decisão tem de ser adaptada às necessidades do nosso corpo. Se não sabem quais são - e eu também não as consegui identificar durante muito tempo - terão de aprender a ouvir o vosso corpo porque, em boa verdade, envia-nos todas as mensagens de que necessitamos. Nós só não estamos preparados para as decifrar.

- ouvir o nosso corpo, reconhecer as nossas necessidades é o segredo do peso ideal -

Entre aquilo que nos faz bem, e o que nos sabe ainda melhor, há margem para pequenos pecados alimentares. Adoro queijo e faço dele um grande aliado, apesar de ter eliminado qualquer outro tipo de alimento com lactose da minha alimentação. Contudo, o queijo também é uma fonte de proteína e eu não tenho nenhuma intolerância real à lactose. Simplesmente, como a maior parte dos mamíferos adultos, não sinto necessidade de beber leite. O meu principal critério é preparar refeições que sejam simples, práticas, rápidas e saudáveis. Yeah, right... fácil dizer, difícil concretizar porque entre o que planeamos, e o que temos no frigorífico, vai uma diferença muito grande.

Truques para nunca ter a despensa ou o frigorífico vazio:

1. Congelados

2. Pré-lavados

3. produtos biológicos

 

CONGELADOS

 Photo by  Sven  on  Unsplash

Photo by Sven on Unsplash

Vamos por partes porque os congelados não são refeições pré-preparadas mas, antes, embalagens de legumes congelados que podemos usar na ausência de ingredientes frescos. Há misturas interessantes nos supermercados que nos garantem uma refeição equilibrada, à qual só teremos de juntar uma massa integral para fazer qualquer coisa al dente, depois de saltearmos esses legumes numa wok com óleo de côco, por exemplo, juntando ervas aromáticas. Não têm? Podem usar das secas, ainda que o sabor não seja tão intenso e fresco. Da mesma forma, podemos ter frutos congelados que nos garantem um sumo revigorante ou uma tigela com papas de aveia rica em nutrientes e vitaminas. Gosto particularmente das framboesas congeladas para juntar à aveia e das misturas de legumes, às quais junto cogumelos, com quinoa e açafrão...

 

PRÉ-LAVADOS

Os legumes pré-lavados são a melhor das invenções dos últimos tempos. O seu método de produção, através de um sistema de arrefecimento, consegue prolongar o tempo útil de vida das folhas e, como já estão lavados, só temos de os incluir no prato, em saladas, tostas ou qualquer outra opção sem aquela parte desagradável das folhas molhadas... Além disso, se mantivermos a embalagem bem fechada conseguem aguentar vários dias no frigorífico, o que é uma grande ajuda para quando chegamos a casa sem tempo ou vontade de passar pelo supermercado.

 

 

PRODUTOS BIOLÓGICOS

 Photo by  Kelly Sikkema  on  Unsplash

Photo by Kelly Sikkema on Unsplash

Para além e todas as vantagens - óbvias - e conhecidas dos produtos de agricultura biológica, como terem menor impacto ambiental, estimularem a economia local, terem maior sabor (porque têm menor teor de água e são produzidos na "sua" época), não usarem pesticidas, há um outro aspecto que, contrariamente ao que seria de esperar, vos poderá surpreender: têm uma duração maior e apodrecem à moda antiga, ou seja, de fora para dentro. Enrugam, murcham e degeneram com o tempo, envelhecendo gradualmente, não como acontece com outros produtos que, de um dia para o outro, estão impróprios para consumo.

 

 Photo by  Ben Hershey  on  Unsplash

Photo by Ben Hershey on Unsplash

- contar calorias cansa e por vezes é pouco útil, se pensarmos na quantidade do que comemos -

Para além da qualidade dos produtos que usamos para preparar as refeições, há outra regra que deverá ser adoptada a favor de um peso estável, consequentemente, maior bem estar: a quantidade em detrimento das calorias.

A ideia de restringir calorias é tão antiga quanto a luta contra o excesso de peso mas entre um prato cheio e pobre em calorias ou uma amostra rica em calorias, qual escolheriam? Por vezes poupamos nas calorias mas não na quantidade que ingerimos o que, por consequência, contraria o objectivo de perder ou manter o peso. Em relação aos alimentos, não é o peso que conta mas sim o volume daquilo que se ingere, razão pela qual, muitas vezes comemos os alimentos certos mas, como os ingerimos em quantidades exageradas, não emagrecemos, ou seja, exageramos nas poções de comida. E então?

O segredo das quantidades por ordem de volume no prato:

1. legumes e vegetais (crús)

2. Hidratos de carbono compostos (integrais)

3. Fruta (apesar do açúcar, pois este é natural)

4. Proteína animal 

5. Frutos secos

Maior volume para os legumes e vegetais, de preferência crús. Depois, os hidratos de carbono compostos, ou seja, integrais e não refinados, seguidos da fruta que, apesar de conter açúcar, é natural e não adicionado. Finalmente, a proteína animal e os frutos secos. Esta é a ordem, por quantidades, do que devemos comer: os principais vão saciar-nos porque têm fibras, vitaminas e minerais. Na maior parte das vezes, comemos sem parar porque escolhemos alimentos vazios, ou seja, sem riqueza nutricional e, portanto, vamos comendo até à sensação de saciedade, que ocorre mais tarde do que quando escolhemos alimentos nutricionalmente ricos e de baixa densidade calórica como os espinafres, courgetes, bróculos, cogumelos, tomate mas, também, frutos vermelhos, morangos, laranja, maçã; seguindo-se a batada-doce, feijão frade, milho, banana, arroz e massas integrais e, depois, ainda com grande riqueza nutricional mas com mais calorias, temos o abacate e os ovos, por exemplo, para atingirmos o topo - e portanto - ingerir em menos quantidade, o chocolate negro, as amêndoas ou amendoins e vários tipos de queijo, como o parmesão.

A equação é simples: menos densidade calórica, maior porção; mais calorias, porções menores, mesmo que sejam, inevitavelmente, estes os alimentos que nos apetece, mais vezes, comer!

Amar é normal. Anormal é não amar

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