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bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

urbanista 2017: alimentação

urbanista 2017: alimentação

eat better, love more

A resolução não é nova mas parece-me que pode ser uma boa ideia propagá-la...

Para mim começou há muito tempo e, há seis meses, decidi levá-la muito a sério. Eu pensava que era saudável e apenas que fazia uns desvios ao percurso aqui e ali... E que isso não faria mal nenhum, porque defendo a lei das compensações. Como também defendo que devemos fazer exactamente o que nos apetece, como e quando, temos vontade. Não sou fundamentalista em relação a (quase) nada e não critico as opções de ninguém. Só não me peçam para voltar a alimentar-me como antes. Isso não. isso já não.

Andei anos e anos a tentar implementar a mudança e ninguém me ouvia. Um dia, enquanto fazia compras (obrigada hipermercado pela secção de livros) o Mr. B. teve a epifania que lhe faltava: comprou um livro do qual fez uma espécie de mantra, citando-o a todos (eu incluída), mesmo os que não querem ouvir. Era o momento e eu aproveitei-o. Acabaram-se os açúcares, as farinhas refinadas, os hidratos vazios de conteúdo e tantas outras coisas que comemos porque são confort food, as quais sabemos fazerem mal mas que entram na categoria "é só hoje". Todos sabemos que nunca é só naquele dia. A minha despensa é, agora, muito espartana e o frigorífico bastante colorido. Em pouco tempo notei a diferença e, um mês depois de ter começado esta alimentação mais simples e saudável, perguntavam-me se tinha feito dieta. 

Na verdade, não estava mais magra mas tinha perdido gordura e acumulação de líquidos, aquele peso extra que nos faz sentir gordas sem, de facto, estarmos. Drenei e sequei sem qualquer sacrifício. Porque se pensarmos que mudamos porque queremos ser mais saudáveis, então o esforço é mínimo. Custa muito menos resistir à tentação do fácil, do que já está pronto, do que anunciam ser "sem conservantes" ou "sem adição de açúcares". Não é verdade. Andamos enganados. Ou andam a esconder muitos detalhes...

Adoptei um esquema muito simples de seguir: se a tua avó não o reconhece como comida, não comas. Se está embalado, lê com atenção. Simples, não é?

Mais verdes, mais frutos, mais ingrediantes em crú, cozinhados mais simples, menos carne e peixe, mais leguminosas e cereais integrais. Easy as a Pie. Sim, menos pie, também ツ

O urbanista não é sobre comida saudável nem receitas, mas é impossível ignorar o que nos faz mal. E, agora que as resoluções já terão sido todas apresentadas e poucas implementadas, eu volto à carga para relembrar o que é, de facto, importante: o açúcar está em todo o lado e é veneno. No queijo fatiado, no bacon, no fiambre, no pão fatiado empacotado. Já observaram o prazo de duração destes produtos? Já pensaram na quantidade de conservantes que ingerem quando comem uma fatia de pão fatiado embalado com uma fatia de queijo e fiambre? Pensem nisso. E pensem que o que desregula o nosso organismo é o que comemos, independentemente do exercício que praticamos. O "plano detox" apareceu por alguma razão, certo? E não foi apenas por causa de uns dias de excessos...

Engordamos e afirmamos que quase não comemos. O problema não estará exactamente na quantidade mas na qualidade. Vamos ao engano e isso prejudica o nosso bem estar. A longo prazo, a nossa saúde. A palavra cancro assusta qualquer um e não acontece só aos outros. Acontece por muitas razões, alimentação incluída. Somos o que comemos. Não é apenas o mambo jambo motivacional do Instagram. Acreditem nisso mais do que no "do what makes you happy". 

A maior parte das pessoas está de tal forma habituada ao sabor dos alimentos processados que tudo o resto sabe apenas a ... papel. Ou esferovite. E muitos fazem um esforço para, rapidamente, desistir. Para quem come fora de casa é ainda mais difícil. Além disso, este processo de mudança é lento e não pode ser repentino. Tal como vamos introduzindo os alimentos aos bebés, também nos obrigamos a uma reaprendizagem alimentar, para o cérebro esquecer os sabores supostamente deliciosos que conhece e os substituir por outros, igualmente deliciosos e menos nocivos para a saúde do nosso corpo. 

Experimentem mudar. Um dia de cada vez. Eliminando o açúcar. Trocando refrigerantes por bebidas menos açucaradas até chegar aos sumos de fruta (naturais) e à água. Diminuindo o pacote de açúcar no café. Eliminando as bolachas. Todas. Porque as que não têm açúcar carregam na gordura, outro elemento a eliminar da nossa alimentação. Aprendam a ler os rótulos. O açúcar assume muitas formas e os conservantes também. A internet serve, também, para descobrir estas coisas... 

Costumavam perguntar-me se comia tudo o que publicava e eu expliquei sempre que sim. Se repararem, passei a publicar menos sobre aquilo que comia até me sentir verdadeiramente confortável com a minha decisão. Criei uma conta no Instagram alternativa à minha exclusivamente para isto, para sentir que não estava sozinha no processo de mudança que gradualmente deixei de actualizar. A mudança já aconteceu e estou muito confortável com isso. 

O meu ano começou com uma amiga a pedir-me ajuda para mudar. Eu vou ajudá-la, sabendo que vai ser duro, porque a mudança implica uma tomada de consciência em relação ao que comemos. É difícil perceber que andámos enganados uma vida inteira. O tempo é de mudança e a mudança começa agora. Dos cereais (supostamente) integrais e da granola que se vende como o santo graal, aos vegetais e fruta, pão integral e abolição do leite vai apenas um passo que cada um decidirá como dar.

 

 

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