olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Attractiveness is YOUR choice | Eu escolho ser bonita

Attractiveness is YOUR choice | Eu escolho ser bonita

Há uns anos - não muitos, mas suficientes para o trabalho estar publicado - fiz uma análise com um mestrando que trabalhava comigo. Decidimos analizar a quantidade de bullshit nas revistas femininas. Porquê? Porque ele trabalhava na área, eu conhecia bem as revistas e estava simultaneamente a trabalhar com outras pessoas sobre os modelos de negócio nos media. De um lado, a rádio, as suas promoções cruzadas e exemplos de estratégias de co-branding, do outro a televisão com uma análise ao product placement na série O Sexo e a Cidade. Faltava apenas um exemplo da imprensa e, por isso, escolhemos as revistas femininas. Títulos seleccionados aleatoriamente, edições a analisar igualmente aleatórias para chegar à mesma conclusão deste vídeo: mais de metade é publicidade, parte dessa publicidade está encoberta, misturada nos editoriais de moda, beleza, estilo ou decoração; vários exemplos de produtos seleccionados para cada um desses editoriais que, simultaneamente, anunciam nessa edição da revista.

Ingénuos mas não tanto, pois não?

Não fomos mais longe porque não era esse o objectivo. Oskar T Brand fê-lo por nós, ao divulgar este vídeo (Global Democracy) que demonstra a verdade (feia) escondida nas revistas femininas. É que para além dos temas serem os mesmos (basta comparar as capas de cada edição), de parte do conteúdo dos títulos internacionais ser tradução do original e do volume de publicidade ser excessivo, ainda se podem definir como um atentado à auto-estima feminina.

Não há quem aguente. Talvez por isso tantas estejam a enfrentar graves problemas de venda em banca. Talvez.

Estamos a matar a infância.

Estamos a matar a infância.

We all are | Somos

We all are | Somos