olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

Guys have body issues too

Guys have body issues too

Pela primeira vez, uma história no masculino, depois de tantos exemplos de mulheres que ultrapassam dificuldades, de mulheres que vencem doenças, de outras que reaprendem a viver, de tantas outras que idolatram o seu corpo quando todos lhe apontam o dedo... O Nuno vem explicar algo muito simples, que raramente ousamos perguntar a uma mulher, mas que, invariavelmente, não temos qualquer problema em questionar um homem: o seu peso. Como se a gorda fosse objecto do cinismo alheio - todos comentam sem ninguém lhe perguntar -, olhando com aquele ar que todos (re)conhecemos, que diz mais do que qualquer palavra pode afirmar. É gorda e todos percebemos isso. Resta saber qual a razão para o seu peso excessivo e se isso a incomoda. No caso deles, são normalmente "o gordo", como se a popularidade de Fernando Mendes se traduzisse num sentimento geral de "sim, sou gordo e feliz". Na verdade, muitos homens têm problemas com a sua imagem, como as mulheres, embora tal pareça ser tabu. 

Nuno Azinheira (Tipo 2)

Nuno Azinheira (Tipo 2)

O Nuno quebrou,e bem, esse tabú. 

Atingido pela diabetes decidiu fazer algo por si e a sua saúde, relatando tudo num blogue, o Tipo 2, no qual se assume como um diabético em busca de melhor qualidade de vida. E se, por um lado, a satisfação com as conquistas me parece ultrapassar qualquer frustração que possa sentir, de facto, tem toda a razão quando diz para não perguntarmos o peso alguém que é, para todos os efeitos, gordo. O "baleia fora de água" como um dia um parvalhão chamou ao Nuno.

Um gordo sabe que é gordo. Um gordo tem espelhos em casa. Um gordo sabe que tem de perder peso. Um gordo sofre à procura de roupa para o seu tamanho (...) o gordo pensa: “porra, sou mesmo um bisonte!
— Nuno Azinheira

Não sou gorda, nunca fui. Não sei o que será chamarem-me estes apelidos supostamente carinhosos. Também nunca fui a Olívia Palito, nem suficientemente loura para usarem esse adjectivo de forma depreciativa. Em resumo, talvez não saiba o que sofre um (ou uma) badocha mas sei o suficiente para perceber que qualquer apelido destes no mínimo, incomoda. As minhas desculpas ao canina a quem eu vencia sempre na corrida de 100 metros nas aulas de educação física. Sim, eu sei o que as outras raparigas diziam de mim por o Professor me colocar a correr com os rapazes. E não, não me chamavam atlética... 

Regra de cortesia: nunca se pergunta o peso a uma "balei fora de água", por Nuno Azinheira

#WednesdayWisdom

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Double standard

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