olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Onde está um táxi quando precisamos dele?

Onde está um táxi quando precisamos dele?

Não está. Passa ocupado. Não passa. E continuamos a caminhar na esperança de encontrar um táxi que alivie o caminho. Acontece muitas vezes. Mas também acontece zangarem-se porque o percurso é curto. Transformarem-se num Fittipaldi porque há um voo que chega dentro de 10 minutos, os 20 do nosso percurso podem ser feitos em 5, para regressarem a tempo às chegadas do aeroporto. São apenas dois pequenos exemplos entre tantos que temos todos para contar.  

Esquecemo-nos (esquecem-se) muitas vezes de que o serviço de táxi, ainda que providenciado por empresas privadas é serviço público. E que, por isso, tem regras apertadas, definições concretas e benefícios fiscais. Se com as regras existentes é o que conhecemos, imaginem se este serviço fosse livre, dependente apenas do mercado e da concorrência... Talvez fosse melhor por se auto-regular? Não sei. Mas sei que as pérolas que fomos registando ao longo do dia demonstram bem as características da classe. Por consequência, do serviço. Por consequência, aniquilando todos os taxistas que sabem fazer o seu trabalho com eficiência e correcção.

São dez da noite e a missa vai no adro. Na televisão outra pérola, quando oiço afirmar "nada contra 'essas' plataformas. Ponham os táxis a fazer esse trabalho e acaba-se a ilegalidade" (Carlos Ramos, Federação Portuguesa do Táxi). Não vai dar. Por duas razões: a primeira é que já existem 'essas' plataformas para táxis. Chamam-se apps e há várias em Portugal; a segunda é que um dos requisitos para conduzir uma viatura "debaixo dessas plataformas" é o civismo, outro a boa educação a par com condução segura. Pois. Não vai dar mesmo. A maioria dos taxistas não cumpre sequer um dos dos requisitos, quanto mais os três. Além de que, voltei a ouvir, a noção de legalidade deverá ser adaptada às necessidades dos taxistas. Pois.

Cumprir os mesmos deveres sem os mesmos direitos? Não creio. Manifestar para paralisar? Paralisar por ser ilegal? Que moral para quem evoluiu de uma manifestação (supostamente pacífica e foi o que se viu) para um bloqueio (portanto, ilegal)?... 

O problema, já antes o afirmei, confirmando-o hoje através das inúmeras vozes que se fizeram ouvir, não são as viaturas ou os condutores, mas a tecnologia. Não vi, até hoje, outras profissões e serviços manifestarem-se e atentarem contra a ordem pública por terem sido ultrapassados por produtos ou serviços que decorrem da evolução tecnológica. Regular significa, também, estimular a imaginação e criatividade para um novo sistema que ligue pessoas e automóveis para as levar do ponto A ao ponto B. Impossível? Não é. O que fazer quando o motorista (de táxi ou das "plataformas") for desnecessário? Pois. O mundo mudou. A natureza do trabalho mudou. Mudaram as profissões. Não mudar é parar. Parar é morrer. Acho que todos o entendemos.

Só não entendo como são as apps, as plataformas, as costas largas da tecnologia a responsável... Com isto, a app da Uber é número 1 na App Store. Ainda acreditam que podem parar a tecnologia?

Peso a mais. Peso a menos?

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Ivy league. Sorry! Park ♡

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