FITish

why yoga?

Para um dia de Primavera estava frio e vento. Muito vento. Isso não nos impediu a partilha que o yoga nos dá, ou de respirar as energias que também o vento transporta.

Para quem como eu, passa parte do seu tempo a praticar exercício físico, combinando actividades aparentemente inconciliáveis, o yoga poderia ser apenas mais uma. Não é. Durante muito tempo foi algo que não entendia bem e cuja definição (dos outros) não compreendia. Acenava com a cabeça e sorria... Parece-me que a maior parte das pessoas não sabe explicar muito bem o que é, exactamente, o yoga ou a razão pela qual lhe dedica parte do seu tempo.

O yoga não é exactamente uma prática, não tem nada de esotérico ou alternativo. Está mais perto de uma ciência do que pensamos - do que eu pensava - e a razão da sua prática tem, de facto, a ver com fluxo de energias e outros lugares comuns tantas vezes repetidos, de uma forma que até há pouco tempo ignorei. Sou demasiado pragmática para aquelas abordagens completamente new age, repletas de shantis repetidos à exaustão que não significam nada para a maior parte das pessoas, mas que se querem libertar dessa forma. Respeito. Mas não me obriguem a semelhante kumbaya. O percurso mais recente que venho desenvolvendo em torno da actividade física resulta de dois factores relacionados: a necessidade de mudar e perseguir o sonho (tão bonitas estas afimações, não são?...) e alterações fundamentais na alimentação, a par com formação específica sobre o Método MSB (ou Mafalda Sá da Bandeira), completado com um curso de Pilates. Estes têm-me levado a procurar mais informação que responda a muitas das minhas dúvidas, algumas delas relacionadas com essa prática milenar, tantas vezes transformada numa espécie de mandala hippie. Tenho lido muito sobre o funcionamento do corpo humano e a forma como só uma abordagem 360º pode fazer alguma coisa por nós neste ambiente poluido e tóxico, que nos condiciona os movimentos e o sono. Fomos feitos para estar em movimento, não para estar sentados mais de oito horas por dia, para comer o que a natureza dá, não para produzir industrialmente os nossos alimentos,  para respeitar a noite e o dia, que nos indica quando dormir ou acordar.  Não vou descambar numa abordagem de jejuns e desintoxicação, dogmas, fundamentalismos ou seitas com demasiadas restrições. Prometo. A vida é para ser vivida. Contudo, se a pudermos viver em bom, tanto melhor... 

Por isso, reconheço o quanto andava enganada em relação ao yoga. Há dois meses experimentei meditar. Mentira. Não meditei nada porque me limitei a conceder-me 15 minutos sentada na areia da praia a contemplar o mar, tentando eliminar qualquer pensamento. O resultado? Uma nova ideia para uma outra derivação do urbanista. A seu tempo vos contarei... Mas tentei. E fui tentando mais vezes porque a meditação é uma ferramenta que, depois de percebemos o yoga, começa a fazer mais sentido. Estou a escrever-me e a ouvir-me mentalmente, enquanto pressiono rapidamente as teclas do computador, pensando simultamentamente - não sei se é possível escrever uma coisa e pensar outra, talvez seja - que tudo isto soa um bocado diparatado para mim e, sobretudo, a maior parte das pessoas. Mas estou a ser autêntica e talvez essa genuinidade nas palavras possa fazer sentido. 

Quando li que o yoga é uma tradição, o meu cepticismo mudou. E quando continuei a ler pecebendo que se concentrava totalmente na mente e na sua união ao corpo, fiquei ainda mais interessada. Quando entrei no capítulo da importância da respiração, tudo fez sentido. Como me disse a Mafalda, no seu papel de mentora para me ensinar o seu método, eu já tinha as peças todas do puzze e, à medida que fosse estudando, essas peças iriam encaixar-se de forma perfeita. Estava coberta de razão. Agora tinha encontrado a fórmula que me faltava para entender - ainda melhor - a questão da respiração associada o treino de Pilates, porque o yoga é uma relação entre a repiração e o movimento, unindo o corpo e a mente. Não da forma transcendente que nos vende a cultura ocidental dos ginásios, mas numa lógica filosófica que assenta numa ciência: a da respiração e da forma como consegue unir o corpo orgânico, anatomicamente complexo, e o inorgânico, aquele que não compreendemos, que não tocamos e que consegue dominar o outro, em função de pensamentos, sentimentos e sensações. A acumpunctura usa agulhas para mudar o fluxo de energias nops nossos canais. O yoga recorre à respiração e a posições para defnir por onde deve fluir essa energia. Estranho?

Já conhecia posições extremas que muitas yogis partilham no instagram. Fui experimentar, analisando posições e sequências de yoga em função de necessidades específicas, e o resultado não poderia ter sido melhor. O objectivo não é tonificar mas mudar fluxos energéticos e alcançar bem estar. E resulta, aplicando-se a todos os domínios da vida. Ontem comecei a manhã praticando com a Soul of Pi que organizou um baptismo de surf para mulheres com mais de 35 anos, porque... nunca é tarde! Levei a Rita comigo porque nunca é demasiado cedo para lhes mostrarmos a diversidade de opções que existem no mundo. Principalmente, para lhes entregarmos uma prancha e os empurrarmos na rebentação para ver o que acontece. E a magia acontece.

O mar estava agitado e, por isso, divertido para quem começa a experimentar apanhar ondas. Não há nada mais libertador do que nos confrontarmos com os nossos medos para nos ultrapassarmos em cima de uma prancha. Ou segurarmos a prancha para os vermos crescer mais um bocadinho, enquanto mergulhamos e respiramos o ar do mar.

@soulofpi (thanks!!)

@soulofpi (thanks!!)

#cleaneating

Escrever, dizem, é libertador e uma espécie de catarse. Tenho de reconhecer que o urbanista tem-me ajudado em muitos sentidos, assumindo-se como o projecto que me define e identifica, com o qual outras pessoas se identificam e uma ferramenta que tem ajudado ao meu crescimento pessoal. Profissional, também. Começou por ser apenas uma experiência quase laboratorial para ajudar os meus alunos na faculdade a desenvolverem competências multimédia e uma ferramenta para que eu pudesse, também, explorar essas mesmas ferramentas. Seria um estudo de caso em permanente actualização. Rapidamente me tornou sua escrava, numa roda vida de produção em que mais é menos, ou seja, muito não é sinónimo de qualidade. Foi quando percebi a importância do urbanista na minha vida, quando entendi o seu ritmo e potencial. Hoje assumo que o urbanista sou eu e que eu também sou o urbanista. Por isso, se me ajudar a ser uma pessoa melhor e se puder ajudar outras pessoas, perfeito!

Por isso, quando me perguntam coisas sobre a alimentação que faço, fico feliz e tento ensinar o que sei. Não sou nutricionista mas leio muito, tento absorver todas as informações que encontro e juntar as peças. Tudo começou porque queria abandonar o ciclo vicioso do isto até nem é muito saudável mas é só hoje e porque percebi que, aquilo que comemos tem implicações directas para a nossa saúde. Distante do cliché da alimentação e saúde, na verdade sofro de sinusite crónica desde… sempre?… Lembro-me de ter a idade da minha filha quando me diagnosticaram e começaram a tratar. É uma doença crónica ocasionada por factores externos que nos acompanha todos os dias. Contudo, uma coisa é o que dizem os médicos, outra a realidade... Boa parte das infecções respiratórias ou da sinusite começa nos intestinos. Portanto, o que comemos define o estado em que estes se encontram.

Dois mais dois são mesmo quatro e não é que a alimentação mais cuidada que passei a ter fez com que este Inverno e Primavera estejam a ser livres de sinusite? Com excepção da alimentação, tudo está igual. Não mudei mais nada. Dois e dois têm mesmo de ser quatro….

Bolo de Chocolate

VEGAN. sem açúcar ou farinhas refinadas

E que alimentação é esta? Uma alimentação que tem muita atenção ao que dizem os rótulos, que evita embalagens e privilegia alimentos naturais, como legumes, frutas, farinhas não refinadas e integrais. Traduzindo? Não há açúcares adicionados, nem bolachas, nem crackers, nem tostas, nem cereais fit disto ou integrais daquilo, nem natas, nem leite, nem bolos ou pasteis na pastelaria, nem sumos de pacote ou refrigerantes, barrinhas e snaks supostamente saudáveis, nem tantas coisas que nos dizem não fazer mal (nota: nunca dizem que faz bem...) e que, lendo o rótulo, percebemos que são bombas a todos os níveis: excesso de sal ou açúcar, sem quaisquer fibras ou proteínas. No Dia Mundial da Pastelaria achei por bem partilhar... Aprendam a ler nas entrelinhas, descubram o que significam as palavras e fujam de tudo o que tem conservantes. A vossa vida agradece.

Bolo de Cenoura e Chocolate

VEGAN: sem açúcar ou farinhas refinadas

Um smoothie por dia...

Durante muito tempo protegi-me usando o chavão do tempo de qualidade e blá blá blá. Na verdade, eu não tinha tempo e já não sabia exactamente o que era isso de ter tempo. Vivia entre obrigações e pequenos prazeres, incluindo, nas dezasseis horas que passava acordada e nas que sobravam depois das obrigações, a família e os amigos. Tinha dias melhores e dias piores, como todos... Até perceber que eram muitos em que quase não respirava. Comecei a dar-me conta dos pequenos sinais de alarme, ignorando-os propositadamente. Contudo, há sempre um dia em que percebemos que é preciso usar o travão de mão. Fui fazendo várias travagens de forma metódica para ir mudando de direcção. Hoje posso dizer que já sei o que é não ter tempo e que não quero isso. Como também não quero o poder e tudo o que significa. Não me arrependo de nenhuma opção profissional  e estou muito grata pelos convites que recebi, a confiança e responsabilidade que em mim depositaram É motivo de orgulho sem qualquer arrogância. Contudo, não há nada que pague o tempo e o bem-estar. Tempo para, a meio da manhã poder parar e fazer um smoothie de frutas antes de uma nova interrupção para fazer exercício. Aproveitar cada instante até à hora em que o tufão #lovelyrita regressa e o ritmo assume outras prioridades.

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A vida, a nossa vida, não pode ser apenas o nosso trabalho, embora este deva fazer parte da nossa  vida, para sermos felizes. Não sei se será este o momento de equilíbrio mas o tempo fez-me reencontrar com os meus estudantes universitários, a partilha da prática de pilates e o urbanista, que é muito mais do que o blog das horas vagas. É também, parte da minha forma de estar e um outro veículo para partilhar, roubando-vos tempo para que possam reflectir e ganhar... tempo.... Fazer um smoothie ou uma salada como esta....

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Papas de Aveia

Chama-se keep it simple e resulta sempre: papas de aveia!

Junta-se água, leite ou uma bebida à base de soja, arroz, coco ou amêndoa. Deixa-se cozer até a aveia estar macia (sem estar empapada). Retira-se do lume, junta-se o que se quiser! Gosto da opção dos frutos vermelhos, cacau crú e côco. Natural, biológico e saudável.

Home ❤ #breakfasttime #love #urbanista #healthychoices #redberries #oatmeal #coconut

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