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Resolução para depois de amanhã: como escolher um ginásio? 3 regras simples

Resolução para depois de amanhã: como escolher um ginásio? 3 regras simples

Para aqueles que tinham sempre um atestado médico no bolso das calças de fato de treino ou os que ficavam em ânsias nos dias das aulas de educação física, a inscrição num ginásio é algo que fica sempre para depois, verdade?

Na maior parte dos casos não é preguiça, apenas inércia. Acumulação de hábitos e rotinas pouco saudáveis consideradas absolutamente normais: muitas horas na posição sentada e uma alimentação com demasiado açúcar, sal e gorduras escondidas, considerada igualmente normal. Chegamos àquele ponto em que o corpo está na meia idade e nós ainda pensamos como nos vintes, em que podíamos fazer tudo. Ou quase. Ou que estamos nos vintes com um corpo de meia idade. Também acontece.

As costas, especialmente a zona lombar, acusam os maus tratos, a cervical tem qualquer coisa que não sabemos identificar e não nos ocorre que, a forma como colocamos os pés no chão tem um impacto enorme nas questões posturais. Na cintura há gordura acumulada, as coxas tremem como gelatina e pensamos que este ano é que vai ser. Pois que seja. Em casa ou no ginásio sendo que, em casa, é necessária muita auto-motivação e disciplina para ignorar o sofá, o computador ou a despensa…

Como sair do sofá?

Como escolher um ginásio?

Sobre a primeira questão nada a fazer. Temos mesmo de querer, de perceber que o esforço compensa. Há pessoas para quem a actividade física é absurda e, de facto, está provado que existem pessoas que não necessitam de actividade física. Mas, mesmo essas, terão de concordar que até uma caminhada ajuda a descontrair, melhora a circulação sanguínea e tem efeitos positivos no sistema cardiovascular. Para os outros, como eu, que precisam do exercício para o organismo funcionar melhor 3 dicas para a escolha do que e onde fazer:

1. Localização:

Perto de casa garante que, depois do treino nos arrastamos para casa com outra energia, prontos para aterrar no sofá e descansar com a certeza do dever cumprido. Perto do emprego é perfeito para quem gosta de acordar cedo e treinar antes do trabalho, para quem tem uma hora de almoço que são duas, ou para quem consegue treinar e depois comer uma sopa e um batido proteico. De qualquer forma, importa considerar o tempo de deslocação até ao ginásio, se tem estacionamento ou está junto aos transportes públicos que utilizamos diariamente. Para quem não tem muita vontade, todas as razões servem para pagar e não ir. O tempo de deslocação não pode ser uma delas. 

2. Preço:

o preço é, sem dúvida, uma variável importante mas não pode ser determinante. O low cost é uma tendência da moda mas associado ao low cost vem, muitas vezes, a low experience dos monitores e dos instrutores nas aulas bem como a nossa própria low experience nesse espaço... Nada contra quem está a começar mas é bom que existam, também, professores experientes no ginásio e não apenas os miúdos que acabaram a formação e acham que sabem tudo. E neste domínio do fitness, egos e achismos são mais do que muitos… Tenham atenção à experiência e às condições dos materiais do ginásio...

3. Aulas:

não adianta querermos fazer. Temos de sentir que obtemos resultados e que, de alguma forma, nos diverte ou faz sentir bem. Há modas e, depois, há aquelas aulas que são sempre boas, independentemente das tendências do momento. Para quem normalmente não faz nada, começar pode ser uma dor de cabeça pela variedade de opções, pelos nomes modernaços ou pela diversidade de abordagens a uma mesma técnica. Pensem no que mais gostavam de fazer quando eram crianças e procurem a actividade mais aproximada…

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Como manter a resolução até ao final do ano? 

(ou até ao Verão, vá…)

Largar o telefone. Eu sei que na maior parte das vezes a música no ginásio não corresponde à música de que gostamos. Levar o telefone para uma aula de grupo é parvo e, se precisamos de o usar para ouvir música então está na hora de desligar as notificações ou de o colocar em modo de vôo. É que o exercício também requer concentração, mesmo que seja andar numa passadeira…

Seguir o nosso ritmo. Por vezes levamos a coisa ao limite e no dia seguinte não nos conseguimos mexer (quem nunca?!…). O ideal é retomar o exercício ASAP porque se vamos esperar pela recuperação, ficamos uma semana em casa e, quando voltamos, as dores regressam. No dia seguinte a um treino mais intenso (ritmo ou carga) devemos continuar a treinar, ainda que num mood mais leve. Parar é morrer, sempre ouvi dizer…

Pensar positivo. Só pensar não chega, precisamos actuar de forma positiva, asumindo o compromisso com o nosso corpo. Não é para ser a mais fit lá do bairro ou entrar numa competição que só existe na nossa cabeça mas aceitar que há dias em que o sofá fala mais alto, sem deixar que esses dias de excepção se tornem a regra.

Perceber que o exercício é um estilo de vida e não uma obrigação. Se o ginásio não dá, se as aplicações não resultam, se seguir os gurus no YouTube é chato e se nenhum tipo de exercício vos atrai, arranjem um cão. Se não podem arranjar um cão, façam dog sitting e ainda ganham uns trocos passeando os cães dos outros. Ou, simplesmente, levantem-se do sofá e comecem a caminhar observando a cidade ou o pôr-do-sol no mar…

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