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olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo e tendências urbanas.

#beactive ou seja, mexam-se!

#beactive ou seja, mexam-se!

Nunca, como agora, se apelou tanto a um estilo de vida saudável e activo. Também nunca, como agora, existiram tantas doenças auto-imunes e metabólicas, resultado do estilo de vida apressado, condicionado e complicado que defininos para nós. Veio a moda do #befit, acompanhada pela do #slow e ainda a #healthyfood mas, para muitas pessoas, essa cena das sementes que se mastigam devagar, e do exercício que praticamos para as complementar, é uma grande treta que se ignora saboreando uma tosta mista bem quente e gordurosa, de frente para a televisão. Nada contra. Mas também sabemos que todas as decisões têm algum tipo de impacto na nossa vida. Porque os níveis de actividade física tendem a estagnar (ou, mesmo, diminuir) em alguns países europeus, com consequências para a saúde pública e custos económicos associados, a Comissão Europeia criou o movimento #beactive com o objectivo de levar a actividade física a todas as pessoas, independentemente do contexto social, idade ou aptidão física.

Há inúmeras actividades e propostas por todo o país para desafiar as pessoas a praticarem exercício mas, tenho cá para mim, que não vai resultar. Isto de nos levantarmos do sofá, e mexermos, vem cá de dentro, não adianta sugerir... 

Como deixar de ser #CouchPotato para #BeActive? Convém não esquecer que nem todos gostam de ginásios ou de suar em bica. Nem todos gostam de se confrontar com os espelhos e a luz que só destaca os defeitos. Nem todos se sentem à vontade de calcinhas justas ou peças de roupa que marcam a barriga (que levam ao ginásio para abater). Nem todos aguentam a passadeira, elíptica ou bicicleta a olhar para a televisão. Para estes já é suficientemente mau estar a praticar exercício, fazê-lo com más notícias ou videoclips mudos, cheios de gajas turbinadas só piora... Nem todos aguentam as comparações mentais (que não conseguimos evitar) porque há sempre alguém "mais qualquer coisa" do que nós... São, portanto, muitos os que saem do ginásio em modo auto-comiseração, facto que ainda os afasta mais de uma potencial vida activa.

Como contrariar a inércia?

Acredito que, se voltarmos atrás no tempo e pararmos para recordar a brincadeira (quase todas eram pura actividade física) que mais gostávamos, teremos por onde começar... 

Jogar à apanhada? 

Andar de bicicleta? 

Brincar com água e nadar? 

Fazer construções? 

Brincar com as bonecas ou os carrinhos? 

Jogos de força e poder, vulgo, andar à porrada? 

Imitar as coreografias dos vídeos de música na TV? 

Jogar à bola? 

Subir às árvores e mexer na terra ao estilo coca-bichinhos? 

Pela minha experiência, dois meses depois de começarmos (se não antes) sentimos os benefícios emocionais (so long self pitty) e físicos da actividade física, com mais energia, força ou, simplesmente, bem estar. Músculos mais fortes e tonificados, melhor postura e respiração, cintura mais definida, maior capacidade cardiovascular, mais mobilidade. Corpo e mente estão ligados e em sintonia, pelo que a actividade física dá-nos a capacidade para observar a nossa vida e implementar a mudança: cuidando de nós para vivermos melhor. E porque em boa verdade, mexermo-nos tem muito das antigas brincadeiras, com todos os benefícios que (também) tem para as crianças, aqui fica uma tabela de correspondências ♡

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E mesmo para as antigas crianças contemplativas, ávidas leitoras que passavam o tempo a contemplar o mundo há actividade física adequada, como o ioga, tal chi Qi Gong ou outras igualmente introspectivas. Qual é, agora, a vossa desculpa?

montring: aquela actividade tão comum de passear e ver montras...

Wander. Lust.

Wander. Lust.

To meditate: essa é a questão

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