olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

"O que eu não como"

"O que eu não como"

Continuação do episódio

"a pergunta certa não é o que eu como mas o que eu não como"

Prometido é devido! Hoje continuamos a circular no supermercado para perceber que diferença pode fazer aquilo que escolhemos comer. Volto a repetir que não sou fundamentalista nem defendo restrições exageradas. Sou por uma alimentação mais simples e natural, que tem tido resultados visíveis no meu corpo e no meu bem estar. Apenas isso. Não entendo que o glúten possa ser o novo inimigo público e, apesar do açúcar ser uma espécie de raíz de todos os males, não é necessário fazer uma alimentação amarga. Basta aprender a reconhecer opções mais saudáveis...

De regresso ao supermercado, entramos no corredor das bolachas para... seguir em frente! Não há aqui nada que nos faça falta. Mesmo as bolachas de água e sal, ou que substituem o pequeno-almoço e outros derivados. Acreditem: são potes de gordura embrulhadas ingredientes de origem duvidosa, carregados desse (suposto) demónio que é o açúcar.

Se experimentarem outras coisas, passam a ignorar este corredor porque a oferta deixa de vos fazer falta. O que não quer dizer que nunca mais comam uma bolacha. Não é isso. Mas há outras opções que são mais saudáveis, com farinhas menos processadas e um sabor mais autêntico. Dão mais trabalho do que abrir um pacote... é um facto. Mas o esforço compensa!

Eu gosto destas mini tostas de arroz e chocolate preto que considero primas das bolachas. Quando não tenho tempo para fazer os meus bolos à base de fruta e farinhas não refinadas, opto por comer um quadrado de chocolate preto (este com 92% de cacau, este com chili ou este com frutos vermelhos e que estão todos à venda em lojas bem conhecidas entre nós), ou, por exemplo, frutos secos (ao natural, sem sal).

Há outro género de produtos que me levam de volta à infância e que, felizmente, tive o bom senso de eliminar do carrinho de compras há anos: donuts, tortas, bolicao e outras invenções que entretanto apareceram. Com muito custo também deixei os palmiers quando olhei, com olhos de ver, para o rótulo. Da gordura aos conservantes e intensificadores de sabor, venha o Diabo e escolha porque dali não se aproveita nada. Não saciam. Não alimentam. Não nada...

Mas sabem bem como tudo!...

Na verdade, agora que penso nisto, petisco muito menos desde que passei a trazer outras coisas para casa. Os vegetais e alimentos não refinados deixam-nos mais saciados e durante mais tempo. As massas integrais, bem como opções como bulgur, quinoa ou couscous deixam-me sem fome. E com menos vontade de trincar uma bolachinha só porque sim...

Também deixei de comprar bolos pré-preparados... Aqueles pacotes aos quais só temos de juntar ovos, leite e manteiga? Estão carregados de conservantes e intensificadores de sabor, ou seja, químicos. Os meus bolos agora são naturais, baseados em receitas muito simples como esta de mousse, à base de abacate (retirei-lhe a banana e a baunilha). Não digam que a mousse de pacote é melhor porque todos sabemos que não! E quanto ao sabor não ser igual, é tudo uma questão de pensarmos no que queremos para nós. Já atingi o ponto em que não se percebe a diferença. Vá... percebe-se mas sabe igualmente bem. Com um topping de arandos e amêndoas fica ali perto da perfeição. Com a vantagem de que estamos a comer fruta e açúcar natural.

Não há culpa. Ou há uma culpa pequenina....

Relativamente ao café, abandonei completamente os cappuccinos e derivados. Eu, que era a rainha do cappuccino, optei pelo café simples, sem açúcar, em grandes baldes à la americana. Não é uma questão de estilo, para desfilar com o copo Starbucks na mão. É mesmo uma decisão que procura evitar o leite - não por causa da lactose, ou talvez sim, porque me faz inchar bastante - e, sobretudo o açúcar adicionado ao cappuccino pré-preparado, do qual, reconheço, abusava. Optei por um café biológico cujo sabor é simplesmente maravilhoso. Faço uma cafeteira que me dá dois cafés longos que servem para ir bebendo ao longo da manhã.

Todos me conhecem pelos cappuccinos mas também pelo chá. A este nível a mudança ocorreu há muito tempo, quando percebi que boa parte daquilo que se vende por aí (as marcas mais conhecidas, incluindo as mais caras) são uma farsa, com ingredientes que não fazem parte do conceito que conhecemos por chá e químicos que, em contacto com a água a ferver, são cancerígenos. Folhas de hortelã seca e outras ervas são opções simples e baratas, disponíveis em todos os supermercados. Experimentem! ♡

 

 

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