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Não processado: o que é isso?

Não processado: o que é isso?

A criação deste espaço chamado FITish tem gerado uma onda de curiosidade, com muitas pessoas a perguntarem-me sobre aquilo que como. A par com as publicações dos sumos de fruta e as saladas no instastories (Instagram), tenho respondido quase sempre da mesma forma: não é o que eu como. É o que eu não como. E os resultados estão à vista. Não como alimentos processados ou refinados. A questão que se segue é sempre a mesma: como assim?!....

Não sou fundamentalista e, por vezes, como porcarias. Mas estas são a absoluta excepção... Alimentos não processados são mais saudáveis mas são, também, aparentemente mais difíceis de identificar porque nos habituámos a abrir embalagens para nos alimentarmos, a ponto de já não discernirmos entre o que é saudável, o que se auto-proclama saudável e o que deve ser proibido, porque entra na categoria não comas porcarias. Ouvimos a frase desde crianças. Sabemos o que quer, realmente, dizer? Saberemos reconhecer as porcarias?

Não.  

Sabemos reconhecer o que, de facto, nos faz bem? 

Não. 

Vejamos:

Vitaminas e minerais

Na fruta, no seu estado natural, sem estar desidratada, transformada ou em conserva. E, preferencialmente da época. Não, o Inverno não dá morangos e outros frutos típicos do Verão. Este é outro problema: perdemos por completo a noção do tempo das frutas e vegetais porque está tudo (ou quase) disponível o ano todo. Estufas ou produção fora de portas. Convém lembrar que, quanto maior a distância que o alimento percorre, menor a conservação (ou maior a introdução de elementos de garantem a conservação...) e maior a pegada ecológica. A fruta, os vegetais e as leguminosas que passam por pouco ou nenhum processo possuem níveis altos de antioxidantes e outros nutrientes. Fazem bem!

Cores de Verão ❤️ #healthychoices #bloggerstyle #bodylove #blogpost #eatclean #vegan #beachvibes

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Potássio
Porque precisamos dele? Porque sim não chega e não está apenas nas bananas para evitar as cãimbras. O potássio ajuda a baixar a pressão arterial e reduz o risco de osteoporose, diabetes e doenças cardíacas. Ajuda a regular a água no nosso corpo e mantém os músculos e sistema nervoso a funcionar bem. A sua falta pode resultar em cãibras musculares mas, principalmente, num péssimo trânsito intestinal e fadiga. Aquela que dá quebras a meio do dia sem sabermos exactamente porquê. Não, as batatas não são apenas amido e não engordam tanto quanto dizem. São fonte de potássio, bem como as famosas bananas, os espinafres e as beterrabas. 

 

Fibra

Esqueçam as a barritas com fibra. Os cereais com fibra. Os comprimidos com fibra. O trânsito intestinal (expecto se existir uma patologia devidamente identificada) regula-se comendo. Bem!... A fibra também está presente nas batatas mas, principalmente, nas leguminosas. Atenção, contudo, ao feijão e outros que nos chegam nas latas. Não só têm nitratos, como muitas marcas abusam do sal, transformando um alimento muito saudável em algo que passa a ser assim-assim... Framboesas, caras como tudo, também têm fibra, esse elemento que ajuda a reduzir os níveis de colesterol. Os cereais têm fibra. Não necessariamente os que estão nas caixas a anunciar esse ingrediente. A fibra solúvel (mistura-se com a água, formam uma espécie de gel, ajuda no trânsito intestinal e dá aquele sensação única de saciedade) ajuda a controlar os níveis de glicémia (evita picos de açúcar no sangue) e o colesterol LDL, aquele que é o "mau". Portanto, reduz o risco de ataque cardíaco, diabetes tipo 2 e protege as artérias A fibra insolúvel fica intacta durante a digestão e na passagem pelos intestinos ajudando os alimentos a movimentarem-se pelo sistema digestivo, dificultando a absorção de tudo o que é mau para nós, razão pela qual, os alimentos pobres em fibra, resultantes de farinhas muito refinadas são tão prejudiciais ao nosso organismo. Comam aveia, lentilhas, beterraba, ervilhas, cenouras e citrinos (solúveis) fruta com casca, abóbora, pão integral ou feijão (insolúveis).

 

Cálcio

O famoso que é "acrescentado" ao leite para o enriquecer. Disparate. Ou marketing puro... A primeira vez que me queixei a um médico sobre as minhas articulações, perguntou-me se bebia leite. Eu respondi com uma pergunta porque na altura já não bebia leite, questionando-o sobre a efectiva importância do leite. Foi muito claro: coma brócolos e espinafres. Muitos brócolos. E ovos. O cálcio ajuda a proteger os ossos, intervém na transmissão nervosa e previne coágulos no sangue. A sua falta pode contribuir para a famosa osteoporose. 

Vitamina D
Há uma razão para adorarmos o sol e a praia. O nosso organismo precisa de vitamina D para regular a renovação celular e diminuir o risco de doenças cardiovasculares. A melhor forma é apanhar sol. Sem excesso: 10 minutos por dia, palmas das mãos voltadas para o sol. Vitamina D não significa activação de melanina e, menos ainda, bronze castanho. Está presente no salmão, atum e nas laranjas. Mas temos de comer muitas laranjas para obter o efeito dos 10 minutos de sol...


Ferro
Sabem aqueles dias em que nos esquecemos das palavras que queremos dizer ou nos sentimos a arrastar? Pode ser sono, podem ser muitas outras coisas mas também pode ser falta de ferro. O ferro é uma proteína fundamental para o transporte de oxigénio ao longo do corpo. A falta de ferro pode resultar, para além da falta de memória e da fadiga, em anemia e dificuldades na regulação corporal da temperatura. Lentilhas. Bróculos. Cajus para garantir um corpo de ferro (ou, pelo menos, com bons níveis de ferro).

 

 

 

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