olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

BodyBoard

BodyBoard

Qual a probabilidade de uma feminista sair da loja com uma prancha com uma imagem absolutamente sexista? Chama-se sh*t happens e só uma pessoa racional e prática como eu para aceitar este horror - que irei rapidamente transformar com uma caneta de acetato - na sua primeira prancha de bodyboard.

Há um prazer enorme nas pequenas conquistas ou nas coisas que compramos depois de muito esperar. Sou aquele estranho tipo de pessoa que experimenta tantas modalidades e actividades físicas que só investe a sério quando percebe que aquilo é para a vida.

Comecei a fazer bodyboard lá bem atrás no tempo, com um fato emprestado. Era de um amigo, dos tempos em ele que tinha 16 anos e a mesma altura que eu. Com a diferença que o seu corpo não tinha curvas e, por isso, o fato sobrava-me em largura e comprimento. Na altura eu tinha 30 anos e aquele fato não era propriamente novo. Nada que me impedisse de entrar na água e gelar. Eu aguentava estoicamente, para aprender e perceber se valeria a pena gastar dinheiro a comprar material. O meu material. A prancha também não era minha e ficava uns centímetros além do que devia. Novamente, se me safasse com aquilo, melhor faria com uma prancha nova, ao meu tamanho. A prancha também não era nova e não era, como se costuma dizer, "das boas". Flutuava. É o melhor que posso dizer. O leash também não era perfeito...

O que era perfeito? Nada. Comprei os pés de pato em saldo num outlet de surf e uma lycra que ainda me acompanha. Tem sido, aliás, a única coisa que me garante alguma credibilidade quando alugo material. Quem me vê pensava sempre que eu sou old school e que sei surfar.

O que faz um símbolo na vida das pessoas....

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Pois bem, tudo mudou: comprei o meu fato e a minha prancha. Um leash novo e espectacular. Mas porque sou forreta mantenho a velha lycra. Sobre os pés de pato, falaremos depois. Lá terei de varrer mais um outlet à procura de algo mais recente, menor e com melhor performance do que os que tenho, que me sobram e, ao fim de poucos minutos, me fazem doer o peito do pé. Agora... pranchas na água com a #lovelyrita que também tem uma prancha nova!

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Não processado: o que é isso?

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Comida: nem tudo é bom...

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