olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Wander. Lust.

Wander. Lust.

Acordei cedo, preparei tudo e segui com uma amiga para Belém. A manhã estava a começar e o dia anunciava-se quente, neste fim de Verão que teima em não acabar.

IMG_8131.JPG

 O Wanderlust existe há 10 anos e, até há bem pouco tempo, só conhecia de ouvir falar. O Wanderlust é um triatlo que inclui corrida/caminhada, yoga e meditação. Depois de um ano a dar os primeiros passos, um Verão com muita prática e um mês inteiro dedicado ao yoga, o Wanderlust 108 é o culminar de algo que eu própria não sabia que estava a acontecer. E porque neste mundo tudo faz sentido, mesmo quando achamos que não, quando me questionei sobre a razão do 108 percebi que tudo faria ainda mais sentido do que poderia imaginar…

O número 1 corresponde à unidade, o 0 à totalidade e o 8 ao amor infinito que são, por outras palavras, princípios do yoga, para nos encontrarmos, sem que o eu se sobreponha ao nós. Este princípio de bem estar e de comunidade é muito forte e percebe-se, muito rapidamente, quando começamos a praticar. Dizem que o yoga nos abre o coração e permite ver com maior clareza e hoje, sei que é verdade. Não precisamos ser aquelas pessoas meio esquisitas que eu sei que muitos já estão a imaginar, para quem tudo é paz e amor, ou outras, que pregam sem aplicar e para quem um tapete de yoga é apenas um acessório de lifestyle e muito pouco um estilo de vida. Obviamente que o tapete ajuda (muito) mas por enquanto ainda pratico com uma toalha estendida no chão. Ou no soalho de madeira, se estiver em casa. Não é prático e muito menos confortável mas cumpre-se o objectivo e o dia começa com uma energia diferente. E não, não é a velha maxima do corpo são em mente sã ou a outra, de começar o dia cheios de energia. É mesmo o assimilar de uma energia diferente porque a postura perante a vida é, também ela, outra. No meu caso, nota-se mais na paciência para as pequenas coisas, no tom de voz mais baixo e pausado, mesmo que algumas horas depois já tenha voltado ao “meu” normal. Contudo, depois da prática, mesmo que seja como a de hoje, no pico do calor, rodeada por outras pessoas e com uma toalha que só escorregava - tudo para correr mal… - a paz interior que aquelas duas sessões de yoga me proporcionaram, seguidas de uma meditação guiada, não têm igual.

IMG_8141.JPG
IMG_8152.JPG

Depois da corrida (ou caminhada), a Filipa Veiga assumiu a condução de uma sessão calma, quase introspectiva - ou tão introspectiva quanto possível, dado o contexto - que nos fez seguir a sua máxima e abrir o coração. Sou suspeita para falar porque é muito raro convidar alguém para gravar um podcast e revelar-se uma empatia que resulta numa conversa de horas (mesmo que vocês só tenham ouvido um resumo!) e, por isso, admito gostar muito da sua abordagem. O evento continuou com a prática de yoga conduzida por Jean Pierre de Oliveira, enérgico, dinâmico e muito desafiante, para fechar com o carinho na voz de Rute Caldeira a quem tenho de agradecer a forma como conseguiu, com o tom de voz e as palavras certas, fazer-me parar. Acompanhada pela guitarra do talentoso Arli, o momento foi, mesmo, de conexão interior e paz exterior, com um recinto repleto de pessoas deitadas. E mesmo que nem todas estivessem a meditar, é inegável o poder que o “deixar ir” pode ter nas nossas vidas...

IMG_8139.JPG
IMG_8140.JPG
Cenas de comer

Cenas de comer

#beactive ou seja, mexam-se!

#beactive ou seja, mexam-se!