O saco de plástico foi apenas o começo: 3 medidas para mudar a nossa vida, já!

Gosto de acreditar na ideia das coincidências, mesmo sabendo que não existem. As coincidências são explicações que arranjamos para o que não sabemos explicar e que entendemos ser o universo a conspirar - muitas vezes contra nós, outras tantas a nosso favor.

Sei que, neste caso particular será provavelmente uma mera coincidência mas será, simultaneamente, o empurrão que faltava para acreditar que, se quisermos, podemos mesmo fazer a diferença.

Ontem a NiT publicou esta notícia:

Zara vai deixar de usar sacos de plástico nos saldos em Portugal

e no exacto momento em que leio o título confesso que tive aquela reacção interior de “wow!”, misturado com “what?”, seguido, na fracção de segundo a seguir, de um “como assim?…”, e um “ai não acredito!” para terminar como habitual “ não me digam que…”

Também sei o suficiente para saber que uma medida destas já estava a ser estudada mas reservo-me o direito de pensar que posso ter contribuído para acelerar a decisão ou a sua implementação porque, afinal, quando confrontadas, as diferentes funcionárias com quem falei nada sabiam sobre isto. Sim, também sei que a comunicação interna nas empresas é (quase) sempre deficiente e que os que dão a cara pelas marcas normalmente são os últimos a saber. Mas… posso ficar na ilusão? Obrigada!

Porque ficar nessa ténue ilusão inspira-me a continuar.

Na maior parte dos casos, é de uma ténue ilusão que se alimentam os sonhos.

E eu tive um sonho. Um sonho que me dava uma dimensão agigantada, que permitia ser tão alta a ponto de ter parte do corpo mergulhado no oceano e, ainda assim, ter altura suficiente para conseguir observar o mundo como se este fosse plano. E não estava mergulhada em água mas sim em plástico, vendo o mundo a tentar empurrar o problema para o país do lado sem grande sucesso.

Esta imagem acompanha-me desde então e, desde esse dia, implementei mais algumas medidas de protecção do meio ambiente e de redução do lixo. Foi assim que surgiu a “pequena cruzada” contra os sacos de plástico da Zara e é assim que hoje vos pergunto se querem juntar-se a esta ideia de produzirmos menos lixo e de reciclarmos aquele que produzimos.

Acredito que, ao contrário da ideia geral de que esta coisa da sustentabilidade e do lixo e coiso e tal, não pode continuar a ser vista como uma cena de vegans e fundamentalistas, menos ainda de hippies quarentões que não sabem o que fazer à vida. Sem ponta de hipocrisia, é assim que olhamos para aqueles que, muito antes do tema estar na ordem do dia já tinham aplicado estas medidas na sua vida, não é?

Eu sei, não adianta negarmos.

Eu não sou nem uma coisa, nem outra.

Também não tenho interesses financeiros na matéria porque não vendo produtos ou serviços que possam contribuir para uma vida mais verde. O meu único interesse é a minha filha, com 10 anos e um sorriso do tamanho do mundo. O meu interesse é esse, não quero que tropece em garrafas de plástico, que empurre o lixo com as duas mãos. E também sou eu, porque não quero sentir que o pé de pato enrolado num saco de plástico quanto estou no mar a praticar bodyboard. É esta a minha declaração de interesses e não poderia ser mais honesta. Juntam-se a mim?

Prometido é devido e, por isso, aqui ficam 3 ideias, produtos e acções para darem um pequeno contributo para mudar as coisas.

A primeira é usarmos a palavra NÃO.

Esta palavra tem um poder incrível, quando usada no momento certo. Dizer “não, obrigada” deixa muitas pessoas sem acção, quando recusamos uma palhinha na nossa bebida, quando dizemos que não precisamos de saco, quando dizemos que não queremos aquele produto porque está embalado em plástico e pedimos uma alternativa. Experimentem, nem que seja para verem a reacção. Garanto que se habituam e vão gostar…

A segunda é estarmos atentos.

Aprendemos a acreditar em estereótipos e crescemos a acreditar em sistemas que moldam a nossa mentalidade resultando numa dominância sobre a qual não reflectimos, com uma dimensão ética que não questionamos. Aplica-se a tudo, desde o machismo ao racismo ou à forma como tratamos os animais. Crescemos com o plástico e não o questionamos. Está em quase tudo o que nos rodeia e se, um dia, tomarmos consciência de que grande parte é de utilização única, se nos lembrarmos que esse lixo não se desintegra, que está no quintal do lado e que pode, também atingir o nosso, então mudamos.

O desafio é este: da próxima vez que forem ao supermercado, pensem na quantidade de embalagens de plástico desnecessárias e tentem encontrar uma alternativa. Recusem-se a pensar que não podem fazer nada porque o exemplo da Zara é esse: podemos.

A terceira é mudar.

Escova de Dentes

Trocam de escova de dentes com frequência, não é? E experimentarem uma de bambu? Freak? Não. Experimentei e estou muito satisfeita e não é porque dou um contributo para o meio ambiente mas porque a escova mesmo boa: macia, limpa em profundidade e sabem?… Aquela coisa dos filamentos assim e assado, que limpam aqui e ali? Bullshit para aumentar o preço do produto. Já usei duas marcas diferentes, ambas com os filamentos no formato mais tradicional e limpam com uma precisão que nunca imaginei.

Onde comprar e tal? Google it, há vária marcas que as enviam para nossa casa a custo 0 (free shipping)

Cotonetes

Precisam mesmo de limpar o ouvidinho todos os dias? Não o conseguem fazer com a ponta da toalha depois do banho? Pensem lá bem… Se precisam, há cotonetes com o suporte do algodão em papel e mesmo cadeias como o Pingo Doce já implementaram essa mudança. Go for it. Mas pensem que se calhar não precisam de o fazer todos os dias. Usam para limpar os cantos borrados quando estão a maquilhar? Usem a esquina da unha, funciona na perfeição!

Make up

Sem qualquer tipo de julgamento, podemos implementar a mudança e esta não será deixar de usar, é escolher marcas amigas do ambiente, que não testam em animais e que não usam químicos na composição dos seus produtos. Podemos, principalmente, fazer algo quase revolucionário e comprar discos desmaquilhantes de algodão. Usamos, lavamos, deixamos a secar e usamos outra vez. Ah e tal mas gastamos água… O impacto ambiental é muito menor do que o dos discos de algodão, tratamos melhor a pele e gastamos menos dinheiro, também. Adoptei esta medida há poucas semanas e recomendo!

Água, café ou chá

Água todos bebemos mas podemos passar a comprar menos garrafas de água, verdade? Ou recusar o copo no Starbucks porque passear de copo na mão perdeu parte da sua coolness. Verdadeiramente fixe é levarmos o nosso copo para transportar o café (ou chá) e mais cool ainda é termos uma garrafa só nossa para bebermos água durante o dia. Palavra de urbanista.

Sacos de pano

Sabiam que a cada secundo há 140.000 embalagens de plástico descartável que são descartadas para o meio ambiente? Esqueçam essa ideia de que são os hippies, os estudantes de artes e aquele pessoal meio esquisito que anda com um saquinho de pano ao ombro. Também não é coisa de pobre que não pode comprar uma Louis Vuitton. É coisa de quem está com atenção ao que se passa no mundo e que enfia um saco de pano no bolso do casaco ou no fundo da mala para usar sempre que for preciso. Como o copo para o café, estes sacos são a the next big thing e vocês não querem ficar de fora, certo?

Se levam marmita, news flash: há sacos de pano, pequenos e reutilizáveis, perfeitos para embrulhar a sandes ou qualquer outro alimento seco. Ao contrário dos sacos de plástico, estes sacos de pano deixam os alimentos respirar, o pão não fica seco como acontecia com aqueles sacos de pano que as nossas avós tinham para guardar o pão, são fáceis de fazer em casa e ainda mais fáceis de comprar porque já estão disponíveis em muitas lojas e mercearias que vendem produtos biológicos e/ou sustentáveis. Experimentem. Servem também para congelar e o resultado é surpreendentemente melhor do que usando plástico. Fiquei fascinada!

Finalmente, palhinhas

Eu sei que são adultos que lêem o urbanista e os adultos não usam palhinhas para beber o suminho, pois não? Palhinhas estão out. Até para a caipirinha. É sorver a bebida do copo e sentir o gelo refrescar o lábio superior. Somos adultos ou quê?….

Obrigada ♡




 

 

A idade não pode ser um tema. Os brancos ainda menos.

Há dias cruzei-me com um artigo da revista Glamour que falava nunca certa revolução que lentamente se instala, de aceitação dos cabelos brancos na mulher. A verdade é que tenho a sorte de ter poucos e de os ter estrategicamente por baixo dos outros. Foi nesse instante que percebi que o meu próprio pensamento estava errado: “tenho a sorte”.

Em primeiro lugar, os cabelos brancos nada têm a ver com sorte, apenas com a capacidade de produção de melanina, o pigmento que dá cor ao cabelo, que tendencialmente diminui a partir dos 30 anos. Contudo, esta não é uma ciência exacta e o aparecimento de cabelos brancos também está associado a factores genéticos, donde, nada a ver com sorte. Ou azar. E foi este pensamento que me levou a perguntar, a outras mulheres, que relação estabelecem com este processo natural mas que está, implicitamente, associado ao envelhecimento.

As respostas não poderiam ser mais simples: da auto-estima à pressão social e profissional, a maior parte das mulheres com cabelos brancos antes dos 40 anos pinta-os para se sentir melhor, para sentir a idade que realmente tem, por causa do contraste, para não ouvir os outros ou porque, simplesmente, o trabalho assim o exige (trabalham com a sua imagem).

 

Pinto o cabelo desde os 21 anos, tenho 46, atualmente o meu cabelo está praticamente branco. Nunca gostei, na minha família todos tinha o cabelo branco e nunca gostei, pareciam todos mais velhos. A minha mãe agora tem os aspeto da idade. Pinto pele auto estima e para parecer a idade que tenho! Ou menos 😉

G. Fernandes

Hoje tenho uma reunião importante e não me sinto confortável em ir com raízes até às orelhas, por isso acho que vou utilizar o único frasco que ainda tenho em casa para pintar, para não ir neste estado lastimável. Mas na realidade nem sei o que responder à tua pergunta. Acho que é uma questão de auto estima, misturada com o preconceito que eu posso ter e as outras pessoas ainda possam ter. Esta fase em que me encontro de raízes até às orelhas não é fácil e para a ultrapassar é necessária muita vontade.

V. Amante

 Uso o cabelo curto e tinha que pintar de 3 em 3 semanas. Em 2010 (43 anos) tive um mês complicado no trabalho e não tive tempo para pintar, saí desse trabalho e fiquei desempregada! Fui cortar o cabelo e praticamente saiu toda a parte que estava pintada e eu gostei... era verão e decidi pintar só depois de vir da praia! Quando cheguei de férias pintei o cabelo porque tinha que procurar trabalho e me diziam que não ia conseguir com o cabelo grisalho...

I. Alarico

 Sobretudo porque dá me um ar desleixado, para além de serem brancos contrastam com os restantes cabelos porque são mais grossos do que os restantes, e tenho o cabelo castanho muito escuro, o que evidencia ainda mais os brancos!

Cláudia M.

 Tenho 33 anos, um cabelo preto e adoro o meu cabelo e experimentei um método que é o “gloss” dá brilho e cor. Nunca tinha feito nada, pintado ou nada do género, não estava a gostar de me ver, talvez pela associação dos cabelos brancos à idade. Nem me sinto com 33 anos. Mas por exemplo, agora já tenho outra vez, pois fiz isto em agosto e não vou a correr fazer o gloss!

 J.M. Leitão 

 Para ser sincera começou por ser por uma questão de auto-estima. Os meus primeiros cabelos brancos apareceram quando tinha 15/16 anos (e o melhor, mesmo na parte da frente, super visíveis) e naquela altura foi um filme. Lembro-me que chorei imenso e obriguei a minha mãe a cortá-los porque não queria pintar o cabelo. Mais tarde, começaram a ser realmente muitos cabelos brancos e comecei a pintar mesmo por isso. É uma questão de auto-estima, porque não é algo homogéneo, tenho apenas cabelos brancos concentrados numa parte do cabelo e não acho que me favoreça. Porém, não pinto com muita regularidade e chego a andar com cabelos brancos durante algum tempo e já recebi comentários parvos e preconceituosos do género “ai tão novinha cheia de cabelos brancos” “ai existem uns sprays para disfarçar isso”. Enfim!!

D. Pinto

 Eu pinto o cabelo de ruivo desde os 18 anos. (Tenho 35) é algo que já está na minha rotina. Sei que um dia quero parar de pintar o cabelo e assumir os brancos, mas não já porque honestamente acho que não condiz com a minha idade mental, digamos assim. Adoro cabelos cinza e brancos mas acho que ainda não cheguei lá.

M. Pinto

 Pinto o cabelo porque tenho o cabelo todo branco desde os 15 anos. Pinto essencialmente por questões profissionais. Caso contrario não só não pintaria como assumia o branco.

J. Vieira

 Na verdade, estou a ficar com uma madeixa, tipo Susan Sontag e fico toda vaidosa ahahha lá está quando temos os role models certos até podemos ser carecas!!

M. Pereira

 

Auto-estima. Ver os cabelos brancos faz-me sentir mais velha e menos cuidada.

M. Guerra

 Há, também, quem consiga ignorar tudo isto e viver muito bem com as suas madeixas ou fios brancos, que se vão misturando com os outros...

 Eu acho que ficam engraçados e acho muito poderoso uma mulher aceitar o ritmo natural da vida.

F. Semião

A principal razão pela qual hoje em dia não pinto o meu cabelo é porque aprendi a aceitar-me como sou e procuro ser fiel a mim mesma todos os dias!! 😅 Mas atenção que eu já pintei o meu cabelo anteriormente, ADORO um cabelo bem pintado e sou tentada todos os dias pelas deliciosas cores que há por aí 😂 mas no fim do dia... nah gosto de mim assim!! 🤷

V. Lima

Tenho 29 anos e já tenho vários cabelos brancos, para aí uns 20, quase todos na mesma zona. Comecei a tê-los muito cedo, tal como a minha mãe, e cheguei a pintar o cabelo. Agora estou numa fase de me aceitar, já com cabelos brancos e estrias, e sou feliz assim. Uns dias mais segura que outros mas é normal. No futuro próximo não faço planos de o pintar, gosto dele assim, não sei como será daqui a vários anos mas logo se vê 😊

T. Cruz

Não pinto porque ainda não tenho muitos, e apesar de me dizerem para pintar e etc eu gosto de ver os brancos, é natural e dá um efeito bonito :)

C. M. Garcia

 A razão é simples: preguiça, preguiça de pintar, preguiça de manter. 

Carla S. 

 Considero que a tinta estraga o cabelo e só quando forem mais notórios é que ponderei pintar.

I. Parreira

 De momento ainda não tenho nenhum cabelo branco evidente, mas já decidi que não os vou pintar nunca e a principal razão prende se com o facto de aceitar a vida como ela é e todos nós vamos envelhecer e verificar as mesmas mudanças físicas. Tentar esconder isso é tornar a questão demasiado central e de algum modo deixar que isso controle o nosso bem estar ("oh não, nao posso ir para o escritório com estes brancos todos", please, a tua inteligência e simpatia valem bem mais)

Joana C.

 Pelas razões ecológicas. É absurda a quantidade de químicos usados para pintar, em relação ao tempo que a cor vai durar. Já nao pinto há dois anos. Não voltarei a pintar.

S. Costa

Resumindo, a ideia desta semana é simples:

Pode a idade ser um tema?

Não creio.
Podemos ser definidos pela nossa aparência?
Também acho que não.

Infelizmente, é que acontece.

Sem meias palavras, reconheçamos o impacto do nosso aspecto na relação com o outro e na primeira impressão. Contudo, talvez tenhamos levado isso ao extremo, impondo padrões de beleza a roçar o absurdo, com dois pesos e duas medidas para homens e mulheres.

Somos diferentes? Somos. Ainda bem.
Mas porque razão há-de o cabelo grisalho ser diferente neles e nelas?...

A definição da beleza e juventude da mulher é injusta, inglória e impossível de atingir.

Uma mulher não é nem uma Barbie, nem uma Cher e, menos ainda, uma velha por ter o cabelo grisalho.

MUITO OBRIGADA a todas as mulheres que ontem me responderam a questões nada simples e que provam o excessivo peso que o olhar do outro ainda tem na nossa auto-estima.

Estamos juntas, com ou sem brancos 🖤

Urbanista Yoga & Brunch: como tudo começou?

Começou como tudo começa. Com uma ideia que parece parva, a qual temos medo e vergonha de verbalizar mas, para a qual, a resposta é reacção é simplesmente uau.  

Um dia fui ao Therapist. Algum tempo depois pensei num local onde pudesse juntar algumas pessoas para celebrar o aniversário do Urbanista, numa acção conjunta com uma marca, e só me ocorria o Therapist. Enchi-me de coragem e perguntei. Assim foi. Depois disseram-me que seria boa ideia repetir e o Therapist concordou.

No entretanto, multiplicavam-se as minhas publicações sobre comida e cresciam as visualizações desses stories no instagram. Estava feliz. Enchi-me novamente de coragem e, de um sopro, perguntei se podia fazer mais um brunch urbanista. E fiz.

E, agora, outro. Mais pensado e estruturado, com um menu aprimorado, definido em função dos produtos e necessidades nutricionais desta época de Inverno.

Obrigada a todos os que me apoiam nestas ideias loucas!

A verdade é que sempre gostei de receber e juntar amigos à mesa. A única coisa que mudou foi o tipo de ingredientes que uso porque a paixão pelo sorriso de quem está a saborear, mantém-se. Se antes era mais ou menos inconsequente nas minhas opções, agora quero juntar a este prazer de juntar pessoas à mesa a possibilidade de ajudar algumas delas a fazerem opções alimentares mais conscientes e informadas sobre as características e valor nutricional daquilo que estamos a comer. Esse também é o princípio do Therapist, que nos vai receber no Sábado, dia 2 de Fevereiro com uma nova entrada, uma sala (ainda) mais bonita e acolhedora, numa abordagem descomplicada, base da minha vida e alimentação, que a Shine Superfoods, marca parceira do Urbanista, também defende.

Não poderia ter encontrado melhores parceiros!

O menu é todo baseado em opções porque, na verdade, não temos de gostar todos do mesmo e há sempre quem prefira os doces aos salgados ou vice versa. Começamos por desintoxicar o organismo com uma água morna e gengibre, para depois acompanhar umas Bruschettas com um Curcuma Latte de beber e chorar por mais, seguido de uns Egg Muffins de espinafres, queijo (vegan) e cogumelos (há opção Egg Muffins sem ovo, para ser verdadeiramente vegan).

As Bruschettas são deliciosas: imaginem pão de trigo alentejano, bem fermentado e amassado, cozido de forma tradicional, e aquecido para deixar o queijo (vegan) derreter, com umas folhas de rúcula ou espinafres, abacate no topo, temperado com um segredo urbanista ou uma versão igualmente apetitosa, cheia de energia, do mesmo pão, mas com Macacau (cacau, maca e açúcar de côco), banana cortada em finas rodelas e amêndoa torrada (ou côco por cima).

O que vos parece?

Depois acompanhamos os Egg Muffins com umas Chips de batata doce preparadas no forno e duas opções de Bowl: a famosa (e maravilhosa) Sopa de Abóbora Assada do Therapist ou a minha não menos saborosa Açaí Bowl, com a Granola urbanista (cheia de cereais e 0 açúcar) e kiwi. Uma opção mais fresca e igualmente multi-vitamínica.

Porque não dispensamos um doce, mas adoptámos o sabor natural do açúcar presente nos alimentos, vamos ter um Banana Bread with a twist, que é mesmo que dizer que um dia a receita me correu mal e inventei. O resultado foi maravilhoso e quero partilhá-lo com vocês. Como opção, Apple Crumble daquele que apetece mesmo repetir. Para acompanhar, o smoothie sensação deste Inverno: uma versão urbanista da receita da Princesa Markle que inclui vários ingredientes, destacando-se o poder anti-oxidante dos mirtilos.

Para além da comida, yoga. Porquê? Se mudou a minha vida também pode mudar a vossa. Há quem me faça perguntas e peça conselhos para começar a praticar, portanto, este é o momento. Juntamente com a Carla Ferraz, que é das melhores professoras que podem conhecer e que percebe mesmo disto, o urbanista yoga & brunch começa com uma sessão de yoga na qual iremos partilhar aquele pequeno pormenor que nos faz querer praticar todos os dias, bem como uma sequência simples e eficaz que todos, com mais ou menos prática, maior ou menor habilidade, muita ou pouca flexibilidade, conseguem por em prática todos os dias.

Namaste e… até sábado, para o urbanista yoga& brunch no The Therapist [como chegar] a partir das 11h.

 

Onde está o teu Nokia 3310?

Comecei a escrever este texto há vários dias, sentada numa loja Ikea. Tinha muito pouca bateria no telefone, sem forma de o carregar. Agarrei no caderno que sempre me acompanha e comecei a escrever. Paradoxalmente, sobre o que mudou na tecnologia e no nosso estilo de vida nos últimos dez anos. Se o #10yearchallenge começou por ser um desafio inconsequente, assumiu-se, também, como uma forma de denunciar ou, pelo menos, chamar à atenção, de aspectos socialmente preocupantes, como as alterações climáticas.

Há dez anos não havia instagram e a ideia de smartphone era a de um telefone assim um bocadinho mais à frente do que aquilo a que estávamos habituados. Eu tinha um Nokia N70 e achava que tinha um Ferrari nas mãos, longe de imaginar que, hoje, esse aparelho me seguiria os passos ou escutaria as conversas. As fotos tinham grão, a ideia de fotografar com o telefone era um recurso para registar um momento, não eram encarnadas como fotos a sério porque a qualidade era sofrível, perfeitas para um instagram que, entretanto, entrou em modo retro, transformando fotografias em alta definição em imagens old school. São as blogging trends, coisa que, na altura, também não conhecíamos. 

Fazíamos selfies e, por vezes, um ficava pela metade ou o resultado final tinha mais paisagem do que pessoas. Há dez anos éramos todos muito diferentes e isso não quer dizer que estivéssemos melhor: éramos menos dependentes da tecnologia, é um facto, mas éramos, também, menos mente aberta, mais conservadores do que hoje mas, simultaneamente, menos politicamente correctos porque, simplesmente, éramos menos escrutinados. Gradualmente começámos a assumir quem somos e como somos, tornámo-nos mais conscientes de questões sociais como a homossexualidade ou as questões de igualdade de género, na política nacional e internacional mudaram os nomes e, fruto de um contexto difícil de explicar, emergiram alguns extremismos. Como diz a Peperan na entrevista urbanista [ouvir] desta semana, “a diferença é que hoje podes ser gay e não levas porrada por isso”. Há dez anos havia menos censura e auto-censura, estávamos a descobrir essa coisa chamada Facebook que nos ligava uns aos outros e, enquanto reencontrávamos colegas da escola, alguém recolhia e catalogava os nossos dados pessoais para, discretamente, fazer muito dinheiro com essa informação.

Continuamos a dizer que ninguém lê, que os livros não interessam mas a verdade é que me perguntam quando faço mais episódios do podcast de livros com a Helena Magalhães. Há ebooks e audiobooks que escutamos com earbuds, a nova cena cool no capítulo auscultadores. Na estrada a condução autónoma está quase a tornar-se realidade, o GPS perdeu a hype a favor do Google Maps que nos indica o caminho com informações de trânsito em tempo real. Está tudo online e dependemos cada vez mais dessa ligação constante, para chamar um Über, pedir um Glovo ou, simplesmente, saber o estado do tempo.

Há dez anos existiam as mesmas sementes e super alimentos mas nós não os conhecíamos e uma bowl era taça em inglês. Nós por cá era mesmo tigela de sopa às refeições. Comer bem sempre esteve na moda mas agora está mais um bocadinho porque nestes últimos anos percebemos que disso depende o nosso bem estar e saúde. Queremos estar bem, esbeltos e bonitos mas também em paz connosco.

E se há 10 anos estava longe de me imaginar entre sementes e super alimentos, estava ainda mais distante de imaginar que poderia reunir conhecidos e desconhecidos à mesa, juntando-os em torno de uma das minhas secretas paixões: cozinhar para os outros.

O The Therapist entrou na onda e a Shine Superfoods decidiu abraçar esta ideia, fornecendo alguns ingredientes para uma nova edição do Brunch Urbanista. Chama-se Urbanista Yoga & Brunch, junta uma aula de yoga na qual eu e a Carla Ferraz vos daremos umas dicas para integrarem a prática no vosso dia-a-dia (já esgotou, sorry!) e uma refeição que está ali entre um g’anda pequeno-almoço e um almoço saudável. Com sementes. Obviamente!

A evolução tão rápida do mundo, dos fenómenos e da tecnologia que os acelerou, tem o seu reverso nesta nova consciência que lentamente emerge, da necessidade de estarmos bem connosco, de reaprendermos a estar no escuro e em silêncio, sem notificações ou vibrações de um aparelho ubíquo, do qual nos tornámos dependentes e que está sempre connosco, onde quer que estejamos.

Saudades do Nokia 3310?

Há dez anos Donald Trump criou a sua conta no Twitter, no tempo dos 140 caracteres e, isso, explica muita coisa sobre o declínio da plataforma e do mundo, cada vez mais voltado para si e preocupado consigo mesmo, tornando um ovo no campeão mundial dos likes.

Onde estaremos em 2029?

The Greener Frequent Flyer: viajar faz bem a tudo, e especialmente se a mala for leve e “verde”

Afirmar que se gosta  de viajar e conhecer o mundo é… banal. Quem não gosta?

Viajar significa que expandimos horizontes, que conhecemos outras realidades, que nos afastamos temporariamente da nossa, seguros de um regresso ao casulo que nos protege e aconchega. Só vantagens. Mas cansa.

Fui, durante um (bom) tempo da minha vida, “frequent-flyer-solo-traveler” até que me fartei. Viajava a trabalho, sempre sozinha, sem bagagem de porão e sempre com a ideia de que andava com a casa às costas enquanto cresciam as saudades de casa. Por isso, cansei-me de tudo o que significa viajar em trabalho, do impacto que tem na nossa vida, do trabalho que se acumula enquanto estamos fora e da vida que acontece quando não estamos... Mas aprendi truques incríveis que facilitam a vida a qualquer viajante e, hoje, sinto que já não sei ser apenas turista, ficar na fila mais longa, demorar a colocar os objectos no tabuleiro para o raio-x ou esquecer-me de um pormenor de metal que faz o alarme disparar. Cheguei ao ponto em que os seguranças não têm tempo de me dizer “para retirar” porque já retirei, “perguntar”, porque já respondi ou porque já coloquei o smartphone no tabuleiro ou… qualquer outra coisa que interiorizei de tal forma que sou uma viajante rápida, mas chata, porque perdi a paciência para viajar.

O turismo é cada vez mais instagramável, os smartphones estão em todo o lado e, mesmo sendo muito úteis, retiram parte da graça de estarmos em viagem, fora da nossa zona de conforto.

Há aspectos positivos que hoje vou partilhar porque é nos pequenos pormenores que está a diferença quando viajamos apenas com bagagem de mão.

O mote desta última viagem em família foi “travel light e com o menor impacto possível”:

Uma mochila pequena para cada um, com roupa suficiente para 4 noites e 5 dias frios, incluindo produtos de higiene e beleza. Detalhes?

Roupa:

  • Usar jeggins ou leggings porque ocupam pouco espaço, dobram-se facilmente, não ficam vincadas e não amachucam;
    Adoptar o estilo em camadas: permite trocar as peças junto ao corpo e alternar as outras;

  • Usar uma base de algodão e as peças superiores em algodão (uma sweatshirt, por exemplo), lã (woolmark a sério, nada de fibras) ou cachemira (não se chorem em relação ao preço, tenho mais do que uma comprada nos saldos da Zara por 19,90€) que podemos retirar em caso de calor;

  • Combinar as cores e os tecidos para poder trocar a ordem das peças;
    Usar vestidos de algodão e saias: as collants ocupam pouco espaço, os vestidos e saias curtas não amarrotam;

  • Escolher um cachecol e gorro a combinar (eu e a #lovelyrita trocamos entre nós, o mesmo acontece para o cachecol que o meu marido escolhe) para podermos trocar uns com os outros e variar;

  • Levar sempre um casaco quente, uns botins e umas sapatilhas que se arrumem no fundo da mala (não vá a caminhada resultar numa bolha - ter uns sapatos adicionais pode ser maravilhoso);

  • Pijama? Umas leggings que possamos usar confortavelmente no hotel para o pequeno almoço ou quando chegamos depois de uma tarde inteira a caminhar e uma t-shirt confortável que também possamos usar na rua em caso de necessidade. Jamais um pijama a sério!

  • Um impermeável daqueles que se dobram até ao infinito, a não ser que confiem na sorte e na previsão do estado do tempo, como eu :)

Higiene e beleza:

  • Confiar no hotel para os básicos ou, de preferência, levar em barra. Em último caso, travel size (a Kiel’s vende no aeroporto) ou amostras para os restantes (a Lush e a Body Shop têm amostras em pequenas embalagens reutilizáveis);

Outros:

  • Escolher uma mala de mão pequena, com tamanho que permita guardar água, gorro, cachecol, para usar a tira-colo (deixa as mãos livres, alivia o peso nas costas e garante que a protegemos em ambiente pick-pocket)

  • Levar sempre um tote bag de pano ou um saco dobrável adicional (one never knows…)

  • Deixar a carteira em casa e levar apenas os documentos fundamentais numa carteira pequena (bimba y Lola tem opções ideais)

  • Ebook no smartphone e música para acompanhar com auscultadores de enrolar que se guardam numa caixa pequena

Apps fundamentais:

  • Google Maps com o mapa local offline (podem descarregar antes de partir)

  • App da companhia aérea na qual vão viajar

  • Booking por causa do hotel

  • Leitor de PDF’s (por causa de algum documento que tenham descarregado)

  • Meteo para saber sempre o estado do tempo

  • TripAdvisor para restaurantes ou Google maps com a mesma informação

  • Uber

  • App dos transportes públicos ou mapa do metro

    Tradutor (lembram-se daqueles dicionários minúsculos?!...)  para podermos traduzir “palhinha” (já vão perceber)

E o impacto?

  • Usar uma garrafa de água reutilizável 
  • Levar uns snacks para o caminho e, ao pequeno-almoço, levar uma peça de fruta ou um snack para o caminho (pela primeira vez estive num hotel que tinha barras de cereais para levarmos)
  • No hotel, utilizar as toalhas mais do que uma vez
  • Dizer sempre “thanks, but no, thanks” quando nos entregarem uma bebida com palhinha, avisando sempre que não queremos palhinha
  • Usar shampoo/gel de banho sólido (em barra) e o mesmo para despdorizantes 
  • Escova de dentes de bamboo (eles podem ficar com a barba por fazer durante 4 dias, não?...)
  • Levar um saco reutilizável para as compras
  • Comer gelados em cone e evitar qualquer bebida em garrafas de plástico. 

Easy as a pie, certo? 

 

Saudável ou instagramável? 8 locais cheios de luz e 4 de fazer crescer água na boca

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Locais bonitos e saudáveis. Instagramáveis? Um olhar urbanista sobre esta tendência de fotografarmos comida bonita e uma selecção para comer ou trabalhar: 8 lugares nada secretos que recomendo pela comida, atendimento ou luminosidade, e 4 lugares menos saudáveis mas que nos deixam sempre água na boca...

BookCast: life changing books, ou as histórias dos livros que sabemos que nos vão mudar a vida.

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A expressão "life changing" aplica-se a quase tudo. Aos livros também, porque há leituras que fazemos que nos mudam para sempre. Assim é com algumas das escolhas que hoje trazemos ao BookCast, este pseudo podcast que nada mais é do que uma conversa de gajas, que gostam de ler, sobre os livros que andam a ler.

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O yoga entrou há pouco tempo na minha vida. Mas, como um grande amor, foi arrebatador e chegou para ficar, com um poder transformador que me mudou para sempre. Por isso volto ao yoga, porque tenho sido abordada por muitas pessoas têm curiosidade e não sabem se o yoga é mesmo para elas, explorando algumas aplicações que ajudam a dar início à prática.