podcast

Comer pelo prazer, chorar porque comemos. A montanha russa de emoções que a comida nos dá

Novamente, tudo começa assim, sem esforço, com a naturalidade mais natural que se possa imaginar. Conhecemo-nos no instagram e percebi imediatamente que tínhamos algo em comum: denunciava-nos o boné americano, pouco usual entre as mulheres como acessório statement, mas que define parte da nossa personalidade. Isso e a alimentação saudável. Não precisámos de mais para perceber que poderíamos juntar esforços, ideias e receitas. Temos ambas a abordagem keep it simple à vida e à alimentação. Mais para quê?

A Filipa é açoreana e vive na Noroega. Eu sou lisboeta com espírito escandinavo. Ela dá no ferro e levanta pesos, eu dedico-me à leveza de corpo e mente que o yoga nos dá. Ela é chef e health coach, eu tenho apenas ideias para comer bem sem ter muito trabalho. Por isso, juntámos as nossas vozes e ideias neste episódio do urbanista na NiTfm no qual partilhamos as nossas experiências, cruzamos opiniões e aproveitamos para falar sobre esse segredo bem guardado: a forma como as emoções dominam a nossa relação com os alimentos, as razões que nos levam a comer sem parar ou o que nos faz sentir parte do #team batatas fritas ou do #team chocolate e doces... tudo neste episódio com a Filipa Semião!

O trabalho: a maior das ironias da vida moderna e um exemplo contra a corrente

Ironia das ironias, a ironia maior do episódio urbanista desta semana está a passar ao lado da maior parte das pessoas que me escrevem, reconhecendo-o como um episódio cheio de graça porque, realmente, a Madalena Abecasis tem uma forma única de nos mostrar o mundo.

A ironia de que hoje vos falo também a mim passou despercebida até reparar num aparente pormenor deste episódio, sem o qual não haveria episódio: este é, afinal, sobre a ironia do trabalho moderno.  

Ficando em casa de baixa de maternidade e com pouco para se ocupar, deu largas à imaginação e em menos de nada estava na mira de Cristina Ferreira, que a levou para a sua nova casa, nas manhãs da SIC. No entretanto, já a pequena Júlia tinha nascido, já Madalena tinha voltado ao trabalho numa grande empresa e já o tinha abandonado em prol de uma causa maior: a sua paixão pela moda. Este é o primeiro aspecto que interessa, porque trocou aquilo que tantos ambicionam, um lugar estável numa grande empresa, por um trabalho multi-funções na sua área de experiência numa pequena empresa. Foi então que largou tudo isso para abraçar a sua outra paixão, dedicando-se à família e à sua capacidade única de comentar o quotidiano com um sarcasmo absolutamente maravilhoso. 

O que quer isto dizer?

De forma muito simples, quer dizer que somos, a maior parte de nós, umas grandes bestas quadradas, agarradas ao pouco que temos, sem coragem para dizer não e seguir um sonho.

Eu sei. 

Onde está o balão de oxigénio que paga as contas? 

Não está e não tem de estar, sabem porquê?

Porque enquanto pingar, por pouco que seja, por pior que possa ser, não temos disponibilidade (sobretudo mental) para darmos tudo pelo nosso sonhos. E sabem como e quando percebi isso? 

Quando o Fernando Esteves, que já esteve no urbanista, me contou que largou tudo, que tinha poupanças para viver durante 1 ano e que, depois disso, ou o seu projecto ganhava asas ou o pior dos cenários transformar-se-ia em realidade. Foi também isso que lhe deu a disponibilidade, a vontade e a tenacidade para dar tudo para o Polígrafo acontecer. Hoje, muito pouco tempo depois da nossa conversa, o Polígrafo já está, também, na SIC.  

O que aprendemos com o Fernando e a Madalena?

Fácil: os sonhos não podem ficar por realizar porque viver uma vida a trabalhar para (apenas) pagar contas deixa-nos infelizes e todos queremos sentir esse prazer que se chama satisfação pessoal. Para além disto, o ritmo da vida moderna está lentamente a matar-nos, seja pelo excesso de poluição à nossa volta e das suas consequências para a nossa saúde e bem estar, seja pelo facto do sistema social em que nos encontramos, que privilegia o sucesso material em detrimento da satisfação real.

O que quero dizer é que nada do que sentimos que resulte da relação que estabelecemos com bens materiais é real porque não se traduz num sentimento efectivamente forte e duradouro. A obsessão - que começou há muito tempo e hoje atinge proporções que nos prejudicam a saúde mental - por uma definição de sucesso medida em bens materiais tem vindo a destruir a nossa capacidade de abstracção. Nesta cultura do Eu, anónima e solitária, estamos demasiado preocupados com a forma como os outros nos percebem. Focamo-nos no irreal, definimos expectativas e metas inalcançáveis, ignorando o verdadeiro valor daquilo que se tornaram os pormenores da vida e que são, na verdade, aquilo que a vida tem de melhor. Essas abstracções filosóficas baseadas no sentir são a base da nossa noção de ser que o objectivo em ser o melhor, o mais famoso ou o mais rico tem destruído. Uma vez suprimidas as necessidades básicas, as necessidades de realização pessoal passam a assumir maior importância e como hoje não pensamos muito sobre o que de mais básico existe, concentramo-nos - erradamente - nessa realização pessoal sem antes percebermos o conceito de pessoa, ou seja, quem somos. Na ausência de definição de um propósito de vida, mantemos as aparências recorrendo ao que o dinheiro pode comprar para, novamente, sermos os melhores ou termos algo diferente dos outros. Ficamos esgotados. Simultaneamente, nas empresas, pouco importa se estamos bem ou mal, desde que estejamos, numa cultura desumana em que o bem estar financeiro das organizações se sobrepõe ao dos seus funcionários. A insegurança económica e laboral contribui para que estes funcionários aceitem ambientes tóxicos, más condições de trabalho e relações contratuais injustas, condicionados por uma oferta e procura de emprego muito desajustada, que deixa os profissionais das várias áreas numa situação submissa muito pouco digna. É aceitar. Ou aceitar, dar tudo sem questionar para, muitas vezes, acabar por perder tudo.

Como mudar?

Dizer não pode não ser solução pela tal necessidade económica de sobrevivência mas há muito que podemos fazer: dizer talvez, renegociar, renunciar, praticar o desapego para precisar de menos, organizar e gerir bem o tempo, definir prioridades e, se preciso, reinventar-se, como fez o Fernando e a Madalena.

Temos, principalmente, de reaprender a viver, abandonando essa necessidade de poder, fama, dinheiro ou reconhecimento para dar o salto, apesar da insegurança. O facto é que somos ensinados a sustentar a casa e a família, a termos independência financeira mas e quando para além de pagarmos contas, não há mais nada?

 

Terapêutico: muito mais que saudável é poder curar

Sabemos que alimentação é a base da nossa saúde mas não pensamos nisso vezes suficientes e lá vamos entupindo as veias, o fígado, o baço e outros órgãos com uma alimentação descuidada, apressada, pobre em nutrientes e rica em ingredientes negativos. A isso juntamos as muitas horas que passamos sentados, outras tantas inactivos, um scroll permanente nos social media e elevados níveis de stress porque o trabalho isto e a vida aquilo…

tenor.gif

É o que acontece a muitos de nós e quase me aconteceu mim. Aconteceu o quase, que é um enorme sinal de STOP antes das consequências graves aparecerem. Não contente com a primeira red fala ainda foi à segunda e depois parei para pensar no que andava a fazer, não sem antes o médico que conheço há mais anos me entregar uma prescrição cuja descrição se absteve de explicar dizendo para tomar sem questionar e acrescentando que, para além daquilo eu deveria simplesmente pensar no que andava a fazer. E pensei.

Já a Joana Teixeira, proprietária, mentora e tudo mais no Therapist, conta uma história diferente porque foi quando as consequências de um estilo e vida altamente apressado e desequilibrado se manifestaram que percebeu que tinha um problema. E resolveu-o. À sua maneira: pragmática, objectiva mas muito apaixonada.

Encontrou na medicina alternativa o que a medicina tradicional não tinha para oferecer e na alimentação a solução que muitos procuram e não encontram. Depois fez o que eu nunca (ou ainda) não tive coragem de fazer e criou aquilo que hoje conhecemos por Therapist, que começou por ser um plano para um Lx Factory da saúde e é hoje um espaço de alimentação saudável, terapias alternativas e partilha de conhecimento.

Gosto dela, falamos a mesma linguagem, somos sonhadoramente ambiciosas e pragmaticamente apaixonadas pela ideia de divulgar os benefícios de uma vida e alimentação saudável a todos com quem nos cruzamos. Eu, pela palavra, ela, sentando as pessoas à mesa e dando-lhes a provar combinações improváveis que resultam em pratos altamente deliciosos e extraordinariamente saudáveis. Tanto que podem curar. Ou contribuir para tal. Foi pela alimentação que a Joana curou um problema de saúde e foi, também pela alimentação, que eu me livrei do meu. Se isto não é o poder da comida, não sei o que será. Escutem a história toda e conheçam o Therapist, o projecto mais saudavelmente cool de que há memória!


urbanista: o regresso a casa

A vida organiza-se em ciclos e quase tudo nasce, cresce e morre. Há, contudo, coisas na nossa vida que por mais que as tentemos “matar”, resistem. Assim é o urbanista.

Pensei durante meses no projecto e, dias depois de o criar, convidaram-me para permanecer  num cargo que, não sendo incompatível, sofria com o preconceito em relação à palavra blogue...

Os  dois primeiros anos do urbanista foram discretos, a testar modelos e fórmulas. Fui a primeira mulher no cargo de Provedora do Ouvinte, a mais jovem no cargo até à data, pelo que não havia urbanista que suplantasse esse orgulho e responsabilidade perante a rádio, os ouvintes e os seus profissionais.

Depois, assumi o urbanista de corpo e alma, sem esse estilo ingénuo de quem cria o seu espaço na rede para explorar a sua criatividade ou poder expressar-se. Acreditem ou não, isto de ser professor universitário também exige muita criatividade para conseguir estar actualizado, ensinar e informar de forma dinâmica. Com melhores (ou piores) avaliações por parte de alguns alunos, até poderia desistir mas há uma certa rebeldia que me faz continuar a querer dinamizar o pensamento, a abstração e a capacidade crítica dos que sentam nas minhas aulas. E é por isto que, apesar da minha vida profissional tomar muitos rumos diferentes, mantenho-se sempre na universidade, porque aprendo todos os dias.

Estarei sempre grata por isso.

No urbanista, é tempo de mudança. Dediquei-lhe três anos, o último ano e meio de forma intensa, com projectos e acções muito diversificadas. Cresci muito e aprendi outro tanto: na relação com as marcas e as agências, nos truques e pormenores do instagram, no adeus ao Facebook e tantos outros aspectos que me enriqueceram como pessoa, tornando algumas das minhas aulas mais interessantes (acho).

O Urbanista começou por ser um laboratório de experiências, transformou-se num podcast do qual me orgulho e que, não tendo chegado a número 1 do iTunes, foi parar ao Sapo 24, à Rádio Renascença e, finalmente à NiTfm.

Como não ficar feliz?

A mudança é simples: menos texto e mais áudio, diariamente, na NiTfm, entrevistando pessoas com histórias para contar. Em paralelo, mais histórias, porque o projecto tem vindo a transformar-se numa nano-empresa de storytelling, trabalhando com pessoas e marcas para contar a sua história nos social media. E nunca estive tão feliz como agora, juntando a palavra à voz e à fotografia, nessa missão de contribuir para um mundo melhor.

Abraço com todas as forças este desafio editorial na Nitfm porque, ao contrário do que me perguntaram há dias, não sei se quero fazer rádio a sério: o que é isso, de fazer rádio a sério?

Rádio online? Mas não queres fazer rádio a sério?... - disseram-me.

Como se a rádio online não fosse a sério ou, pior, uma rádio ainda mais a sério, por ser o presente da rádio. Estou feliz e é isso que importa.

Há um ano estive quase para acabar com o urbanista. Duas jovens pediram-me para fazerem um estágio. E continuei. Cresci em número de seguidores até ao dia em que o instagram decidiu mudar as regras do jogo. Foi também, nessa altura, que cresceu o número de subscritores no site, no podcast e na newsletter, provando que o instagram é só a ponta do iceberg.

(s*ck it Zuckerberg)

Obrigada a quem está desse lado, que acompanha este percurso que agora vai ter, cada vez mais sol e luz, plantas e verde, mar e ondas e uma abordagem descomplicada à vida para, juntos, sobrevivermos ao caos urbano.

O urbanista, as coisas maravilhosas e uma vida mais outdoor...

O mundo está cheio de pessoas, coisas e ideias maravilhosas. Ter decido focar a minha atenção nas pequenas maravilhas que me rodeiam foi uma excelente decisão, em parte, culpa do primeiro entrevistado desta nova vida do urbanista - antes “apenas” como podcast, agora como programa de rádio e podcast - o Ivo Canelas e da forma magnetizante como me fez pensar em todas as maravilhosas.

Escolher pessoas que mudam de vida sem olhar para trás ou pessoas com uma história inspiradora nunca foi novidade e, depois do urbanista, outros podcasts surgiram com uma abordagem semelhante. A verdade é que, de forma inconsciente, procurava pessoas que me inspirassem, para obter respostas para uma necessidade de mudança que cresceu dentro de mim a ponto de se tornar quase insuportável.

Foi então que abracei a ideia de que não temos de mudar de vida mas sim, de mudar a forma como vivemos a nossa vida. Mudei, gradualmente, aspectos sobre os quais nunca havia reflectido e que tinham grande impacto nos meus níveis de stress, satisfação pessoal e profissional, bem como no meu bem estar e da minha família.

Na verdade, estava a tentar ajudar os outros quando, na verdade, quem precisava de ajuda era eu. Mesmo estando a mudar as tais coisas pequeninas e que, juntas, são coisas enormes, havia mais a fazer. Toda a inspiração que aparentemente transbordava - que dizem que ainda transbordo - era, na verdade, uma tentativa, por vezes falhada, de me auto-motivar e inspirar. Uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade e a realidade é esta: depois destas pequenas mudanças, terão de vir as grandes mudanças, para as quais temo não estar preparada. Nunca estamos...

A vida encarrega-se sempre de nos apresentar as pessoas certas no momento exacto e não, nada acontece por acaso. Não terá sido acaso a decisão de fazer um podcast com entrevistas que me permitiu ampliar horizontes e conhecer pessoas novas todas as semanas, da mesma forma que não terá sido coincidência o monólogo “todas as coisas maravilhosas” ter estreado na semana de lançamento do urbanista na NiTfm.

O Ivo não sabe, mas estou-lhe grato e, mais ainda, a quem me permitiu fazer esta primeira entrevista. A ideia de coisas maravilhosas colou-se a mim de tal forma que segui esse caminho, passando a fazer os convites com o coração, independentemente da razão, escolhendo pessoas ou coisas em função do que estas me transmitem. Talvez por isso, encontrei, nas últimas semanas, pessoas incríveis as quais, com uma palavra ou uma frase, produzem um impacto enorme que também me empurra para essa mudança ou confirma que é este o caminho. Sei que outras pessoas maravilhosas estão por aí e quero muito descobri-las.

Foi o que aconteceu com o entrevistado desta semana: não só tem o mesmo nome de um grande amigo, como o seu projecto pessoal tem o nome da minha praia preferida de sempre (e de todas as que conheço, o Guincho), mas também se dedica a reinventar uma peça de lixo indiferenciado: os fatos de surf. Maravilhoso!

Conheçam o João Lourenço e a Guincho Outdoor, uma empresa que é também um projecto de vida que pretende ter impacto social e deixar o mundo um lugar melhor. Maravilhoso ♡

As Velhas mais Bonitonas do pedaço estão de volta ao urbanista e mais novas do que nunca!

Numa semana de rescaldo do Dia da Mulher, e das discussões em torno do tanto que ainda falta fazer para atingirmos a igualdade em tantas áreas da nossa vida, pensei que este seria um corolário do empoderamento feminino que este projecto de pintura tão bem representa mas, entretanto, a televisão privada portuguesa decidiu estrear dois programas concorrentes - e igualmente deprimentes -, que colocam em causa tudo o que o dia 8 de Março representa.

IMG_3229.JPG
IMG_3235.JPG

No episódio urbanista desta semana não falamos sobre isto mas abordamos questões tão importantes como a de nos sentirmos bem na nossa pele e de como isso pode mudar a nossa vida, ao mesmo tempo que a Maria Seruya, a artista que dá vida a estas Velhas, explica a importância de nos focarmos no que é mesmo importante para conseguirmos concretizar projectos (e com isso sermos remunerados pelo nosso tempo, trabalho e investimento).

Obrigada Maria e vivam as Velhas Bonitonas

 

Yoga: sobreviver ao caos urbano em 8 asanas fundamentais

Desejo: como seres humanos, temos todos o desejo de ser felizes, independentemente do que entendemos por felicidade

Realidade: a vida na cidade está a matar-nos aos poucos

Desejo: somos pessoas (muito) ocupadas, desejamos ter tempo  

Realidade: as nossas opções e estilo de vida não nos deixam tempo livre

Desejo: o que mais queremos  é estar bem

Realidade: má postura, muitas horas de trabalho, alimentação apressada, fumo e outros tóxicos, demasiada tecnologia dão cabo de nós  

Como sobreviver a isto ?

Eu diria “parar. sentir. respirar” o título do livro da Vera Simões que deu o mote à entrevista desta semana do urbanista na NiTfm. A verdade é que há muito nos esquecemos da importância que estes três simples passos têm na nossa vida: parar para percebermos o que estamos a fazer (e como estamos a fazer). Sentir, olhando para dentro de nós e ouvindo o que o nosso corpo tem a dizer, já que muitos dos problemas de saúde que temos são gritos de alerta do nosso organismos para nos fazer parar. Tendemos a insistir, resistindo, ignorando os pequenos sinais de alarme, que encobrimos com soluções rápidas e medicamentos que tratam o sintoma mas não resolvem o que lhe deu origem. Respirar porque entre a primeira e a última inspiração há uma vida que vivemos sem pensarmos na importância que a respiração tem na nossa vida. E o yoga pode resolver muitos dos nossos problemas.

Como evitamos pensar sobre tudo isto, também colocamos de parte a componente científica que sustenta estas afirmações, conotando este conhecimento milenar com uma espiritualidade hippie ou uma moda que teima em querer alinhar-nos os chakras e que depois fala em karma. Tudo misturado dá confusão…

A ciência comprova:

Estudos da Harvard Medical School provam que o stress, juntamente com outros factores emocionais podem deflagrar (ou piorar) problemas de pele [ler], nomeadamente o acne (e há cada vez mais adultos com acne, verdade?…), agravar as alergias [ler] e defendem que o yoga pode ser uma forma de tratar a ansiedade e depressão, bem como no tratamento da dor [ler].

A prática regular de yoga contribui para melhorar o estado físico e mental, diminuindo os níveis de stress e ansiedade. Através de posturas específicas também pode contribuir para melhorar o estado da pele. As posturas estão sempre associadas à respiração (asanas) que tem, também a capacidade de ajudar a desintoxicar o nosso organismo, por consequência, melhorar a digestão, ajudando o organismo a distribuir melhor os nutrientes dos alimentos melhorando, em última análise, o estado da nossa pele. O nosso estado, no geral.

Asanas para desintoxicar:

  • Pavanamuktasana 

  • Ardha Matsyendrasana

  • Parivrtta Trikonasana

  • Supta Matsyendrasana

Há outras asanas, igualmente simples e acessíveis à maior parte das pessoas que podem ser introduzidas no nosso dia-a-dia sem nos tornarmos yogis, vestirmos roupas justas ou muito largas todo o dia e sentarmos sempre de pernas cruzadas. Com base na minha experiência pessoal, de mais de 30 anos (credo!…) dedicados à ginástica, dança e fitness, não apenas como praticante mas recebendo formação em workshops e convenções que culminou com formação em pilates, consegui começar a praticar yoga sozinha para, rapidamente, perceber tratar-se de um admirável mundo novo sobre o qual nada sabia. Há um ano e meio que me dedico quase exclusivamente ao yoga, com incursões esporádicas na corrida e no surf. Posso dizer-vos que esta se trata de uma prática completa que activa todos os cantos e recantos do nosso corpo, por dentro e por fora, ao mesmo tempo que se estende a outros domínios da nossa vida. Se é certo que, por exemplo, com o pilates aprendemos a interiorizar uma postura mais correcta levando-a para o nosso dia-a-dia, com o yoga acontece uma transformação não só postural mas, principalmente, da forma como encaramos a vida, com reflexo na nossa postura física e mental. Aconselhar-vos a praticarem de forma autónoma seria um erro porque exige uma consciência corporal, noções de anatomia e fisiologia, bem como da respiração mas, independentemente da prática [oiçam aqui um podcast sobre as diferentes práticas de yoga] a introdução de algumas asanas é possível mesmo para quem nunca praticou.

Asanas simples que podem ser introduzidas no nosso dia-a-dia:

  • Vriksana

  • Bidalasana

  • Balasana

  • Savasana (a melhor de todas, garanto!…)

e , fundamental:

Pranayama (respiração): deitado de costas, para praticar a respiração completa (inspirar enchendo a parte inferior dos pulmões para depois os encher na totalidade; expirar deixando que os músculos respiratórios relaxem ao máximo, descendo esterno e as omoplatas, depois o arco das costelas e a barriga).

Pessoas normais praticam yoga e o livro da Vera Simões mostra isso mesmo, reproduzindo testemunhos de vários dos seus alunos, praticantes de Ashtanga Yoga: entre farmacêuticos, tradutores, veterinários, decoradores e designers, há também arquitectos, empresários e gestores, engenheiros e informáticos, pessoas que perceberam os benefícios desta prática e a abraçaram, introduzindo-a na sua vida, cada um ao seu ritmo e de formas diferentes. Só há um perigo na prática de yoga: a de nos apaixonarmos de tal forma que jamais deixaremos de praticar.

 

BookCast: life changing books, ou as histórias dos livros que sabemos que nos vão mudar a vida.

BookCast: life changing books, ou as histórias dos livros que sabemos que nos vão mudar a vida.

A expressão "life changing" aplica-se a quase tudo. Aos livros também, porque há leituras que fazemos que nos mudam para sempre. Assim é com algumas das escolhas que hoje trazemos ao BookCast, este pseudo podcast que nada mais é do que uma conversa de gajas, que gostam de ler, sobre os livros que andam a ler.

Apps de yoga, the magical, podcasts e o urbanista

Apps de yoga, the magical, podcasts e o urbanista

O yoga entrou há pouco tempo na minha vida. Mas, como um grande amor, foi arrebatador e chegou para ficar, com um poder transformador que me mudou para sempre. Por isso volto ao yoga, porque tenho sido abordada por muitas pessoas têm curiosidade e não sabem se o yoga é mesmo para elas, explorando algumas aplicações que ajudam a dar início à prática.

BookCast #9: uma espécie de BookFlix

BookCast #9: uma espécie de BookFlix

Duas mulheres com vida preenchidas e agendas cheias sentam-se, uma vez por mês para falar sobre os livros que leram, estão a ler ou planeiam ler. Regressam depois das férias para compilar ideias e apresentar novidades. Uma devora romances, outra vai pelo pragmatismo de uma espécie de auto-ajuda moderna à qual junta ensaios que lhe ensinam coisas sobre as quais pode, também sonhar. Românticas e sonhadoras, divertem-se no closet da Helena usando o microfone da Paula enquanto tiram fotografias desta aventura sonora para partilharem no Instagram. Querem ouvir?

Livros no cinema e o cinema nos livros: it's a match?

Esta semana estreia um filme cuja história se baseia na narrativa de um livro que, por sua vez, é, também ele, sobre livros: a sociedade literária da tarte de casca de batata (The Guernsey Literary & Potato Peel Pie Society) é sobre um clube de leitura no tempo da ocupação nazi no período da II Guerra Mundial. É um bom romance, com bons actores e uma história muito mais consistente e interessante do que o trailer deixa transparecer, com uma razão muito interessante para a designação, no mínimo, curiosa, sobre a sociedade literária da tarte de casca de batata... Faz parte da história do filme e não vou contar... Também por causa desta estreia e porque raramente as adaptações de livros ao cinema são boas surpresas, eu e a Helena decidimos fazer um episódio do #BookCast dedicado a histórias de livros adaptadas ao cinema.

Escolhi duas das minhas preferidas e que são, também, das melhores adaptações da história da relação entre livros e filmes: Gone with the Wind (e Tudo o Vento levou...) e Papillon, duas histórias muito diferentes que resultam em dois filmes muito longos. Talvez por isso sejam consideradas boas adaptações, porque respeitam o livro ao detalhe... Contudo, não sei se será essa a melhor razão para um filme ser uma boa adaptação ao cinema. São realidades diferentes, com uma estrutura narrativa muito própria... por vezes o livro serve apenas de inspiração e, por isso, também escolhemos algumas péssimas adaptações. Especialmente a minha primeira escolha, um filme ao estilo telefilme, de um romance assim-assim, que se relaciona com a minha vida de uma forma muito especial. Vão ter de usar este botão para descobrir que segredos esconde o Banquete do Amor...