trends

Tão, mas tão isto...

Não são só sete, deverão ser mais mas, estes, servem que nem uma luva. 

A quem mais coube a carapuça?...

Não me servem todas, mas...

1. comprei em saldos por que o preço estava óptimo

e depois não serviu para nada. Ou serviu para muito pouco. Porque não combinava com mais nada. Porque o corte era mau. Porque a cor era duvidosa. Porque, afinal, naquele dia parecia muito diferente do que realmente era...

2. gastei uma (pequena) fortuna numa única peça, que acabou por passar de moda

Só uma? Só uma vez? Várias vezes. E também com aquelas peças que parecem, na loja, que serão para a vida inteira para depois percebermos que, afinal, só servem para aquele dia. Aquela vez.

3. investi em peças "clássicas", mas que não eram exactamente o meu estilo

porque me queriam formatar e eu decidi deixar. Porque achava que fazia parte do processo de crescimento e queria corresponder ao que os outros esperavam de mim. Porque as situações e os contextos exigiam (ou não) aquele estilo clássico, mesmo que o tenha tentado, sempre, adequar a quem eu era. A quem eu sou. Toques de rebeldia. Apontamentos alternativos.

Essa roupa acabou numa caixa. Serve para dias ou situações noblesse oblige e nada mais. Fui colocando essa roupa de lado, ao canto do roupeiro. Depois, numa gaveta, até ter tido a coragem de assumir  que aquela roupa, aquelas peças, não eram para mim. São bonitas, de qualidade, os clássicos nos quais vale a pena investir e que dificilmente passam de moda. Mas são tão boring quanto isso. Alguém quer vestir-se hoje e ver fotografias daqui a vinte anos usando o mesmo, ainda que possa ser uma outra peça, mas com um estilo igual? Eu quero ver fotografias e perceber que evolui. Que mudei. Que acompanhei os tempos, mesmo que à minha maneira.

Um dia, avancei com uma t-shirt e um blazer, e estranharam. Depois, arrisquei uns chucks com um blazer e chamaram-me roqueira. Curti. A seguir arrisquei uns boyfriend jeans e disseram-me que estava muito magra, que as calças eram muito largas. Atirei-lhes com umas ripped jeans e criticaram-me. Expliquei que era estilo. Também olharam de lado para uns polka dot Vans e, nesse dia, passei a ignorar. Shame on you!

Porque isto da moda é muito a "nossa" moda. Ou a moda adaptada a cada um de nós.

Uma t-shirt nunca chega a blusa de seda e uma blusa de seda não se transforma numa descontraída peça de algodão. Nem nós nos transformamos naquilo que os outros insistem em querer ver. Não podemos. Faltar-nos-ia o estilo. E tudo o resto.

Não sou eu em nenhuma das fotos. Mas poderia muito bem vestir-me da mesma forma  (Kate Moss e Caroline de Maigret)

#beyourself #bodyloving #fashionable

Cuttoffs. Or should I say bug off?...

O tema não é novo, nem o artigo da Vogue foi publicado agora,  mas não consigo deixar de me indignar, novamente, quando, subitamente, me apareceu no mural. 

Começa assim: 

"I’ve always wanted to be the kind of girl who can wear denim cutoffs during the summer".

Pois eu cá sou das que os usa no Verão. Porque acho que no limite do bom senso, do bom aspecto ou, vá, da decência, cabe a cada uma de nós decidir o que usar. Não falo, naturalmente, dos calções que deixam a bimba de fora, ou dos que mostram tanta pele que os filhos se possam envergonhar da sua mãe. Já vi isso na rua e senti vergonha alheia. Mas também é verdade que as  mulheres têm pernas e não devem ter vergonha de as mostrar. Sendo que mostrar não é exibir.

Só tenho um par de calções de ganga, comprados há uns anos na H&M. São boyfriend. Folgados q.b. a ponto de os usar na praia e ficarem no limite da anca, onde começa a curva do fato de banho. Em ambiente de praia são perfeitos. Na cidade, também. Com sandálias, sneakers, botins ou flipflops, não choco ninguém. Estou fresca. Confortável. Casual. Com uma blusa, um cinto e umas sandálias podemos atingir o casual chic. Com botins e o top certo entramos no boho chic. Com uns chucks e uma tshirt enfrentamos o mundo. Com uma túnica de linho e uns flipflops de cabedal somos Verão. E o Verão é isso: a simplicidade que desvenda um bocadinho do nosso corpo. Tenhamos pernas para acompanhar e a idade é um mero pormenor....






They say i'm a bit of a yuccie e não sei o que isso é. Nice to meet you.

Já me chamaram muitas coisas. Já me chamei muitas coisas. Mas nunca yuccie. Soa a Aussie mal pronunciado e até lembra Miuccia (Prada) mas não. Não é nada disso. É uma metamorfose dos tempos modernos e, com isto, descobri que poderia muito bem andar de Wayfarer e...

... e foi quando percebi que nisto de hipsters e yuppies são eles que dominam. Porque a descrição é sempre pensada nas características deles e as primeiras imagens que resultam de uma pesquisa no motor de busca que todos usamos (yuccies incluídos) são... deles. 

Fui procurar as hipsters para ver o que havia em mim desta categoria e até encontrei wikis sobre como ser hipster no feminino. O que me leva a pensar novamente na tendência de género que lhe está associada. Dos dez sinais de que posso vestir-me como uma hipster, again, all about him. Mas encontrei um guia, escrito por um "ele" que afirma que a hipster girl actually exists. Shame on me, a pensar que hipster era só para eles. Afinal, as hipster girls são as que nasceram da cultura alternativa do início dos anos 90, as que rejeitaram qualquer apontamento popular ou comercial. No meu tempo chamava-se grunge, mas se calhar éramos hipsters e não sabíamos.

Vintage band T-shirts? Check.

Camisas xadrez de flanela, daquelas já coçadas, com ar antigo (não velho)? Check.

Skinny jeans? Eram pretas, mas check.

Wayfarers? Guess so.

Peças que continuam a fazer parte do meu guarda roupa, juntamente com outras de outras décadas, numa lógica que transforma o velho em moderno sem ser completamente vintage e que são os fundamentals (não os essentials) de um armário cool. I guess...

Depois, descobri 15 hipster fashion trends e dei por mim a pensar que isto do yuccie até não estaria tão longe da verdade quanto pensei... Foi então que fui ver as hipster girls no Pinterest. Pois. Com a devida adaptação ao bom senso e à idade, turns out, it is true. Só é pena que tanta referência aos yuppies, yuccies, hipsters e whatever seja tão... pensada neles.

#yuccie #hipster #trends

F*** the Unconscious Bias

Regra. Essa palavra que me cansa só de pronunciar. A norma. O exemplo. O modelo. 

Sempre tive uma certa tendência e habilidade para fugir à regra. Para a questionar. Para a confrontar, libertando-me do espartilho que tantas vezes nos querem fazer vestir. Naturalmente que não estou a falar de todas as regras. Naturalmente que, numa sociedade sem regra(s), seria impossível viver. Mas, parece-me, há regras a mais para o que não tem de estar regrado, e regras a menos para evitar que nos queiram subjugar a essas regras. Chama-se assédio moral, muito embora, na maior parte das vezes e dos casos, não seja reconhecido enquanto tal. É o olhar que começa nos sapatos e se encontra com os nossos olhos. O deles, reprovador. O nosso, desafiador. Questionando, sem palavras, a razão pela qual nos perscrutam de cima abaixo. É o comentário sobre uns sneakers num outfit tão trendy que até incomoda. É o sussurro sobre uns saltos aparentemente demasiado altos. Serão os outros assim tão baixos? Não estou, obviamente, a falar da sua altura.

Yassmin Abdel-Magied fala sobre isto e muito mais, numa abordagem tão simples e tão directa que até custa a engolir.

A verdade é esta. Também eu sou estas três supostas personagens. Todas elas a mesma pessoa. Porque é disso que se trata: pessoas.

De saltos. Aos saltos. Cabelos ao vento ou assertivamente compostos. Sempre eu.

#UnconsciousBias #Regras #Fashion

Just have fun!...

...and forget the rest!

Quando há um fim de semana grande opto sempre por ficar em Lisboa. Há tempo e espaço, coisa que raramente temos. Três dias para mim. Para nós e para eles. Para fazermos apenas so que gostamos. Era este o acordo. Sem trabalho. Sem pesquisas. Nada. Apenas tempo para nos divertirmos. Com excepção das compras da semana e de uma volta pelas lojas de móveis e design para trazer ideias de decoração emprestadas, nada mais. Fui à beira Tejo com os miúdos. Do nada, surgiu uma bola de rugby...

the beard is on

Não sei se a tendência se instalou de vez mas, de facto, é cada vez mais difícil encontrar um homem sem barba. Parece que a excepção são os meninos de cara lavada - estejam, ou não, barbeados. Mas, sobre as barbas, que já não são moda, mas fazem parte da moda, a tendência são as farfalhudas muito ao estilo lumberjack bem cuidado, o que me deixa algo confusa, porque as marcas de máquinas e acessórios de barbear têm atacado em força, tentando fazer retornar o hábito de utilização da Gilette. Mas não. Não vai resultar porque eles adoram. Sentem-se bem, mais livres e, como a maioria vive enclausurada num fato e gravata, a barba assume-se como a sua forma de expressão. Que só lhes fica bem. 

Desenganem-se contudo, os que vão agora aderir à moda porque, simplesmente, é mais cómodo. Não dá. Andei informar-me e, se uma barba cuidada pode fazer um homem mais bonito, o processo dá trabalho. Implica limpeza diária com shampoo e amaciador para manter os pêlos suaves. E nós não gostamos muito de pêlos que picam... Este ritual vai deixar-vos cheirosos, evitando aquela abordagem típica de quem tem um pequeno animal pendurado no queixo...

Felizmente, a maior parte dos homens já o percebeu e não só tem estilo como ostenta, orgulhosamente, uma barba cuidada e aparada...

Obrigada ao @miguelmenaia @gonventura @joaopadinha @jaysykesmedia @joaopedromeira @arevoltadovinyl @pedroconceicaow que cederam as suas barbas ao urbanista!

#guys #beards #trends

spring (on) sale

Comprar no Inverno para usar na Primavera não é tão complicado quanto parece. Há muito que passei a comprar em promoção, saldo e outlets. O preço é (mais) justo. Os básicos não passam de moda e, no que respeita às tendências, conseguimos agarrá-las na época de saldos. Com jeitinho, garantir que a entrada no Inverno seguinte se faz em grande estilo, com as tendências que ainda não deixaram de o ser.

É necessário estar atento e varrer as lojas no momento em que começam as promoções. Uma vez que a maior parte das lojas permite trocas e devoluções num prazo de um mês, o segredo é não usar as peças e procurar exactamente o que queremos, para nos contentarmos com o que encontrámos. Cada Zara e equivalente tem uma colecção base, comum a todas as lojas e um conjunto de peças diferentes, o que significa que podemos encontrar nas várias lojas coisas muito diferentes. Se pudermos escolher qualquer outra cidade Europeia para complementar o processo, melhor ainda. A lógica é a mesma e, portanto, as opções variam. Os preços também, com saldos em lojas de marca a chegarem aos 80%.

As tendências da Primavera são claras: ballerinas, anos 70, flores, militar, denim, riscas, num estilo retro e sporty chic.

#trends #sport #chic

New York

Este ano, em Nova Iorque, celebrou-se a diversidade, uma mostra pública daquilo que é, no fundo, a realidade de quem veste a roupa. Para a próxima época as tendências são claras:

A rua invadiu a passarela e não só as modelos tendem a mostrar a diversidade que existe na vida real, como as colecções estão próximas da estética quotidiana. As notícias concentraram-se em Winnie Harlow, a modelo com uma doença de pele  (vitiligo), nas etnias, orientações sexuais, deficiência, tamanhos.

A moda para todos, protagonizada desta forma. As magras e as brancas ainda dominam, mas não faltaram apontamentos sobre esta pequena (grande) mudança num mundo tão rigoroso quanto o dos desfiles de moda. 

Imagens: Mercedes Benz Fashion Week (Facebook e Instagram)

Na verdade, tudo muda para se auto-renovar. O retro chic mantém-se, procurando inspiração em tempos passados para definir o futuro. O sport chic é reforçado e o estilo Céline suporta esta constante necessidade de um cool minimal que se vê também nos acessórios e maquilhagem: com excepção dos olhos, com um traço à gata ou esfumados, a base cor de laranja já era (se é que alguma vez foi). A pele quer-se limpa e sedosa. Os cabelos enrolam-se no topo da cabeça, junto à testa, de preferência com as pontas soltas. Ou com uma fita no topo da testa. Apenas isso. Nude. Branco leitoso. Beje. Cinza. Os tons neutros colaram-se às unhas e recusam-se a sair.

#catwalk #fashion #trends