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Decorar não é só pintar paredes. Menos ainda, pintá-las de branco...

O homem normal, o gajo, aquele que por quem nos perdemos de amores, normalmente não tem jeitinho nenhum para a decoração. Zero. Null. Não entende a importância de uma almofada  e é capaz de a amachucar, deixando-a de tal forma embrulhada, que precisamos de uma grande dose de auto-controlo para não gritar. Com ele. E pela saúde da almofada.

Velas. Também não as entendem. Especialmente as que têm aromas. Candeeiros. Servem para iluminar. Ponto. Por isso, não interessa muito se o seu local estratégico é aquele e não outro, porque a sua função é dar luz. Não apenas, mas também, digo eu. Por isso, tantas vezes o raio do candeeiro está deslocado. Fora do sítio. Ligado a outra ficha porque foi preciso carregar o telefone. Ou o computador. Impossível ter uma divisão arrumada. 

Objectos. Outro enigma. Assim como cortinados e outros pendentes. Cadeiras. cadeirões e pequenos sofás. Verdadeiros tabus para a mente masculina... 

Homens e mulheres vivem em casa de forma diferente. Independentemente da maior ou menor organização e arrumação, na verdade eles querem funcionalidade. Elas querem funcionalidade com beleza e inutilidade. As coisas têm de servir para alguma coisa. Não servem só para estar ali. Porque sim, porque elas acham que é giro. Mesmo que seja inútil.

Por isso, quando se encontra uma casa, começa todo um processo. Longo... De conversão das ideias dele na decoração que ela já idealizou. Sim, porque elas - na sua maioria - quando entram numa casa, sentem-na e sabem que aquela vai ser A casa. Eles entram, olham, tiram medidas e saem a dizer que um quarto é maior do que o outro quando, na realidade, as medidas são inversas. E criticam a casa ser toda virada a poente quando, efectivamente, só um dos quartos apanha sol... Generalizações valem o que valem. Também há homens que gostam de almofadas. E mulheres que têm três almofadas no sofá da sala só para as poderem amachucar de forma embrulhada.

No entanto, o processo tem sempre de existir, porque, com mais ou menos almofadas, velas e candeeiros, eles pensam que tomam decisões quando, na realidade, só vão ao encontro do que elas planearam... No caso, estamos de acordo em três coisas: simplicidade, almofadas para amachucar à vontade e paredes transformadas em arte, como propõe a Urban-Art, projecto que descobri recentemente nesta loucura de recolha de grafittis pela cidade de Lisboa, e que se propõe a trazer a arte da rua para dentro de casa, ou reinventar obras de arte nas paredes da nossa casa. Resta agora discutir qual vai ser a reprodução e a parede. Eu já vi algumas que me agradam, mas isto é coisa para mais um processo...

Ideias daqui e dali que podem acabar lá em casa...

as paredes, que não vão ser brancas

#urban-art #decoration #home

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Tenho sempre dúvidas sobre as tendências e nem sempre me apetece segui-las. Não faltam frases feitas sobre a moda e o estilo. Acredito que o estilo somos nós que o criamos, a partir daquilo que outros criam para nós usarmos. 

As tendências apontam para as mini-bags. Não vou adoptar. Gosto de conseguir meter a mão na mala. Oversized são muito mais eu. Por falar nisso, os óculos de sol serão assim. Ainda bem. As boca de sino, para mim, podem ficar nos anos setenta para sempre. A não ser que estejamos a falar de uma calça estilizada, num tecido mais nobre do que a ganga, para usar com saltos muito altos. Isso é outra coisa. Culotes. Já ouviram falar? Consta que são a peça statement do momento, mas só me fazem lembrar as saias-calça que foram a peça statement algures na minha adolescência. E que eu, estranhamente, adoptei. Curei-me. Ou saia, ou calça. Sem meio termo. Atacadores nos vestidos e nas mangas das blusas... Tive uma blusa assim, que teimei em abandonar. Defeito? Tinha de segurar os laços enquanto comia, para evitar acidentes. E é difícil dar um laço bonito quando temos duas mãos esquerdas... Voltaram as mules, depois de uma década e de eu pensar que estariam enterradas para todo o sempre. Já foram o it-shoe, há uns anos e, nessa altura,  acabei por ceder porque, provavelmente, ainda não tinha descoberto que sim... podemos dizer não às tendências. Macacões. Comprei um antes do Verão passado e outro nos saldos de Verão. Não arrisco a ir às lojas, poderei sair de lá com mais dois. Ou três. Peça de eleição para esta estação. Franjas? NOT. Not for me... O mesmo se aplica ao vestido comprido. É sempre demasiado comprido para quem não tem 1,80cm de altura. Nos pés, as sandálias gladiador. Podem ir com as franjas e as mules... Felizmente os sneakers estão em alta. De outra forma, arriscaria a andar descalça.

#style #trends #fashion

girls just wanna have fun...

...  and shoes can be a girls best friends...

Não foi a primeira e, certamente, não será a última vez que visito uma loja Louboutin. Com um atendimento maravilhoso aqui, ou em qualquer outra loja, calçar uns Louboutin é sempre uma experiência única. Mesmo que não possamos comprar, o tratamento é exemplar. A mulher é valorizada, os seus pés assumem o protagonismo e a forma dedicada como somos recebidos faz da experiência de provar (e comprar) uns Louboutin algo que nos deveria estar reservado mais vezes.

#shoegasm #louboutin #fashion

New York

Este ano, em Nova Iorque, celebrou-se a diversidade, uma mostra pública daquilo que é, no fundo, a realidade de quem veste a roupa. Para a próxima época as tendências são claras:

A rua invadiu a passarela e não só as modelos tendem a mostrar a diversidade que existe na vida real, como as colecções estão próximas da estética quotidiana. As notícias concentraram-se em Winnie Harlow, a modelo com uma doença de pele  (vitiligo), nas etnias, orientações sexuais, deficiência, tamanhos.

A moda para todos, protagonizada desta forma. As magras e as brancas ainda dominam, mas não faltaram apontamentos sobre esta pequena (grande) mudança num mundo tão rigoroso quanto o dos desfiles de moda. 

Imagens: Mercedes Benz Fashion Week (Facebook e Instagram)

Na verdade, tudo muda para se auto-renovar. O retro chic mantém-se, procurando inspiração em tempos passados para definir o futuro. O sport chic é reforçado e o estilo Céline suporta esta constante necessidade de um cool minimal que se vê também nos acessórios e maquilhagem: com excepção dos olhos, com um traço à gata ou esfumados, a base cor de laranja já era (se é que alguma vez foi). A pele quer-se limpa e sedosa. Os cabelos enrolam-se no topo da cabeça, junto à testa, de preferência com as pontas soltas. Ou com uma fita no topo da testa. Apenas isso. Nude. Branco leitoso. Beje. Cinza. Os tons neutros colaram-se às unhas e recusam-se a sair.

#catwalk #fashion #trends