stretch

Mobiliza 1. Mobiliza 2. Mobiliza 3. Não desmobiliza

Estava a passar os olhos pelas gordas (títulos das notícias...) quando li que, na Suécia, o dia de trabalho pode passar a ter apenas seis horas. A publicação é do The Guardian e, no Facebook, começa por citar uma afirmação que mostra muito do que por aí se passa:

I used to be exhausted all the time, I would come home from work and pass out on the sofa

Parei aqui e saltei para o título e destaque da notícia. Tão simplesmente porque, não raras vezes, adormeço no sofá ao fim do dia para, depois, me arrastar até à cozinha e fazer de mãe. Já não sou eu quem lá está. É um fantasma daquilo que sou. E culpabilizo-me por isso. Mas, nessa altura, só quero dormir.

Voltei atrás e li o resto:

But now I am much more alert: I have more energy for my work, and also for family life

Não li a notícia (ainda), mas li a maior parte dos comentários. E é triste verificar que trabalhamos todos demais. Horas a mais e produtividade a menos. Não falo do tempo passado no cafezinho, com o cigarrinho, no almoço prolongado ou na conversa desperdiçada, nas mensagens que nos incluem desnecessariamente em Cc ou nas bulshit meetings que existem em todas as organizações. São horas a mais fora de casa. Não somos suficientemente pragmáticos, frontais e organizados. Nisso, os suecos dão-nos 10 a 0. Será do frio?

O que tem isto a ver com o título? Quase tudo, porque estava, à hora de almoço, numa aula de Body Toning a pensar em mil coisas, a tentar acompanhar a música e a coreografia simples do aquecimento (direita esquerda, esquerda direita, braços em cima, braços ao lado) quando comecei a perceber que não estou em forma. Ou que até estou em forma mas que tenho abusado. Exagerado no tempo perdido e no trabalho que não consigo acabar, nas teses que tenho para ler, rever e corrigir, nos artigos que escrevo, nos planos de uma lista que cresce quase diariamente como se os dias fossem sempre pequenos e inúteis. Não são. Roubo horas à cama e a factura não tardou em chegar. Pago-a cada vez que entro no MSB Studio para treinar, cada vez que me calço para ir correr ou cada vez que quero dar mais de mim e me transformo no tal fantasma que é apenas uma sombra daquilo que posso ser.

Há que trabalhar menos, dormir mais e melhor, para nos sentirmos bem. Se é possível? Nem sempre, mas podemos tentar inverter o processo. Porque a cada vez que, nos últimos dias, tentei fazer aquilo que sempre fiz, o corpo disse que não. Que talvez. Outro dia. Dores de cabeça, músculos sem fibra, tendões apertados. O segredo do exercício está no título: mobilizar; mobilizar; mobilizar e não desmobilizar. Significa que depende da frequência e da insistência para atingirmos resultados. Significa que, para alcançarmos posições que invejamos no Instagram, temos de trabalhar nesse sentido, nos limites da força e flexibilidade de cada um. Sem, contudo, nos deixarmos atropelar pelo trabalho. Porque, como diziam alguns que comentaram a publicação que motivou este artigo, não vivemos (só) para trabalhar... OU vivemos?!....


streching

Quem me conhece, sabe que sou viciada em desporto. Não evangelizo, não condeno quem não pratica. Só não me questionem relativamente à minha prática. Ao meu vício. Porque, em boa verdade, é um vício bom. Porque, simplesmente, melhora a nossa vida.

São clichés, mas são verdade: ajuda a viver mais e melhor, permite que sejamos independentes até mais tarde. Ninguém pensa nos dias em que voltamos a ser crianças e estar dependentes de outros... Além de que, apesar de gastar muita energia, por incrível que pareça, o exercício (e uma dieta equilibrada, naturalmente) dá-nos uma energia extra para as actividades do dia-a-dia, ao mesmo tempo que ainda nos divertimos.

Hoje comecei o dia assim, com exercícios de streching num estúdio de dança, pilates e ballet nas Amoreiras, o MSB Studio. Diverti-me, dei o meu melhor, ultrapassei os limites - agora que o nariz toca os joelhos, é sempre a descer até ao chão - comecei o dia de bem com a vida e cheia de energia!

#stretching #msbstudio #fit