nosalive

Urbanista (always) Alive e NOS (todos) no instagram

    NOS Alive '17

A época já começou mas só arranca a sério quando as portas do NOS Alive se abrem. Por muito que queiramos passar-lhe ao lado, não sendo impossível é, pelo menos, difícil. Este ano faltei mas fiz-me representar por uma enviada especialíssima: a Leonor Wicke que fez de #urbanistagirl para tomar o pulso à edição de 2017.

O cartaz, sabemos, não desilude e percorre o espectro musical que abraça grupos de amigos com gostos diferentes. Dos clássicos (repetentes) Depeche Mode e Foo Fighters aos menos clássicos mas também em modo come back, The XX, Alt J e Imagine Dragons fizeram as honras da casa.

Confirma-se a conclusão de anos anteriores e este é cada vez um C'achella à portuguesa com muitas selfies e actividades paralelas ao que supostamente nos leva a um evento de música: os artistas. E os concertos, como o António Gosta Gomes tão bem resume.

Nada contra mas a minha opção de fazer um jejum de festivais também passa por um certo cansaço em relação a tudo o resto que acontece nestes dias... As combinações mal combinadas "porque já não nos vemos há imenso tempo" e venha de lá aquele abraço e a troca de palavras aos gritos junto a um dos palcos; as farturas porque tem de ser, "é só uma vez por ano" e o azedume durante horas a ferver num estômago cada vez mais habituado a comida natural; as olheiras até aos joelhos da noite mal dormida; as pernas em modo "morreram para a vida" a arrastarem-se depois da noitada seguida no ritual do habitual: um treino intenso que não perdoa a noite de borga; as fotos iguais a todas as outras procurando fazer diferente (mea culpa, também me deixo levar pela ditadura do instagram....); a indecisão na escolha do palco para perceber que não há escolha possível, são todos bons...

Tudo isto também é divertido e faz-nos sentir vivos mas, este ano, apeteceu-me sentir viva de outra forma... A própria Leonor não conseguiu ficar indiferente às fotografias em excesso que, quanto a mim, pouco ou nada contribuem para as boas vibes de um evento que é todo ele cheio de boas vibrações. Não são assim, os melhores dias das nossas vidas?

 

Quando a música começa, a emoção multiplica-se. Se a música nos unir, tanto melhor. A Leonor relata um dos melhores momentos, o discurso emotivo do vocalista dos Imagine Dragons apelando à união entre todos:

vivemos num mundo dividido, estamos divididos. Dividem-nos pela cor, nacionalidade religião, orientação sexual. Não deixem isso acontecer!
— Dan Reynolds, Imagine Dragons

Confesso que sinto um certo arrependimento de ter perdido os Foo Fighters. Rock é sempre rock e todas as oportunidades são boas para ouvir aqueles riffs de guitarra, como a @minimoia registou.

Foo Fighters ~ NOS Alive + 📷 @24sapo #sapo24 #nosalive #foofighters #livemusicphoto #musicphotography

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Consta que houve um casamento e um nascimento. Eu acredito porque, durante três dias, este é dos locais com mais mel em Lisboa. Nacionais ou estrangeiros, e nacionais com estrangeiros, é vê-los e ao amor no ar.... Elas são giras como tudo e esmeram-se nos looks. Está out aquele #ootd pré-festivaleiro que nos levava aos concertos com as calças largas e a tshirt velha. Concertos e festivais de música são todo um happening na nossa vida registado no instagram para o qual convém estar inesperadamente (impecavelmente) preparada. As tranças acontecem por causa do vento e a escolha da roupa foi tão casual que, por isso mesmo, a fotografamos em várias poses. Espontâneas e casuais também. Sabemos que não são. Entramos no jogo e gostamos. Hail às minhas queridas Rita Arriaga e Raquel Costa Gomes, um hello à minha desconhecida @nono_noxx para a melhor foto de conjunto que encontrei. Um big yes à @ritalisting que "roubou" a frase que eu certamente teria usado, um OMG à @diana_velho que não se deixa confundir com a parede mais famosa deste ano e, obviamente, a conta que faltava seguir, a Leonor Wicke, a incansável enviada #urbanista que gosta de se manter em privado...

 

still alive ✨

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Um #cliché para a despedida 💙 // #nosalive2017 #festivalstyle

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É esta parede nova que está na moda aqui no NOS Alive, não é? 🙌🏼🎉🍻 #NOSAlive #wearewtf #wtf

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#soundsalive. Sounds accidentally happy.

Gosto de música. Correcção: gosto muito (mesmo muito) de música. Mas estou longe de me sentir especialista ou, sequer, capaz de produzir crítica musical. Embora, por acidente, por vezes aconteça. Fico genuinamente contente quando antecipo os hits e, melhor, quando estou a curtir um concerto, a pensar naquilo que está a acontecer para, depois, perceber que a minha crítica seria igual às dos que se especializam na crítica musical. Great!!

Nisto de concertos e festivais há, para mim, duas posturas: aquela mais comum e descontraída, de quem vai para passar um bom bocado, ouvir a música de que gosta, tocada e cantada por um artista que aprecia; e a outra, menos frequente, de quem vai para apreciar criticamente, ouvir com atenção e desfrutar. Não são exactamente a mesma coisa. 

Por defeito de profissão ou simples awarkdness, não me lembro da última vez que fui descontraidamente a um concerto. Mas também não me lembro de ter ido a um festival para apreciar criticamente. Devo ser, por isso, o público mais difícil de contentar. Porque quero, simultaneamente, surpreender-me e ser surpreendida, apreciar, dançar e cantar a plenos pulmões. Curtir. Por isso entendo, mas enquanto lá estou, não consigo entender que os artistas apresentem álbuns em festivais. Que os explorem e nos deixem, até à última música, à espera do seu maior hit. Que deixem o público amolecer, dispersar e conversar, enquanto cantam, mesmo que aguerridamente, os seus futuros êxitos. Porque ninguém gosta do que não conhece. Só os que, com a sua awkwardness, lá estão com apurado sentido crítico. Ou a trabalhar. Os outros, entre the booze e outras coisas, querem apenas saltar e dançar, cantar (ou tentar), fazer os chorus quando o artista pede. Numa palavra, querem divertir-se. E isso não acontece quando não sabemos, de cor, a canção. Mas eu percebo. O que não quer dizer que seja uma cena cool...

Para saberem como foram os concertos, leiam. Não faltam artigos e notícias. Eu limito-me a dizer o que penso sobre o que vi, ou ouvi, com atenção. Porque não estou em todos ao mesmo tempo. Nem quero. E sei que os HMB lhe deram bem, com um público pronto para aquecer, ou que Crows encheram o coração de um público mais revivalista, a ponto - e não acredito e coincidências - de uma avioneta passar pelo recinto, na zona do palco principal, enquanto ouvíamos accidentally in love.

Que a Symoney e quem lhe enviou a mensagem sejam accidentally happy 💙

Passei pelos Dead Combo no momento da Lisboa Mulata e deixei-me render. Ao contrário do dia anterior, não parei no Clubbing (se calhar devia) e concentrei-me no palco principal para comprovar que o upgrade não poderia ter sido mais acertado: Sam Smith encheu o recinto e conquistou mesmo aqueles que o poderão achar demasiado pop. Ou lamechas. Abre o coração para contar a sua vida. As pessoas gostam disso. Na verdade, tem uma voz única, canta bem e brinca com as canções.

O cair da noite repetiu Chet Faker que esteve no Coliseu na passada semana. Pena Stromae ter cancelado, embora Chet tenha dado bem conta do recado na transição do dia para a noite. De volta ao Heineken, para ver, do início ao fim, Azaelia Banks. Há duas músicas que me prendem, que me fazem dançar e cantar como se o amanhã não existisse. Já a vi em outras ocasiões e, muito embora tenha dominado o palco, com a sua suave agressividade (talvez a postura feminina, o sorriso e as palavras carinhosas sejam o que basta para quebrar alguma violência nos gestos, nas palavras e no seu rap radiante, mas sonoro), nem sempre agarrou o público que, com a proximidade da hora dos Disclosure foi abandonando a área. Ainda bem. Prefiro estar entre os que gostam verdadeiramente. Não estranham os gritos, os chorus, os saltos e o movimento. Pelo contrário, acompanham!

Finalmente, Disclosure (outro upgrade de palco) numa abordagem que oscilou entre o quase- rave, diferente de outros sets que já conhecia e que estão em todos os suportes em modo repeat, e o tomem-lá-o-que-estavam-à-espera. Ou eu estava cansada, ou já me faltavam as pernas ou não consegui acompanhar uns Disclosure frenéticos. O espectáculo visual e a participação do Kwabs, contudo, encheram-me o coração....

#nosestamosalive

#nosalive também é em Português e isso é motivo de orgulho 💙

Não é louca (sereia louca), mas (quase) levou à loucura os que encheram (lotaram) o palco Clubbing. Capicua poderia ter estado em qualquer outro palco. Este seria sempre pequeno para a poesia e a força desta rapper do Norte. Mais a sul, com os ritmos africanos no corpo e a palavra como arma de intervenção, Batida encheram-me o coração. Dj Kamala, também em Português, com dois sets entre Capicua e Batida, que cederam o palco a Moulinnex, para nos levar  Elsewhere. A produção é boa, a música também, mas a voz às vezes desafina.

Ao lado, Future Islands. Keep it simple. Foi assim. Porque também é assim o #nosalive.

Beauty (as always) is in the details... Especialmente quando são #organic e sem gluten! 

#lookingalive #thecru_healthyfood #nosalive

#lookingalive

Um dos maiores e melhores da Europa. Aquele ao qual a maior parte das pessoas vai pelo cartaz, com os melhores headliners da Europa e um sol fantástico. Sim, that's #nosalive