gourmet

Um bitoque, sff. "Não temos"

 

Adoro esta tendência de alimentação saudável que começa a estender-se do centro de Lisboa a Cascais. Só tenho uma dúvida: como é que convenço os miúdos de que estes pratos são mesmo saborosos? 

É que mesmo fazendo escolhas saudáveis, há coisas que rejeitam só de olhar...

http://newintown.pt/article/08-05-2015-uma-esplanada-so-com-comida-saudavel-no-estoril

http://newintown.pt/article/08-05-2015-uma-esplanada-so-com-comida-saudavel-no-estoril

Eu tentei evitar os "bifes e as batatas fritas" mas o mundo está cheio disso...

Contaram-me que  o Organic Caffé, no Estoril tem um conceito muito diferente (e, ao que parece, muito mais realista) em relação à alimentação, aos benefícios versus malefícios de certos alimentos e ao que fazem ao nosso organismo. É uma cozinha que deixa de lado o glúten, os produtos lácteos ou o café, entre outros alimentos com justificações credíveis para o seu não consumo. Um grande gosto à ideia.

Conta a NiT que o "cuidado com a saúde começa logo no couvert" e enumera alguns pratos, como a "corvina com sementes de sésamo e puré de couve flor (...) peito de frango com pesto e arroz integral ou o strogonoff de frango com courgette, quinoa e tomate".

Agora vou ali encher-me de coragem e inventar bons argumentos para a criançada embarcar na ideia de que a quinoa é melhor do que a batata frita. E não me venham com a eterna questão do hábito e mais não sei o quê, que tenho uma lá em casa que é muito selectiva e pouco dada a "hábitos"...

#urbanistagoesorganic #healthychoices #healthyfood #urbanista

waffles don't lie: on the Way(flle) to a lifetime on my hips

Das trinta vezes que parei para pensar na primeira frase que me surgia para escrever sobre estas waffles, não consegui encontrar outra forma para expressar a mesma ideia.

Quando penso nestas waffles, e em muitos outros projectos que tenho vindo a conhecer ao longo dos últimos meses, não posso deixar de pensar no já (infelizmente) famoso cliché da crise. Não concordo com o que nos levou a este estado, abomino boa parte das medidas tomadas e que nos fizeram aqui chegar. Não há nada bom em todo este processo (que ainda deve estar mais ou menos a meio) mas não posso deixar de pensar que talvez tenha contribuído para agitar as águas e fazer muitos de nós puxar pela imaginação para inventar negócios. Simultaneamente, a luz de Lisboa tem trazido até nós muitos estrangeiros que se fixam por cá e outros tantos de passagem, que ajudam animar a tão desanimada economia. É verdade que é tudo (muito) mais difícil, mas também é verdade que há cada vez mais movida e dinamismo. Por isso, ideias, projectos e novos negócios têm lugar cativo no #urbanista.

Não sei se é de mim, mas muitas destas novas ideias e negócios são para comer... Descobri esta semana, na festa do primeiro aniversário do VU Lisboa, a On the Wayffle, um projecto recente, que se redefiniu ainda mais recentemente, para nos dar waffles leves e estaladiças. E são. Leves. Estaladiças. Maravilhosas. São waffles de Bruxelas (menos densas e doces do que as Liège, cobertas com açúcar em pérola, que termina caramelizado quando a waffle sai do forno). Estas são de comer e voltar a trás para comprar mais uma. Para provar todos os sabores... 

Outro aspecto interessante desta marca: para além de ser móvel, a On the Wayffle reciclou caixotes do lixo para criar o seu ponto de venda. Resta gora saber quando terão ponto de venda fixo, algures na cidade, pois estão principalmente em eventos, mercados e feiras. Além disso, com excepção da Nutella, produz os seus próprios cremes. Só coisas boas, portanto.

O creme de pastel de nata, por exemplo, torna a experiência simplesmente wafflelent... 

#waffle #foodieteller #onthewayffle

if I had a bagel

poderia escrever linhas sem fim. Mas não posso. Não pude. Ainda.

Publiquei, a semana passada, uma notícia da NiT sobre a Raffi's Bagels no meu perfil do Facebook e assim que, afinal, não estou orgulhosamente só nesta cruzada pelos saborosos bagels. E também descobri que o perímetro Amoreiras - Campo de Ourique pode, muito bem, passar a ser dominado por uma certa culture française. Para além do Lycèe Français, do novissimo Raffi's, temos o Eric(Kaiser) e a La Creperie da Ribeira que, recentemente, subiu às Amoreiras. Há, portanto, um certo je ne sais quoi que alimenta as ruas e se pode provar nestes locais. 

A Raffi's Bagels abriu no início do mês. Fui visitar a loja este sábado e, quando cheguei, lamentavam-se num português muito afrancesado, que já não tinham mais. Ofereceram o que havia: café, muffins (que também são feitos por eles) e cookies (boas).

 

A loja é pequena, embora muito acolhedora. Simples, sem ser minimalista, com aquele toque Francês se que reconhece nas lojas de franceses fora de Paris. Não sei explicar, mas têm - as que conheço - uma aura que as torna diferentes. Porque os bagels são, apesar de tudo, tipicamente Nova-Iorquinos, os nomes representam a cidade e a oferta do Raffi's Bagels: em Manhattan há queijo creme, frango, agrião, abacate e salsa. Em Brooklin há azeite, pickles fleich, agrião, pickle de pepino, mostarda com mel. Há outros locais icónicos e, para os menos aventureiros, combinações mais suaves e consensuais, todas servidas num bagel que pode ser normal ou com sementes... aquilo que encontrei quando lá cheguei.

#foodie #bagels #raffis #france