fit

Ginásio? #not

Portugal poderia ser um país pequeno e, no entanto, muito grande. Mas não é. Escolheu ser pequenino, mesquinho, teimosamente retrógrado e muito invejoso. São poucos os que nos ajudam na subida e muitos os que regozijam com as quedas dos outros. Mesmo que signifique também a sua queda. Não há uma cultura de concorrência, de fazer mais e melhor do que os outros. Não, quando alguém faz melhor ou, simplesmente, diferente, a estratégia é simples: imitar ou aniquilar. 

Os pequenos imitam e ficam com as migalhas. Os grandes aniquilam e varrem as migalhas. 

Eu não frequento um ginásio. Isso faz toda a diferença. Porque na maior parte dos ginásios, especialmente os grandes, aqueles que todos conhecem, mesmo não os frequentando, tratam-me pelo nome e esboçam um grande sorriso sem saberem quem sou. Têm planos e esquemas de acompanhamento pagos a preço de ouro e aulas nas quais já dei por mim a bocejar ou a saber mais do que quem estava a ensinar. Not good. Fartei-me. Not good. Há excepções. Pessoas e professores fantásticos em locais aparentemente fantásticos e que servem principalmente para passear toalhas. Elas, perfumadas e maquilhadas. Eles, com o cabelo no sítio, a tonificação perfeita e a roupa cuidadosamente escolhida, como se fossem treinar e, simultaneamente, desfilar.

Nada contra. Não é o meu género. Não vou praticar o que quer que seja com as t-shirts velhas e desbotadas mas também não quero sentir-me o patinho feio num desfile de moda. Faço-o pela prática e pelo que esta me oferece. Para além da satisfação pessoal, o prazer de dançar, o corpo desenferrujado, a mente livre. Não tem preço, embora se pague. 

Já aqui vos contei que descobri o local ideal para o fazer e vou repetir. Somos só mulheres o que, por si, faz a diferença (nunca mais me preocupei com alças do soutien, calças justas ou transparentes quando molhadas de suor) e não há uma lógica de ginásio, de prestação de serviço. Há uma missão. A Mafalda Sá da Bandeira está lá para nos educar, melhorar e fazer perceber como uma boa postura pode mudar a nossa vida. Porque muda. Dificilmente encontramos isso num ginásio. Porque o MSB Studio não é um ginásio. Não é um espaço para a prática de exercício físico, embora o exercício também aconteça. Como o nome indica, é um studio (estúdio), um espaço de criação artística. Porque aquilo que ali acontece todas as manhãs, é arte. Pura arte.

 

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Assim?...

... Assim também eu!...

Estas fotos são prova de que mentimos (muito) no Instagram (Dinheiro Vivo)   

Estas fotos são prova de que mentimos (muito) no Instagram (Dinheiro Vivo)

 

Mentimos muito. Nunca foi diferente. A diferença é que agora, mais pessoas podem ver, apreciar, mostrar que gostam. Antes limitávamos a exibição ao nosso núcleo de amigos. Agora, alargámos esse núcleo - que deixou de ser núcleo (que se define por ser a parte principal) e passou ser... quem estiver na rede?... Ou quem estiver nessa rede? 

Não é bom. Não pode ser bom. Mas dá um gozo desgraçado ver os likes - dos amigos e dos outros que não sabemos quem são - sucederem-se um após o outro. Liberta endorfinas. Causa dependência. O chocolate também, mas isso já sabíamos, não é?

Quem publica não o faz só para si, caso contrário teria uma conta privada e não aceitaria que outros partilhassem esse espaço. Isso contraria a razão de ser destas novas formas de interação social a que chamamos redes sociais online. E que só diferem das outras - as redes sociais, aquelas que se constroem através da interacção social - porque a plataforma através da qual interagimos é outra. Quer queiramos, quer não, faz toda a diferença. Dizemos mais e de formas muito diferentes, assumimos personalidades que não são as nossas, transformamo-nos em cães de fila prontos a atacar mas, também, pessoas mais altruístas sempre disponíveis a partilhar e a, efectivamente, ajudar. Somos nós e o outro em simultâneo. O meu eu confunde-se e mistura-se hibridizando-se à medida que circula, fluídamente, na rede. Somos quem somos, quem esperam que sejamos e quem queremos ser. 

Não sei como começou - até sei, mas não quero ir por aí - e menos ainda sei como vai acabar. Temo que não acabe bem. Por outro lado, este "temo que não acabe bem" parece um discurso de um "velho do Restelo" que não fica bem a quem lida diariamente com a tecnologia. Que se adaptou e migrou para este contexto digital, intercalando o cá e o lá como se ambos fossem apenas um só. Descontando em cada palavra e imagem aquilo que todos sabemos ser o filtro que as redes em si, representam...

Posto isto, estou oficialmente de mudança. Para o Snapchat.

Dá-lhe com canela?!...

Não são raras as vezes que me detenho a pensar na comida. Não por ter fome. Não pela gula. Mas porque tenho procurado reflectir mais sobre as razões pelas quais apontamos o dedo aos gordos e tantas vezes achamos que os magros - demasiado magros - podem ser um exemplo. Não são . Em ambos os casos, algo poderá estar mal. Ou, no mínimo, menos bem. Também tenho percebido que, na maior parte das vezes, muito acontece por falta de informação. Porque o rótulo diz que é saudável e a publicidade facilmente nos engana a todos.

Há uma certa epidemia na comunicação social e nas redes em torno da saúde, com equivalente no bullying a quem não encaixa nas medidas certas. Novamente, ambos estão errados.

Isto de comer e passar fome tem muito que se lhe diga. Não faltam as dicas para comer e não engordar, como evitar engordar, como reduzir o apetite... Umas melhores, outras completamente disparatadas. Na verdade, nós - mulheres (e alguns - poucos - homens) - passamos boa parte da vida numa luta inglória contra o peso. Normalmente para perder, raras vezes para não ganhar. Outras tantas para engordar. Há inúmeras pessoas que sofrem do problema contrário, mas concentramo-nos sempre na gorda que tem - porque tem - de perder peso.

Ora, eu cá sou das que acha que cada um faz o que quer, come o que quer, vive como quer. Mas também sou das que acha que os meus impostos não devem servir para pagar bandas gástricas aos que, não tendo um problema real de saúde que os faça ganhar peso, querem perdê-lo. Por razões meramente estéticas. Também não me agrada que, quem não adopta um estilo de vida saudável se queixe da vida. Agrada-me ainda menos a inconsciência de quem prescreve sem prevenir. Todos temos o dever de conhecer o nosso corpo, saber o que nos prejudica e assumir as consequências das nossas opções.

Não acontece. Há milhares de pessoas que se estão a entupir de gordura, sal e açúcar de forma inconsciente. Que não sabem ler os rótulos, que desconhecem princípios básicos de nutrição, porque os mesmos se foram gradualmente perdendo, por força de uma sociedade cada vez mais apressada nas suas decisões, uma indústria cada vez mais poderosa e tentacular, responsável por muitas das doenças do mundo moderno.

Desenganem-se os que pensam que como e não engordo. Não é verdade. Engordo se comer o que me apetece. E, sim, apetecem-me muitas coisas que só fazem mal. Engordo se comer normalmente e não praticar exercício. Há uns quantos (eu sei porque já me disseram) que acham que eu não engordo. Ou que não como tudo o que aparece no Instagram. Não é verdade. Tal como tocarmos com as mãos no chão num alongamento começa num processo de interiorização mental, também o "não comer o que não devo" depende muito de uma certa força de vontade.

É vergonhoso o que a indústria alimentar tem feito ao longo das últimas décadas e o esquema no qual a maior parte de nós se deixou entrar, facilitando, até os maus hábitos se tornarem inconscientes. Uma mentira repetida até à exaustão torna-se verdade (Goebbels, propaganda alemã. Ring a bell?). Iludimo-nos quando escolhemos produtos light, sem açúcar, fat free e etc. Porque na verdade, miracles happen, mas não neste caso. Se retiramos um ingrediente, ou componente desse ingrediente, é necessário adicionar qualquer coisa para manter o sabor ou  a textura. E ninguém gosta muito de comer aquelas coisas que sabem a esferovite, pois não? 

Morangos biológicos da Quinta Brancos

Morangos biológicos da Quinta Brancos

Aditivos. Conservantes. Espessantes. Corantes. Aromatizantes. Intensificadores de sabor. Estabilizantes. Edulcorantes. Tudo coisas boas que vieram acrescentar-se ao sal e vinagre, conservantes naturais,  para aumentar o tempo de conservação, dar cor ou sabor aos alimentos. Se a conservação nos veio permitir a despensa recheada e o frigorífico cheio durante vários dias, aliviando a carga e o número de vezes que nos deslocamos ao supermercado, por outro lado, basta pensarmos no seguinte: quanto mais cozinhamos um alimento, mais este perde as suas qualidade nutricionais. Certo? Em comparação, quanto mais industrializado for um alimento, menor a sua qualidade nutricional. Com a agravante que alguns aditivos são tudo menos positivos para a nossa saúde. Complicado? Um pouco. Mas é simples escolher, sem perceber nada de conservantes e aditivos: quanto maior a lista destes ingredientes, pior. Quanto maior o prazo de validade, pior. Sigo esta regra há bastante tempo. Confesso que o período de adaptação entre a fase - não olho para o rótulo - e a outra - ler o rótulo em detalhe - provocou uma valente dor de cabeça. 

Primeiro porque me obrigou a perceber quais, dos ingredientes maus, eram os menos maus. Depois, porque implicou demoradas visitas ao supermercado, incursões solitárias para não depender dos humores de mais ninguém. Confesso que recebi uns quantos telefonemas para saber se teria acontecido alguma coisa. Afinal, ia ao supermercado com uma pequena lista. A resposta era sempre a mesma: "estou a ler rótulos". Do outro lado, um descansado "ok, até logo".

Ele procurou e compilou informação. Eu digeri a informação e fui ao supermercado. Se já era selectiva, passei a ser mais. O carrinho das compras, ao início, vinha quase vazio e a conta era maior. Um aspecto que considero vergonhoso e discriminatório: os melhores produtos em termos da sua qualidade nutricional são bastante mais caros. E não me refiro aos corredores macrobióticos, sem glúten ou vegetarianos. Refiro-me a qualquer corredor. Na comparação, os produtos "mais naturais" não vencem a batalha do preço. O que é um atentado à saúde pública.

Por isso, concentremo-nos no que é naturalmente natural e façamos mais viagens ao supermercado. Menos bolachas. Menos cereais daquelas marcas que todos conhecemos e que fazem anúncios que nos arregalam os olhos. Menos enlatados. Menos pré-preparados. Mais produtos integrais. Mais produtos que temos de temperar e cozinhar. Menos temperos prontos a usar. Mais folhas e especiarias em vaso. Mais fruta, da época e da que nasce aqui, em Portugal. Que só é mais cara e menos saborosa nas grandes superfícies. Na loja do bairro, no vendedor de rua ou nos mercados de fim de semana são BBB (boas, bonitas e baratas). Menos sal. Menos gordura vegetal hidrogenada. Menos óleo alimentar. Menos produtos refinados. Menos leite (ponto) UHT ou mais leite (vegetal). Mais frutos secos. Sem sal. Mais fruta feia e produtos que escapam à norma. Nós somos normalizados?...

Mais tempo e paciência para digerir isto tudo...

Sopa da Cafetaria do Museu de Marinha

Sopa da Cafetaria do Museu de Marinha

Tentar ser saudável, hoje, é um processo. Não acontece de um dia para o outro. Mas, quando entramos nesse caminho, não há retrocesso. Tudo o resto nos parece, simplesmente, estranho.

Neste artigo encontrei um conjunto de dicas interessantes. Muitas só servirão a quem já tem mais informação sobre o assunto, outras são uma certa apologia da skinny bitch culture.  

Gostei da sugestão da canela. Mas atenção. Não é por encher um pastel de nata com canela que este deixa de engordar....

16 truques para reduzir o apetite (e perder peso)

De facto, havendo saúde, cada um deverá orgulhar-se do seu corpo e das suas características, desprezando os estereótipos impostos durante décadas às mulheres. Para haver saúde há que mudar alguns hábitos. O resto, muitas vezes é consequência dessa mudança. Não havendo mudança e se não existem padrões (excepto para modelos) para a altura, porque raio havemos todas de ter os 90-60-90?.... 

#loveyourbody #healthychoices #bodyimagemovement

Abomináveis

No pain, no gain

No pain, no gain

São muitas as pessoas que me falam sobre abdominais. Que não gostam de fazer, mas que ainda gostam menos de os ter dilatados. Pois bem. No pain, no gain. Não há outra forma de o dizer. Ou trabalhamos os abdominais, ou deixamos a barriga seguir o seu destino. Que não é o da definição. Não se trata, naturalmente, de ter uma barriga lisa ou definida a ponto de se perceber cada músculo que compõe a zona abdominal. Trata-se apenas de... Não ter barriga, de acordo com aquilo que cada um entende por "ter barriga". Eu acho que tenho barriga. Quando o digo em voz alta oiço sempre os comentários do "eeeee, não tens nada" ou "estas doida?! Tens lá barriga". Tenho. Barriga todos temos. Estou a falar da barriga. Do "ter barriga". Que não tenho, mas que aparece marcada com um crop top ou que salta quando faço o primeiro abdominal. Isso é ter barriga. Barriguinha, vá. Depois há as outras "ter barriga" que implicam um vulto, pequeno, na roupa e a vontade de usar sempre t-shirts soltas no ginásio. E, depois, há as outras que, para além de abdominais, precisam de outros cuidados. Na boca, principalmente. 

Há truques. Um deles ensinou-me a minha mãe (que o terá seguido à risca porque nunca teve "barriga", pese embora tenha sempre lutado contra a balança), passando a palavra da minha avó, que nunca conheci: barriga apertada. Sempre. Isso: S E M P R E!

Foi quando experimentei Pilates que percebi. No Ballet a barriga apertada é equivalente ao pliê, ao an dehors ou an dedans. Sem barriga apertada não há equilíbrio. Sem equilíbrio, não há Ballet. Mas, no Pilates, a barriga assume o centro das atenções porque é o nosso core, ouvi várias vezes. E a barriga aperta como um cinto, que nos protege as costas, permitindo executar os mais diversos exercícios. Conhecem aquela sensação de dores nas costas quando saímos do supermercado com um saco cheio? C O R E.

Barriga apertada é o que vos falta, muitas vezes. Dores nos pés e nas pernas porque os rolamentos do carro das compras estão velhos e este insiste em ir para a esquerda quando queremos que ande a direito? Força na barriga, apertada como um cinto. Costas protegidas, mais fortes, pernas e pés sem dores. Resulta no dia-a-dia, mas mais diversas actividades e momentos. Quando se sentam à mesa, apertem a barriga como se tivessem levado um murro. Quando começarem a comer, não desmanchem. Em barriga apertada só cabe a quantidade necessária para nos satisfazer. E não precisamos de mais calorias do que aquelas que vamos gastar, pois não?...

Não será apenas com este truque que vão perder a barriga, caso seja um "tenho barriga". Mas certamente que será um começo. Em breve, outros truques e exemplos de abomináveis - desculpem-me - abdominais, para uma barriga lisa. 

#barrigalisatodooano #flattummy #abdominais

 

#parisfit

Afinal, há como comer e não engordar. Basta caminhar*. Paris é uma cidade para se andar a pé, para desfrutar as ruas, as quais (passeios à beira rio) ou os jardins, que são tanto ponto de passagem, como zonas de descanso e encontro entre amigos, para piqueniques, boire um verre ou deixar as crianças brincar. Os Parisienses amam a luz e não perdem uma oportunidade de se espalharem na relva, ao sol.

A relva é para usufruir, não apenas para ver, como por vezes acontece entre nós. As esplanadas, também são para aproveitar, não para terem cadeiras vazias. Estão sempre cheias de pessoas que aproveitam o sol para passar algum tempo. Porque tempo, é algo que aparentemente têm.

Sobre o #fitness desta semana, subir escadas. Subir ao primeiro piso da torre Eiffel é bom. Mas subir, a pé, ao segundo, é ainda melhor.

No primeiro piso encontramos uma área de repouso criada com madeiras recicladas. Sentar num baloiço, recostar num sofá de madeira marítima, à sombra, para recuperar. Depois, allez. Mais um piso para subir. E não custa nada. O percurso é sempre à sombra e ainda podemos fazer pequenas corridas porque a subida, pelas escadas, tem poucos turistas. Thank God!

O segundo piso é um local óptimo para pensar. Para estar. Longe do chão e a meio caminho do céu permite ver a vida de outras formas e cores. A seguir, sempre a descer em modo rápido. Training completed! Eiffel Tower, you've made my day!

* correr ajuda, fazer outro tipo de exercícios também mas, pelo menos, andar

#parisfit #toureiffelworkout #fitness

Correr cansa. Mesmo quando dizemos que não.

Gordas. Gordinhas. Pseudo magras. Falsas magras e as gordas mentais. As que têm problemas de saúde e a quem se aponta o dedo para pensar “que gorda”... Depois, há as que não encaixam em nenhuma categoria, porque são normais. Ou naturais.

Li um artigo sobre mulheres normais e fui confrontada com uma opinião que realçava a importância da mulher ser natural. Às vezes penso nisso e no esforço que muitas fazem(os) para nos mantermos naturais. O que é isso, de ser natural? O corpo muda à medida que a idade passa. O que é natural agora, vai deixar de ser dentro de uns anos. Qual o parâmetro? Para mim, o da saúde. Um corpo saudável não está envolto em gordura. Mas também não tem ossos à vista. Entretanto, conheci a Ana Paula. Percebi que a equação entre um corpo natural e um corpo rechonchudo, penalizado por problemas de saúde, não tem solução aparente. É verdade muitas acabam dominadas pelo “não tenho tempo”, “estou cansada”, “não gosto de ginásios” ou "sinto que olham para mim"...

Uma nota: não olham. Está tudo na nossa cabeça. E, se olham, nós também olhamos. So what?!

Depois, ouvimos estórias de pessoas que, realmente, têm muito pouco tempo. Ou têm problemas de saúde que implicam uma definição estratégica entre o que se pode ou não fazer. Ou que se dedicam de tal forma ao trabalho que sobra muito pouco tempo para o resto. É nessa altura que os argumentos cliché são engolidos à procura da solução para esta equação impossível.

Não acredito no impossível. Caminhar podemos (quase) todos. Dançar também. Não tonifica a zona abdominal, é um facto, mas podemos fazer essa caminhada sempre de barriga apertada. Tão encolhida que até dói. Não chega? Não. Mas ajuda. Sentar no sofá sabe tão bem, depois de um dia de trabalho. Sabe. E deitar no sofá? Ainda melhor. Deitar no sofá pode também transformar-se num momento de tonificação, se fingirmos que nos estamos a encostar às almofadas, ficando em suspensão. Custa, não é? Tonifica os malogrados abdominais. Continua a não ser suficiente. Pois. Roma e Pavia não se fizeram num dia, não é?

Eu sei que em alguns dias parece que corremos sem sair do lugar. 

Os quilos a mais não se transformam em quilos a menos. A gordura instalada parece ter-se instalado de vez. Nesses dias, corro. Corro até não poder mais. Para quem tem limitações, pois que caminhe. Até suar. E, para dias assim, música! Aqui ficam três listas para os dias em que só apetece gritar ao corpo e dizer-lhe: faz o que te digo, não faças o que eu faço!

#diet #fit #workout

Comer. Exercitar.

Ao circular nas redes encontrei duas coisas: uma que dizia que o seu fashion style era simples: as roupas que ainda servem. Mais abaixo, outra imagem. Dia Internacional sem Dieta. Achei que ambas faziam sentido e pensei exactamente nisto... Eu corro porque gosto de comer. É tão simples quanto isso. Também corro porque gosto, faço exercício porque me faz sentir bem, danço porque... nem sei explicar. Contudo, na essência, é isto. Exercitar para queimar...

#fit #eat #workout

#ImNoAngel #ChooseBeautiful

Angel or no angel, todas as mulheres são bonitas. Gordas. Magras. Grandes. Petites. Altas. Baixas. Loiras ou morenas. 
A beleza não depende de padrões definidos. É bastante mais subjectiva. Não é charme, estilo ou sensualidade. Beleza é o que somos e menos o que queremos parecer. É o prazer de ajudar desinteressadamente. O sorriso que oferecemos que nos é quase sempre devolvido. Quem sorri sente-se bem. As mulheres que se sentem bem são bonitas, mesmo que se sintam, apenas, average. A beleza não tem nada a ver com corpos magros. Naquele anúncio, não há gordas. Há mulheres grandes e voluptuosas. O que é diferente de ser gordo. A gordura mede-se. A saúde também. Não é linear que um corpo gordo seja hipertenso ou diabético e um magro ausente de tais indicadores. A genética e o metabolismo interferem na definição do corpo e da sua gordura e, apesar de estarem aqui uns perímetros abdominais perigosos, na maior parte dos casos estamos mesmo a falar de mamas grandes. Isso não é ser gorda... O Dailymail vestiu as mesmas peças a mulheres normais. A Curvy Kate provocou a Victoria Secret com corpos de todos os tipos. E a Dove, sem ter nada a ver com isto, lançou um novo vídeo que nos faz re-avaliar a nossa auto-percepção. Never average. Right?...

#ImNoAngel #ChooseBeautiful

jogging

Um dia, disseram-me: "hoje vamos correr". Eu pensei. Não, não vamos. Respondi, com um sorriso irónico: eu não corro. Não gosto. Gosta. Gosta sim, afirmaram, com o mesmo sorriso. Ainda não sei como é o que o meu PT me convenceu. Mas lembro-me de, no dia seguinte, sentir dores musculares em todo o corpo. Daquelas dores boas, de cansaço muscular. Descobri partes do corpo que não sabia existirem. E foi isso que me convenceu. Acho que ele sabia... E, assim, corri. Ainda corro, já sem a sua orientação. Só pelo prazer da corrida. Pela liberdade do tempo para mim, para ouvir música, olhar o mar e sentir que me posso ultrapassar a cada passada...

#jogging #running #Cascais

se...

... está sol, porque não tentar?

Có một partner tập luyện cùng như thế này cũng là một cách rất hữu ích để duy trì động lực tập đấy ;)Partner Workout....

Posted by NShape Fitness on Monday, 5 January 2015

#fitness #workout #beach

moms getting fit

Ser mãe não é sinónimo de barriga flácida, nádegas descaídas ou pernas bamboleantes. É mais difícil a manutenção da boa forma. Falta o tempo, a paciência e rebolar no sofá com eles por vezes é um exercício extenuante. Correr atrás, apanhar brinquedos e fazer a ginástica de que tanto se fala entre as nossas diferentes "vidas" não chega para o corpo se manter fit

Correr com o carrinho de bebé é uma moda que ainda não se instalou. O problema surge quando eles já não usam carrinho e não têm, ainda, pernas para nos acompanhar numa sessão de jogging. E há também uma fase em que não têm equilíbrio ou segurança suficiente para nos seguirem no trilho, de bicicleta. No entretanto, não podemos parar. Parar não é morrer, é engordar e amolecer. Não inventei nada, mas uma hora na praia, correndo e brincando, seguida de um conjunto de exercícios localizados pode fazer mais por nós do que imaginamos. 

Depois do aquecimento (jogar à apanhada durante 25 minutos), podemos passar aos exercícios de braços, pernas e abdominais. Garanto que eles gostam...

Várias séries de levantamentos de 20 quilos, para os peitorais, e outras tantas para os triceps. Ou seja, usar a criança como uma barra de peso e fazer levantamentos com os braços abertos, para trabalhar peito e biceps, seguidos de outros com os braços num ângulo de 90 graus e os cotovelos encostados ao tronco para trabalhar triceps. Repetir as séries com as pernas bem esticadas, num ângulo de 90 graus, glúteos junto à areia para trabalhar tudo e os abdominais.

Para pernas, glúteos e costas, usar os mesmos 20 quilos sobre as costas e aviar uns quantos agachamentos. Sempre com os abdominais contraídos, para ajudar ao esforço, treinar a barriguinha flácida e evitar lesões. Depois? Alongamos. Mas isso, fica para outro dia de sol. 

#kids #motherhood #fit

streching

Quem me conhece, sabe que sou viciada em desporto. Não evangelizo, não condeno quem não pratica. Só não me questionem relativamente à minha prática. Ao meu vício. Porque, em boa verdade, é um vício bom. Porque, simplesmente, melhora a nossa vida.

São clichés, mas são verdade: ajuda a viver mais e melhor, permite que sejamos independentes até mais tarde. Ninguém pensa nos dias em que voltamos a ser crianças e estar dependentes de outros... Além de que, apesar de gastar muita energia, por incrível que pareça, o exercício (e uma dieta equilibrada, naturalmente) dá-nos uma energia extra para as actividades do dia-a-dia, ao mesmo tempo que ainda nos divertimos.

Hoje comecei o dia assim, com exercícios de streching num estúdio de dança, pilates e ballet nas Amoreiras, o MSB Studio. Diverti-me, dei o meu melhor, ultrapassei os limites - agora que o nariz toca os joelhos, é sempre a descer até ao chão - comecei o dia de bem com a vida e cheia de energia!

#stretching #msbstudio #fit

sunday lazy sunday

Começo pelo disclaimer: não gosto de Domingos. Contra natura? Provavelmente. Mas não gosto. São dias estranhos. Passados na cama e perdidos para todo o sempre. Em arrumações, leituras e outras tarefas dentro de casa. Na rua, entre os restantes milhares que não talvez não possam sair nos outros dias da semana.

Assim é, no que toca, também, ao desporto. Actividade física.

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Corro por prazer. Por desporto? Na verdade, o meu verdadeiro desporto é outro mas, desde que comecei a correr, gosto de manter esta rotina de calçar os ténis, sair, escolher a playlist e, simplesmente, correr. É libertador. Como o urbanista começou no Dia Mundial da Liberdade, achei que este seria, também, um bom ponto de partida.

Correr à noite (ao fim do dia) é muito diferente de correr de manhã, e entenda-se o conceito de manhã, como uma manhã lenta e prolongada de Domingo que começa por volta das 11h00. Normalmente, corro ao fim do dia. No Verão, ao pôr do sol, quando já só há uma linha no horizonte. No Inverno, antes do jantar, quando o breu se instala e só correm os que não têm medo. Do frio. Um dos aspectos que me limita a corrida é o calor. A luz do sol impede-me de atingir o nível máximo. Isso irrita-me. Não sabia que este Domingo seria assim. Não imaginei que o dia acordasse com um sol tão brilhante e que, algures a meio da manhã já estivéssemos acima dos 15 graus. Ainda me irritam mais os corredores de Domingo. Têm muito em comum com os condutores de Domingo: são lentos, dispensam o bom senso e desconhecem as regras básicas de circulação (porque também existem umas regras tácitas de circulação entre corredores). Estão ali para arejar, aproveitando para manter a boa forma física. Bullshit. Acreditam mesmo que o coração vai funcionar melhor porque o esforçam uma vez por semana? Não, não é melhor do que nada, perante semanas sedentárias, alimentação descuidada e outros hábitos que um dia de corrida (ou caminhada rápida, em boa verdade) possam resolver.

Vejo demasiadas resoluções de ano novo de meia idade e um perímetro abdominal perigosamente acima da média. Outras, demasiado perfumadas para alguém que faz desporto regularmente. Também há os que olham quanto sentem a nossa aproximação, com um ar atemorizado sem saber se ficam onde estão, se devem desviar-se para a direita ou esquerda e, então, fazem aqueles movimentos de semi-oscilação corporal. Deixem-se estar quietos. Nós passamos de qualquer forma. Antes de decidirem o que fazer, já passámos. Depois, há os que têm equipamento novo. Tão novo e a condizer que, não sendo uma resolução de ano novo, são uma resolução qualquer. Ou uma resolução de outro ano qualquer. Há ainda os que me dão vontade de abrandar e explicar como se corre. Porque correr não é simplesmente largar em passo rápido. Há uma postura corporal que ajuda ao treino. Percebi isso sozinha, através das dores que sentia no corpo e do rendimento - maior ou menor - que conseguia obter. O corpo, como em qualquer actividade desportiva, não pode estar rígido. Os paus não correm.

Não sou especialista, mas há pormenores óbvios.

Os pés não estão para dentro, nem para fora. Devem estar direitos, apontando em frente. As pernas têm de estar relaxadas, os joelhos com uma flexão mínima, praticamente imperceptível, que vai ajudar ao impulso e a minimizar o impacto da passada. As ancas acompanham as pernas e o corpo. Se nos viramos, a anca acompanha. Não viramos só os ombros ou as pernas. E sim, podemos correr de costas. Mas não o fazemos. Convém ver para onde vamos. Os braços têm utilidade e devem estar mais ou menos a 90 graus, acompanhando a passada. Ajudam a impulsionar o corpo, marcam o ritmo, se preciso for. As mãos não estão fechadas. Nem esticadas. Ou caídas. Estão numa posição natural, na continuidade do braço. Os ombros estão relaxados, para baixo. Não se encolham, isso provoca dores. A coluna não está rígida e direita. Está ligeiramente inclinada para a frente. Novamente como nos joelhos, é quase imperceptível. É simplesmente para não provocar resistência na zona lombar, ajudar à suposta flexão das pernas e ao impacto da corrida. Finalmente, por estranho que pareça, mantenham os músculos das costas contraídos e os abdominais duros como um pau. São estes músculos que vos garantem uma boa postura, que o esforço se mantém constante e que não terminam a corrida quase deitados. E, para os que não notam, os glúteos ficam naturalmente contraídos. Sim, acontece quando se corre.

De todos aqueles com quem me cruzo e que não correm, embora façam que correm, apenas uma pequena percentagem dirá, um dia, que corre. Até lá, ocupam espaço nos trilhos e ensinam-me que, para correr a sério, tenho de sair ao fim do dia.

#lazy #jogging #run