chicaspoderosas

Se uma mulher incomoda muita gente...

@iurbanista

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Sabem aqueles eventos dos quais nos orgulhamos por ter estado, nos envergonhamos por não ter estado mais ainda e nos arrependemos de não ter ficado até ao fim? Esses.

@poderosaschicas

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A vida é feita de escolhas e nem sempre conseguimos escolher tudo, ou que queremos. Dizem que a vida acontece mas eu não acho que seja exactamente assim. Há coisas das quais não podemos fugir (mesmo que queiramos) e que se interpõem nesse processo de escolha, deixando-nos naquele limbo entre o que temos de fazer e o que queremos fazer. É nessa altura que nos sentimos presos ao "ter de" que nos impede de aprender mais, explorar mais, ser mais. Depois, há o resto. O que também queremos fazer e não é compatível com aquilo que, simultaneamente, também desejamos. Os diferentes contextos misturam-se. Os nossos papéis sociais não são ubíquos. Ganha quem pode mais. Nestas coisas do amor, a paixão desperta-nos os sentidos mas ganha sempre o amor. 

Para quem ainda não percebeu, queria ter estado nas #chicas e com as #chicaspoderosas do início ao fim. Não estive. Entre o trabalho - pago - e a família, ainda era preciso dar atenção ao trabalho que não sendo pago merece esse estatuto, respeito e responsabilidade. Em Cascais, o tempo pode até correr um pouco mais devagar, mas não o suficiente para o fazer parar e poder estar e não estar em simultâneo. Vivi o que restou destes dias à distância, comprovando o que senti enquanto lá estive: a imensa alegria da partilha, um grande espírito de entreajuda, o poder da união e uma capacidade de sonhar concretizada nos resultados alcançados. Um programa cheio de mulheres reais que fazem acontecer, muitas delas longe dos holofotes da vida mediática. Ainda bem que me chamaram para ser uma #chicapoderosa porque, de facto, juntas somos mais fortes!

@poderosaschicas

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5 regras sobre o poder...

A primeira vez que ouvi falar sobre o projecto não percebi bem o que seria. Ocorreu-me que poderia ser mais um evento, uma conferência, um encontro em que se fala muito, se procura transmitir conhecimento mas não se realiza grande coisa. Aceitei participar sem saber exactamente ao que ia. Quando confiamos no interlocutor, não pensamos muito no que vamos fazer. Estava doente e pouco preocupada com os dias seguintes. Percebi imediatamente que seria uma coisa que faria sentido para mim, dedicada ao empoderamento das mulheres. Vinha da América Latina e, por isso mesmo, chamado Chicas. Chicas Poderosas. Achei graça ao nome porque, em boa verdade, se perdermos essa força que temos quando somos miúdas, perdemos tudo.

Há uma linha muito ténue que separa o momento em que somos miúdas e passamos a ser mulheres. Falo por mim, sempre rodeada de profissionais, mais velhos e experientes, que por vezes deixam resvalar essa palavra "miúda". Simplesmente soa melhor para descrever mulheres impetuosas, determinadas, inteligentes, directas e frontais, auto-confiantes, integras e com sentido de humor. Mulheres Poderosas. Chicas, para ser mais simpático ou delicado.

Na verdade, estou apaixonada pelo conceito e a sua história. Já não tenho vinte anos e aburguesei-me. Acomodei-me ao que me foram oferecendo - que não tem sido pouco - e fui-me deixando ficar. Primeiro porque o mundo não estava, como agora, à distância de um clique. Depois porque me terá eventualmente faltado o clique para partir. Olhando para trás não posso arrepender-me. Contudo, se fosse hoje teria explorado o que o mundo tem para nos dar como fez Mariana, a fundadora das #ChicasPoderosas. A Mariana partiu para um programa Erasmus, tentou voltar mas precisava do espaço que o mundo nos dá. A sua experiência internacional deu-lhe certamente uma visão mais ampla e global do papel da mulher na sociedade e, sobretudo, nesta área que cruza a comunicação social com a tecnologia. Ainda é diferente conhecer o mundo pelos nossos olhos ou através da janela que a Internet abre para o mundo. Por isso, apaixonei-me pelas #ChicasPoderosas. Por vezes é preciso um momento assim, para nos "cair a ficha"...

Há muito tempo que informalmente empurro pessoas para fora da sua zona de conforto sem nunca ter pensado no que isso poderia significar para as suas vidas. Para o bem e para o mal, quando promovemos ideias podemos influenciar alguém. De facto, muito do que se aprende na escola não acontece na sala de aula. Muito do que pensamos ter transmitido aos nossos alunos não é, afinal, parte do programa que consta da unidade curricular. É um mentoring informal do qual qualquer professor se deveria orgulhar. Como certamente se orgulha Mariana Moura Santos, a portuguesa que criou um movimento que hoje é uma organização sem fins lucrativos e que se estreia em Portugal amanhã, num evento que junta diferentes pessoas - mulheres e homens - focados na ideia de que através da colaboração podemos chegar mais longe.

A verdade é que podemos mesmo!

Poderia estar maquilhada e estaria certamente (aparentemente) mais vistosa.

Poderia ter pintado as unhas de vermelho ou preto e as mãos ganhariam outro glamour.

Poderia ter usado um decote e teriam um (outro) motivo para olhar para mim.

Poderia tanta coisa.

A primeira regra sobre o poder é o poder da voz e da palavra. Não o da distracção. A segunda é a da escolha das palavras. A terceira a da sua articulação. A quarta a da utilização da voz. A quinta? Explico depois...

Não me transformei numa "o mais natural possível". Não abomino o poder da cor, não deixei de ser feminina e coquete. Mas preocupo-me menos porque menos, é mais. Porque vou falar sobre o poder da voz e a força da palavra, desvendar o que sei sobre essa arte de fazer rádio, de contar histórias ao ouvido dos outros, de usar todas as ferramentas que inventam para nós e digitalizar esta experiência a que chamam podcasts. Vou estar com outras #ChicasPoderosas que me inspiram, esperando inspirar alguém. Sem filtros ou retoques.

Raw. Organic.

Como é a rádio (o áudio?) que mais gosto de fazer ♡

Chicas? Girls. Mulheres. #ChicasPoderosas. Poderossímas ♡

https://www.facebook.com/chicaspoderosaspt/?fref=ts

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Nunca como agora o papel da mulher assumiu tamanha relevância social. Nunca, como agora, assumimos, cada uma para si, que somos, podemos, queremos. Que não devemos, a não ser que o consideremos. Que podemos chegar onde sempre nos disseram ser impossível, fazer o que nos esteve vedado anos a fio, ser o que sonhamos. Sempre tivemos esse poder. Faltava reconhecermos que o detínhamos. Agora, não só o reconhecemos como o usamos cada vez mais. E melhor. Como? De muitas formas mas também através desta comunidade global de mulheres (e homens) ligados aos media que se chama Chicas Poderosas, que procura mudar o papel das mulheres em áreas como o jornalismo, design, comunicação, investigação ou tecnologias da informação, trabalhando contra estereótipos sociais e culturais. Onde é que eu já ouvi isto?... Isso. A sociedade afirma estar preparada para a mudança, mas tem enormes dificuldades em implementá-la, razão pela qual organizações como esta e iniciativas como a da próxima semana são tão importantes.

A próxima semana é nossa. Das Chicas Poderosas, uma ideia da portuguesa Mariana Santos que criou esta rede em 2013, na América Latina, e que já inspirou mulheres em todo o mundo. Chega agora a Lisboa para inspirar e contribuir para que as mulheres tenham um papel mais relevante nos media e indústrias relacionadas. Eu vou lá estar e dar um workshop sobre podcasting e voz.

E vocês? São poderosas e poderosos, ou não?

#ChicasPoderosasPT

#tupodesassimtuqueiras

#MiúdaAMiúda

#girlpower