bookcast

Bookcast: muito mais do que um podcast de livros, uma descoberta sobre o valor da amizade

Esta semana voltamos aos livros. Poderíamos ter escolhido o óbvio e apresentar as nossas autoras preferidas mas, na verdade, eu acredito que isto de empoderamento feminino tem de acontecer todos os dias e que a discussão em torno do eterno feminino se deve fazer todos os dias, com medidas e acções que, efectivamente, tenham consequências positivas para os direitos, liberdades e garantias da mulher sem, contudo, desprezar as do homem.

d99c6c8c-c5ef-4cc4-96d1-cf0882a59977.JPG

Convidámos a Vera, que é mãe e momblogger (As Viagens dos V's), desafiámo-la a escolher livros para crianças e falámos sobre isso mesmo ao longo de várois minutos, partilhando experiências e ideias sobre os livros que escolhemos. Vocês não vão acreditar na excitação (minha e da Helena Magalhães!...) com a surpresa que a Vera nos trouxe: os livros da Anita (actual Martina...) e rir à gargalhada quando cantamos a "machadinha" (#priceless).

Quem mais adorava as histórias da Anita?!!

Para além da Anita incluímos, também, algumas escolhas pessoais na conversa e a Helena trouxe exemplos das suas recordações de infância. Este é mais do que um podcast de livros para crianças porque, depois disto, continuámos a conversar e a trocar ideias e, alguém que eu não conhecia, de quem nada sabia tem, afinal muito mais em comum comigo do que poderia imaginar. Esta é parte da magia dos podcasts: descobrir pessoas, criar relações e, sem querer, mudar um bocadinho o nosso mundo. Espero que ajude a mudar o vosso ♡

Os livros também falam de amor

Os livros contam histórias de amor e nestes episódios falamos do nosso amor pelos livros e as  histórias que os livros contam... Uma mistura que por vezes não sabemos exactamente onde começa ou acaba mas que se resume, de facto, à palavra amor. 

E é de amor que se fala esta semana no urbanista e no #BookCast, o podcast (muito divertido de fazer, por sinal) que partilho com a Helena Magalhães que é, também ela, escritora e autora de um romance que vos pode, muito bem, acompanhar no dia de hoje. É uma história sarcástica recheada de pequenas histórias que são assim-assim ficcionais e que relatam muito do que acontece nas nossas vidas amorosas...

Gravámos este episódio a pensar nos livros que contam histórias de amor e que, por alguma razão, nos apaixonam. Eu escolhi aqueles de que me lembro sempre que o tema são os livros da nossa vida. Falta aqui um autor, Eça de Queiróz, apenas porque já tínhamos falado sobre Os Maias e O Primo Basílio, os meus preferidos, num episódio anterior.

Podem recordar este episódio aqui.

IMG_0786.JPG

Escolhi livros que me marcaram ao longo do tempo e autores de que gosto muito, independentemente de tudo:

A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera, que li talvez demasiado cedo e que a gravação do podcast me fez ter vontade de  reler.

Pedro Paixão. Há por aí leitores de Pedro Paixão?

Lembro-me de ler os seus livros de uma assentada só, sublinhando, copiando frases para um caderno e sonhando com o que ficava por dizer. Sobretudo que ficava por dizer, na brevidade intensa das palavras de Pedro Paixão, esse autor tão complexo quanto singular, que continua a apetecer sempre reler.

 

 

BookCast: os livros da nossa adolescência

Dizem que são os melhores anos da nossa vida e, provavelmente, são. Vistos a esta distância são anos de inocência, ingenuidade e descoberta, muitas lágrimas de raiva e amor, a vida vivida numa intensidade que só a adolescência conhece. Tudo é muito e não há limites para o que sentimos, entre aquele fervor da infância - porque somos umas miúdas, na verdade - e a aparente sabedoria de quem nada sabe. São anos de aprendizagem dura porque ninguém ensina nada. Tudo o que nos dizem nos parece idiota e somos nós que sabemos. E os amigos que também sabem tudo. Naquela ânsia de nos sentirmos parte do grupo fazemos e dizemos os maiores disparates. Perante a ideia de que somos mais do que meros adolescentes fazemos escolhas que hoje nos parecem ridículas e sofremos por amor. Todos os dias. 

Não fui a adolescente popular mas também não era a croma lá da escola. Era assim uma mistura estranha entre alguém que tinha boas notas e respondia sempre com um ar blazé que não tinha estudado. Porque marrar não era nada cool e cada um safava-se como podia. Mas, depois, não andava com os mais fixes lá da escola. Era medianamente normal, excepto no 9º ano, em que fiquei numa turma com mais repetentes do que putos de 14 anos e fui a mascote daquele grupo de young rebels. Nos furos da aulas saíamos todos de mota para casa de um deles e ficávamos na garagem a ouvir música, a comer bolachas e a fazer cenas. Às vezes os casais desapareciam, até ao dia em que a mãe desse rapaz veio a casa a meio do dia e interrompeu a nossa rotina Hollywoodesca dos filmes de Domingo à tarde. Arranjámos, obviamente, outro poiso e, quando demos por isso, o grupo estava fragmentado entre os que queriam mesmo era beijar e os outros que queriam ser só amigos. Typical right?....

Não me lembro se lia mais do que ouvia música mas, em qualquer dos casos, passava muitas tardes a imaginar que a minha vida seria bem mais fixe se fosse uma daquelas miúdas que estava sempre rodeada de amigos à beira da piscina. Não sei onde estão, hoje, essas miúdas, mas sei que não me arrependo de tudo o que li ou ouvi e que partilho neste #bookcast com a Helena Magalhães.

 

BookCast: estamos de volta e com novidades!

Este é aquele podcast fofinho, feito com muito carinho e paixão. De um lado, a paixão pelos livros e a leitura, do outro, pelo áudio e a eterna magia da rádio. 

Gravámos novamente em casa da Helena, entre livros e gatos, com a #lovelyrita a acompanhar. Não poderia ter sido mais divertido. Pena não termos um behind the scenes porque se os bastidores da rádio são apenas ferramentas técnicas num espaço que parece um aquário, os nossos bastidores estão cheios de pormenores que vos fariam rir e destruiriam os segredos desta produção que me dá cada vez maior prazer. Eu e a Helena mal nos conhecíamos - mal nos conhecemos - mas já temos histórias para contar (um podcast para mostrar) e muitos livros para partilhar.

Desta vez o bookcast está recheado de novidades e eu não vos falo de livros técnicos ou de auto-ajuda! Nem yoga! Escolhi um diário e um ensaio. Acho que poderão gostar muito de ambos: Rita Ferro e o seu "só se morre uma vez", com uma das novidades do momento, "silêncio na era do ruído" de Erling Kagge que seguramente vos deixará curiosos!

Podem Os Maias e Retox fazer sentido na mesma frase? Podem!

Um dia gostava de passar um dia sem ter ideias. Parvas, loucas, boas ou más, a verdade é que todos os dias tenho ideias para fazer coisas novas e todos os dias me lembro de desafiar alguém para desenvolver alguma dessas ideias. É de fugir...

A Helena Magalhães não sabe isso (agora já sabe, shame on me) e respondeu que sim, que seria giro. E está a ser. É o segundo episódio de uma tentativa de juntar a maravilha dos livros à outra maravilha chamada podcast e à qual originalmente (ou não...) chamámos BOOKCAST... 

Sim, tão óbvio quando isso.  E, para nós, funciona porque somos mesmo só nós e os nossos livros preferidos, sem resumos à mistura...

Ironia das ironias, eu ia deitando tudo a perder quando satirizei aqueles que não leram Os Maias, optando pelos resumos Europa-América e a Helena achou que era verdade! Não! Eu li e amei de perdição (got it?!...) os autores portugueses durante o secundário! Tanto que, armada aos paparucos, fiz questão de ler uma passagem d’Os Maias neste episódio e ainda convenci outra pessoa a fazer o mesmo!

Ora escutem este novo episódio e percebam como duas mulheres tão diferentes até se conseguem entender no que toca a livros!

Obrigada Helena! 

Obrigada Gonçalo, pela leitura! 

Livros e mais livros. Para ler e para ouvir...

Conhecem a Lei do Eterno Retorno?

Acredito que tendemos a repetir as nossas vivências, como Nietzsche descreveu, num jogo de sentidos em que as diferentes faces da mesma realidade se alternam. A filosofia de Nietzsche é complexa. A minha ideia é bastante mais simples, porque acredito que repetimos, quase à exaustão, o que já conhecemos, fugindo deliberadamente da mudança, para nos queixarmos permanentemente, reclamando que nada muda. Mesmo quando muda. Sim, é confuso e esquisito mas, na verdade, o eterno retorno é apenas uma metáfora para outro comportamento muito mais simples, porque regressamos sempre onde fomos felizes.

Aprender a dizer “não” é uma arma potente que devemos usar para nos guiarmos em função do que é melhor para nós, o que nem sempre corresponde ao que os outros pensam. Quando conseguimos compreender isso, tudo se torna mais claro e, simultaneamente, a vida (o destino, as coincidências ou o universo a trabalhar a nosso favor… como preferirem...) encarrega-se de nos mostrar o caminho, oferecendo-nos mais do que nos interessa e menos do tal “supostamente ideal para nós”...

Tudo isto para dizer que no último ano e, especialmente nos últimos meses, coisas maravilhosas têm acontecido, têm entrado pessoas fantásticas na minha vida e regressado tantas outras que “a vida”, ou seja, trabalho e manias de incompatibilidades, foram afastando. Tanta conversa  para vos contar que estou muito feliz por ter voltado à rádio, para fazer companhia à Carla Rocha todas as Sextas-feiras, nas manhãs da Renascença, por estrear um novo podcast com a Helena Magalhães, ávida leitora e mulher de opinião, para falarmos exactamente sobre os livros que andamos a ler e, last but not least, por regressar à a uma equipa que sempre me fez feliz e junta a palavra rádio com a palavra rock. Se isto não é uma espécie de eterno retorno, não sei o que será!...

Como explicar o podcast que hoje estreamos as duas? Não se explica. Foi uma daquelas ideias à qual nem dei hipótese de amadurecer. Enviei-lhe uma mensagem. Ela aceitou. E gravámos. Na verdade não foi bem assim porque fiz uma piada parva com os resumos das Publicações Europa-América e ela pensou que eu estava a falar a sério... como assim eu não li Os Maias, Helena?... E poderia ter sido o fim de uma belíssima amizade. Mas não foi e já temos dois episódios de uma coisa nova à qual chamei bookcast, porque não me ocorreu um nome melhor para juntar livros e podcast e, nisto, a língua inglesa bate-nos aos pontos. Preparem-se, portanto, para coisas sobre as quais nunca tinha ouvido falar, como um lobisomem que afinal é bonito, não sem antes dar baile à Helena sobre a mãe do Harry Potter que agora assina Robert Galbraith. E não, não foi sobre a história do Cuco ou a fantasia de Hogwarts. Foi, obviamente, sobre coisas tão simples como a escolha deste pseudónimo, porque é essa a minha missão: o lado pragmático da vida. Enquanto a Helena vos enche de sonhos e histórias de amor, eu vou fazer-vos apaixonar por tudo aquilo que a vida tem para nos dar...

Fiquem por aí que o melhor ainda está para vir...