bodyloving

Correr serve para?

Pensar. Organizar. Queimar. Depurar. Refinar...

Também serve para fazer exercício físico e nos mantermos em forma.

Na verdade, correr tem muito de libertador e serve para tantas coisas... 

Só quem não corre, ou nunca correu, fica na dúvida em relação a esta afirmação. Correr é um acto altamente individual, mas não individualista, que serve, também, para sabermos estar sozinhos, para sermos capazes de gerir a nossa (suposta) solidão.

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Esta manhã, enquanto conduzia, ouvia o programa As Donas da Casa, na Antena 3. O entrevistado, João Gonçalves do Correr na Cidade (running blog), falava exactamente sobre a forma como organiza as suas ideias, tem novas ideias ou aproveita para resolver ideias aparentemente sem solução enquanto corre. Eu corro menos vezes, durante muito menos tempo (e quilómetros) do que ele e confirmo: as minhas melhores ideias tive-as a correr; libertei muita energia negativa a correr; mandei todos os que o mereciam àquela parte a correr (mas sem pressa, deliciando-me com subtil o prazer de o fazer); corri que nem louca para fugir dessa gente e das suas energias negativas; resolvi muitos bloqueios a correr, junto ao rio...

Por isso, havendo um problema, corram. Perante uma ideia que parece não se querer desenvolver, corram. Libertem as energias negativas e deixem-se invadir pelas positivas que o cansaço nos oferece. Porque o cansaço é apenas físico e nós somos capazes de o superar. Quando as pernas doem, continuem. Quando o suor parece impossível de aguentar, aguentem. Quando o coração vai sair pela boca, abrandem. Mas não párem. Nunca párem porque no fim da corrida está algo que ninguém nos tira: a satisfação pessoal.

E, muitas vezes, uma nova ideia. 

Corram.  

Bronze no escritório? Segredos sem mãos cor-de-laranja | making the fake than (at) work

Chegámos àquela época do ano em que um tom de pele demasiado claro é questionado. Parece-me que essas pessoas não se questionam quanto à opção de não querer bronzear ou outra, sem opção, que é de não conseguir bronzear. 

Actualmente oscilo entre as duas, depois de ter retirado três sinais nas costas e a consciência de que algumas rugas vieram para ficar. O sol é bom e eu gosto mas não me adianta deitar e esperar que a magia aconteça. Não há magia. A tez clara, os cabelos entre o castanho claro e o ruivo não deixam dúvidas, muito embora durante demasiado tempo eu tenha achado que conseguiria contrariar a minha natureza. Rodeada de morenas, aquelas que passam uma tarde na praia parecendo que estiveram 15 dias de férias, fui sempre a do branco leitoso que não vestia biquínis brancos por não fazerem contraste. Até ao dia em que me aceitei. Que passei a valorizar o meu tom de pele porque é este que tenho e não há tarde de sol que o possa mudar. Também há muitos anos tentava de tudo para parecer bronzeada sem ter de apanhar sol. Porque para a maior parte das pessoas com a pele clara e sensível, o sol queima. Aquela sensação de estarmos a fritar, sentados na areia da praia, é tudo menos agradável. Mesmo com protector 50. Mesmo nas horas boas. Mesmo em movimento ou à beira da água... Nessas tentativas conheci de tudo e tive a sorte de nunca acabar com as mãos cor-de-laranja, mas lembro-me de estragar roupa, do cheiro que oscilava entre o caramelo e sérum de vitamina C. Das pernas manchadas porque usava hidratante com cor, esquecendo-me de que teria de passar horas sem me vestir ou sentar no sofá... Um não acabar de disparates até acabar por perceber que não me interessam os olhares dos bronzeados que já circulam por aí. Vou usar os meus vestidos com as pernas brancas, anyway. Caso contrário visto-os quando? Em Outubro, depois de alguns meses a apanhar sol?...

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While in London I feel happy not to have that awakward attitude towards my pale skin. Have you been to the beach lately? You definetly need to get some sunbathing...  

These are common approaches to my non-existent glowing tan. Although a bit annoying, I've been able to move from a "I need to get a tan no matter what" to "I love to be fair skinned and I won't make a single effort to have a bronzed skin". 

Some years ago I was acting a bit crazy about it. I'm the palest among my girlfriends and I wanted to look like them: bronzed skin of well-holidayed young women who have got their act together. Even if all of them were spending an afternoon at the beach to look like it. Even if I'd stayed a whole month at the beach with a pretty lax attitude towards sun cream application, nothing would work. And I didn't had the time, neither the patience to do it. So I used all sorts of fake tan products with the most disappointing results. Fortunately never made that orange hands' mistake but still, fake tan always looked preposterous on me and all I ever wanted was that sunkissed glow that make us look healthier and happier... Yesterday I read this amazing review about Pre-Shower Tan (NDK SKN) which promises to work in ten minutes and continues to develop for the next six hours, meaning you can apply it, take 10 minutes to prepare dinner, shower and go to bed to look (almost) naturally tanned in the morning. A must try, definitely, specially if you spend your days inside with 30° on the outside...

#nomakeup means sem maquilhagem, ok?

Há duas coisas de que gosto no Verão: as sandálias e o tom dourado na pele para usar apenas hidratante no rosto.

Na verdade, há outras que também me agradam. No entanto, o frio não me assusta e ajuda-me a respirar. Só por isso gosto dos dias frios e secos. Com neve e aquele vento gelado que corta a pela. Adiante, que os dias estão bonitos... 

Gosto muito da Alicia. Oiço-a desde o primeiro disco e mesmo não sendo uma produção culturalmente elevada - seja lá o que isso for - é um R&B sedoso com uns toques de Pop sofisticada, um sentido Funk que quase não se nota e um espirito Soul que se pode confundir com qualquer outra coisa. Não se define porque é Alicia. É tudo isto e nada mais.

Não foi só agora que soltou a língua mas, desta vez, acertou: You nailed it girl.

Alicia fala sobre a perfeição e a pressão em torno da palavra. Do que nos impele para sermos perfeitas e o que nos pressiona para parecermos assim. Os padrões estão de tal forma definidos que se torna quase impossível contrariá-los, como se isso contrariasse, também, quem somos e o que parecemos. Ou o que desejamos parecer. Começa - e não acaba, explica Alicia - na escola, acompanha-nos e refina-se ao longo dos graus de ensino, como se estes correspondessem a degraus de exigência com a nossa aparência, vítimas do julgamento das outras raparigas que, supostamente, nos acompanham ao longo dessa escadaria rumo à eventual perfeição. Porque, como explica Alicia, o normal não é o tamanho normal e mal de quem não corresponde a esse tamanho. O plus size, ou o nosso XL, é o equivalente ao degredo social. Não vamos assobiar para o lado porque, efectivamente, é assim...

E o caminho continua, até àquele momento que pode nunca ter acontecido mas que nos assombraria a todas, tivéssemos nós paparazzi à espreita: ela é linda sem make up, canta o Agir porque sabe, como nós sabemos, que a ideia que nos vendem é a da mulher perfeita, com uma pele lisa e a tez ideal, olhos de gata e lábios carnudos. Alicia encontrou apoio na meditação, eu optei pelo I don't give a F*ck e, se estiver maquilhada, é porque me apetece, não porque vos apetece a vocês. Got it? Obrigada.

More about it at Lenny newsletter

 

 

Transverso o quê? Ignite your transverse...what?

São poucas as que o conhecem mas, quando isso acontece, nunca mais o largam. O transverso é aquele músculo muitas vezes ignorado, e outras tantas menosprezado, que aprendi a usar quando me dediquei ao Pilates. Depois, esqueci-me dele até a Mafalda, numa aula, ter chamado à atenção para esse músculo invisível que suporta a zona abdominal. O que é o mesmo que dizer que é o responsável por boa parte das "barriguinhas" que por aí andam.

Há muitos anos a mãe contou-me algo sobre a sua mãe que me ficou para sempre. Apesar da sua doença, a minha avó jamais se apresentaria desleixada e nunca deixou de andar com a barriga apertada. Por isso, manteve a elegância até ao fim. Herdei muito das minhas avós. A altivez de um lado e o aprumo do outro. Talvez por isso, mesmo quando me esqueço do transverso, não esqueço. Mesmo quando o quero ignorar porque simplesmente não me apetece o esforço, um olhar da Mafalda, numa qualquer aula faz-me perceber que é apenas isso que falta para lá chegar. Onde quer que seja. Normalmente, chegar e tocar o limite.

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Para usar o transverso não chega encolher a barriga. O transverso é um músculo profundo que, pare ser trabalhado - ou encolhido, se preferirem - obriga a recolher o ventre e apertar o períneo. Basicamente, lembrarmo-nos sempre daqueles instantes entre o estou aflita, não aguento mais e o outro, em que nos libertamos. Sabem do que estou a falar, não sabem?...

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Contrair o transverso tem vantagens para além da estética, porque a sua contracção mantém os órgãos arrumados e garante uma boa postura, obrigando a manter a coluna direita. O que significa que ganhamos verticalidade, traduzida naqueles milímetros que fazem a diferença entre parecemos aquilo que (não) somos ou termos um aspecto mais elegante. Descobri entretanto uma outra vantagem associada a este trabalho com o transverso, porque da sua contracção resulta uma melhoria do nosso humor. Ao estarmos conscientes do transverso estamos a agir sobre o centro de energia que se situa na zona do umbigo que produz serotonina. E a serotonina é o neurotransmissor que regula o nosso humor...

Não é à toa que, depois das aulas em que a Mafalda aplica o seu método e nos faz crescer aqueles milímetros a mais, saímos mais felizes. A responsabilidade, afinal, é do transverso!

Most of us don't think about it regularly and even among those aiming for the popular six-pack, the transverse abdominal muscle is often unconsidered. We know that our abdominal muscles allows us to perform many of our everyday tasks but how many of us take that in consideration while working for the desired beach-body?

The transverse is the basics. The fundamentals of every exercise and the one that hurt when we cough. Now you remember it, right?

I got introduced to transverse through Pilates and, again, I forgot about it until I reconnected through Mafalda's method, that makes us use it even if we never did. Or even if we don't care about it.

The transverse is more important than we think because when in contraction, it supports your internal organs, enhances muscular definition in our abs and prevents back pain while keeping an upright posture. Then, more elegant. Awesome, isn't it?

 The transverse acts as a muscular girdle around our waistline therefore, when contracted and exercised, makes us look thinner. Many times while exercising we are told to pay attention to our abs to protect our back. It´s true and the transverse has an important role in this. Along with all other core abs, it improves core strength and stability allowing us to really have a flat stomach. Guys included!

 

 

 

2 segredos para não contar calorias. How to make calorias don't count?

Simples:

1. Não saber quantas calorias tem aquele alimento - a ignorância é uma benção...

2. Não contar (ponto)...

Só resulta se estivermos mesmo empenhados em não querer saber. Porque se nos interessa aquilo que comemos, mesmo que as calorias não sejam relevantes, calorias em excesso significam, na maior parte das vezes, sal, gordura e açúcar a mais. Outras tantas, ainda se juntam conservantes e aditivos à equação, que passa a ser terrível do ponto de vista da qualidade do que comemos, independentemente da quantidade.

No entanto, se não transformarmos os "dias de festa" na regra dos nossos dias, podemos ter aqueles momentos em que apetece abusar. Hoje é esse dia: as calorias não contam e a dieta, aquela das restrições, criada para emagrecer, fica no papel...

Logo agora que tomei decisões drásticas em relação à alimentação... Um dia não são dias, não é o que dizemos sempre?...

#diainternacionalsemdieta

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Seriously?... 

Now that I was super committed to a low fat, no sugar, clean diet, calories don't count?! Is this me against the world? Is it?!

#caloriesdontcount #internationalnodietday 

Pessoas normais.... Normal people...

... não fazem dieta. Comem e arrependem-se. Não pensam nisso esperando que os erros alimentares também não pensem neles. Aprendem a comer e arrependem-se menos vezes. O que fazer para comer bem? Comer bem dá trabalho. Implica pesquisas. Escolhas. Perserverança para dizer aos que nos rodeiam que decidimos fazer outras escolhas. Paciência para lhes explicar que somos o que comemos. Que nos impingiram ideias fáceis, para refeições ainda mais simples, que nos complicam o sistema, que o nosso organismo não está preparado para receber químicos e alternativas ao que é natural mas que, simultaneamente não entramos numa espiral paleo. Estamos, simplesmente, mais conscientes do que devemos comer. Não estamos em dieta mas o açúcar adicionado não nos faz falta. E que o sal deve mesmo ser q.b., sabendo que o baste fica muito distante daquilo que sempre pensamos que bastaria. Não nos tornamos vegetarianos mas precisamos muito dos vegetais para uma alimentação equilibrada, da mesma forma que a carne vermelha serve mais para entupir do que para alimentar. Por incrível que pareça à maioria, um bife de vaca do tamanho da palma da nossa mão, basta-nos uma vez por mês. Exacto. Uma vez. 

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Normal people don't diet. Normal people eat (a lot) and regret (also a lot). Normal people don't think about eating, hoping that every food mistake won't find them. Others learn to eat and regret fewer times. It's a worldwide trend with raw, organic, veggie and seeds getting popular. It's hard work but it is important to learn what do to, how to embrace a healthy lifestyle with healthy choices and healthy food.

Healthy food usually means research. Comparisons. Choices. Tenacity to explain the world that we made a commitment for life. Patience to explain to them that we are what we eat and our food choices have real consequences. Capacity to educate them against the easiness that we were told for decades with supposed to be quick and easy meals, which make our digestions a mess, clog our bodies and fill us with chemicals and artificial flavors. No need for paleo spiral but definitely we need to become conscious of what we are eating. We're not on a diet but too much sugar is not necessary. Salt? Always less than expected being the expected very far from what we are used to. We are not vegans but we sure need vegetables for a balanced diet. Red meat? Of course, once monthly palm-sized. For real.

 

 

 

Curly

Os cabelos encaracolados podem ser um problema. Podem. Os lisos também.

Os caracóis acordam, muitas vezes, rebeldes.  Aparentemente no ar, impossíveis de domar. Somos nós que os vemos assim.

Na maior parte das vezes o cabelo está apenas a precisar de uns toques com as mãos e um produto adequado para lhe dar aquele ar sexy de bed looks

É certo que poderão existir uns quantos verdadeiramente indomáveis que fazem ninhos de rato quando dormimos e, de manhã, quando acordamos, parece que o rato se enrolou em todos os fios de cabelo. Difícil. Não pensem que não sei do que falo porque sei. Nunca vivi tal experiência mas, ao meu lado, diariamente, a luta para manter praticamente liso um cabelo que não é liso. Dar-lhe um toque com o secador e a escova para simular as ondas que resultam de uma hora no cabeleireiro. A fuga da humidade para que o cabelo não encolhesse. Ou, em boa verdade, voltasse à sua forma natural. Não pensem, também, que um cabelo liso é melhor do que os caracóis. Não é. Não tem volume e, se tiver um remoinho, acordamos sempre com uma divisão no cabelo impossível de gerir com uma escova. Deitar com um cabelo fantástico e acordar com ele colado à cabeça como se o tivéssemos envolvido num saco de plástico. Na maior parte das vezes tem uma aparentemente vantagem: podemos acordar e sair sem usar pente ou escova. Tão liso, não se nota. Mas também podemos descer as escadas a ajeitar os caracóis e sair com um ar vitorioso, o statement da powerful woman que pode dar um cabelo encaracolado. Não fosse a mensagem que durante anos a indústria da moda enviou, perpetuada pela comunicação social, e todos olharíamos para os caracóis de uma forma muito diferente.

Dana Oliver : Executive Fashion And Beauty Editor, The Huffington Post

Dana Oliver: Executive Fashion And Beauty Editor, The Huffington Post

I'm (not) a Barbie girl....

A Barbie nunca foi perfeita. Ou bonita. E a Barbie nunca foi, simplesmente, uma boneca. É uma representação e, como representação simbólica que é, assume-se como um ícone cultural de um certo pós-guerra capitalista e conservador.

Gosto de uma frase que já ouvi e li por aí, cujo autor desconheço, que afirma que passamos 10 anos da nossa vida a brincar com Barbies e outros 20 a querer ser como ela. Talvez por não ter brincado com Barbies, ainda que tenham sido um sucesso entre as meninas da minha idade, nunca me ocorreu que aquele fosse um exemplo de perfeição. Sempre a achei inexpressiva e com um corpo esquisito. Tinha uma Tucha de longos cabelos castanhos escuros a quem determinei um Bob para o resto da vida e uma Nancy desarticulada a quem poderia cair a cabeça, um braço ou uma perna num movimento mais radical. Na verdade, a Nancy era uma boneca articulada, que podia sentar, dobrar os braços e virar a cabeça. Mas os tempos não eram os da nanotecnologia. Era, por isso, uma Nancy desarticulada. Comprada em Badajoz. Cortei, muitas vezes, o cabelo aos Nenucos que se amontoavam aos pés da cama e a quem teimava em tapar, cuidadosamente, todas as noites antes de adormecer. Mas entendiavam-me porque não cabiam nas minhas casas de Lego nem os podia sentar nos carros que construía para circularem nas cidades de blocos coloridos.

A Barbie precisava reinventar-se como a Lego o fez há um par de anos. O mundo mudou, as crianças são diferentes e nós acompanhamos (ou tentamos) essa mudança. Uma boneca que representa a superficialidade da mulher, a sua objectificação, uma imagem corporal distorcida e sexualizada - ninguém tem aquela cintura - não consegue impor-se num contexto em que se criticam esses padrões e em que os padrões, em si, se alteram.

Mudamos devagar e nesse processo emergem movimentos que nos tornam mais conscientes dessa mudança, deitando por terra conceitos e preconceitos que nos tentaram definir como Mulheres. Já era tempo de a Barbie ser mais do aquilo que é. De ver o mundo a cores e diferentes dimensões. Se imita a mulher pois que tenha diferentes formas. Se reproduz o nosso make believe, que o faça como o believe realmente é. Se quer ser, de facto, uma representação social, pois que seja como a sociedade é: heterogenea e real. Só assim poderão ser estética e socialmente interessante. Talvez relevante.

Coisas que fazem pensar

... e não são os faqueiros. Ou as pensões vitalícias, embora seja uma renda vitalícia.

Vá.. quase vitalícia. 

E não são "aqueles dias do mês", não é "o chico", não são "dias chatos do mês" nem tem nada a ver com o "benfica jogar em casa". Chama-se menstruação feminina e acontece uma vez por mês. Ao que parece, há por aí quem pense que a higiene, para estes dias, é um luxo. Ora vejam., porque até Obama himself ficou surpreendido.

"President Obama had no idea that 40 U.S. states impose a tax on feminine hygiene products. Because, you know, they are 'luxury goods'.” Na revista Time, a citação está completa, pois Obama afirma que “I suspect it’s because men were making the laws when those taxes were passed.”

Aproveitou para levar a questão para o sistema de saúde nos Estados Unidos, afirmando que ‘The basic idea is that women should not be at a disadvantage in the health care system and this is just one more example of it, which I confess I was not aware of until you brought it to my attention.”

Quem serão os iluminados que decidem os impostos?

Em Portugal, tampões pagam IVA. A taxa mais baixa de 6%. Mas Barak Obama ser encostado à box por causa de tampões... É qualquer coisa! Ganha a casa que, neste domínio, está um passo à frente de vários países.

 

Poderosas

Gorda não pode isto. Gorda não pode aquilo. Gorda é gorda. Na verdade, as magras têm outras limitações. As assim-assim também. As boazonas. As de cabelo encaracolado. As de cabelo liso. As grandes. As petites. Querem mais?...

No ginásio, algumas "normal size" suam que nem porcas e não atingem metade da performance.

Se uma gorda incomoda muita gente? Não acho.

Acho mesmo que só incomodam as que se julgam as "donas do pedaço". Essas sim, incomodam. E não é pouco.

Venham as gordas todas. Simpáticas, de preferência. E sem complexos porque quando toca a praticar, estamos lá para isso, não para tirar medidas (I guess....).

http://adsoftheworld.com/media/tv/penningtons_yoga

Misturas

Não sou fã de misturas. Mesmo num cocktail, prefiro algo simples, fiel ao espírito da bebida de base. No desporto e, especialmente no exercício físico, mais ainda. Aquela ideia peregrina de misturar yoga com tai-chi, enquanto se alonga é isso mesmo: peregrina. Só serve a quem não conhece bem cada uma das práticas. Porque a mistura adapta, adulterando. Simplificando. Yoga é uma prática na qual nos podemos inspirar para exercitar o corpo. Mas duvido sempre de adaptações livres da prática de yoga. São, muitas vezes, ganchos para chamar a atenção e não a essência. Porque yoga, mesmo, é difícil. Exige uma mentalização para a prática. Que não se limita a posturas giras para o Instagram. Sobre tai-chi não me pronuncio. Mas sei que não é apenas aquele movimento de braços e mãos que mostram nos filmes. 

Quando misturam ballet com fitness... Posso falar. Trabalho na barra ou simplesmente a barra, no chão? Também. E fitness? Falta-me a teoria. Sobra a prática... Agrada-me a massificação do exercício físico. Se for por via do fitness, tanto melhor. Pois que se mexam. Criem-se ginásios e academias para o efeito. Da mesma forma que as artes marciais já serviram para criar modalidades de fitness, o boxe inspirou aulas que prometem matar calorias em barda, chegou a vez de dar uma nova popularidade ao ballet e trabalho associado. Não me choca. Nem surpreende. Porque, de facto, o corpo de uma bailarina, numa mulher normal, é invejável. Bonito de se ver. Uma bailarina profissional poderá estar demasiado seca e musculada por força do rigor que o ballet exige. Mas uma mulher que pratique e tenha alguns cuidados com a alimentação poderá ter um corpo muito bonito. Porque há uma diferença simples entre a maior parte das actividades de fitness e o ballet. Onde o fitness insiste para crescer, o ballet insiste para alongar. O que se traduz num conjunto de músculos mais definidos em extensão e menos em volume. Olhamos e vemos pernas definidas. Não vemos pernas musculadas. Ou musculadas q.b. Braços e ombros totalmente definidos, mas sem volume. E uma flexibilidade acima da média. Que dá muito jeito para as actividades quotidianas e mais ainda para outras. Deixo-vos imaginar. Ou praticar, para saberem de que falo.

Já aqui falei vezes suficientes sobre o tema para saberem qua boa parte da minha vida é isto. Já experimentei de tudo. Conheço a maior parte dos ginásios e cadeias de ginásios. Estou atenta à oferta e à comunicação de cada um deles. Não defendo uma lógica de bairro, menos ainda a das grandes cadeias. Gosto da especialização, de um acompanhamento que percebe as minhas necessidades, está atento aos meus objectivos e me faz superar todos os dias. Também já vos mostrei alguns locais e projectos que acarinho. E nunca desprezei qualquer operador neste mercado, que é o do desporto e do fitness. Mas há misturas de que não gosto (s.barre no VivaFit). Que não entendo. Talvez porque se as quisermos desenvolver com seriedade e a um nível avançado, sejam esquisitas. E se todos os dias ando entre barra (bar method), chão (barra de chão), pilates e aulas de alongamentos que nos ensinam a respirar e a adoptar as posturas correctas (breathing and core) , bem como técnicas de dança para dançar cada vez melhor, não sei como se mistura tudo isto numa aula só. Ainda por cima, nem é original. E já existe entre nós. O MSB studio já o faz há 2 anos. Mas, se é um sucesso nos EUA e no Brasil, quem sou eu para questionar. Gostamos mesmo é do que vem de fora, não é? E, afinal, sempre ouvi dizer que o desporto é para todos.... Vão. Que eu fico no MSBStudio, e visito a Jazzy, o O2, o Fitness&Friends ou vou à praia, com a equipa da FhitUnit.

Bar Method no MSBStudio 

braless

Brooke Cagle  

Brooke Cagle 

Parece tudo menos aquilo que realmente é: isso. Esse reduto da liberdade feminina. Esse prazer único que, só quem as tem, sabe o que significa. Sem sutiã. Sem aros. Almofadas. Algodões. Sintéticos. Presilhas. Alças. Só pele e roupa em cima. Liberdade total. Mesmo que abanem. Mesmo que tal signifique algum desconforto, não há prazer maior do que aquele movimento tão nosso, de despir as mangas da camisola, colocar uma mão atrás das costas, voltar a vestir as mangas e, com a outra mão, puxar o sutiã que sai pela lateral da camisola como se fosse um intruso. Segue-se um suspiro em silêncio ou aquele movimento que também só nós sabemos fazer: ajeitar o sutiã. Na sua ausência, celebrar o momento de libertação, movendo ombros e omoplatas de forma muita rápida e em sincronia, como se estivéssemos a dançar.

Não é, mas o sutiã pode ser entendido como uma grilheta e a sua ausência a libertação final da mulher. Quantas vezes olhamos para um homem adivinhando-lhe os mamilos? Outras tantas pensando, em surdina, que bem precisaria de um sutiã. E nada acontece. Nem ouvem comentários lascivos nem estão a pôr-se "a jeito". Para quem não sabe ou prefere ignorar, o corpo é, todo ele, uma zona erógena. Os mamilos masculinos também.

Não foi à toa que (supostamente) as mulheres queimaram sutiãs. A luta das mulheres pelos seus direitos é longa e agudizou-se por altura da Segunda Guerra Mundial quando foram chamadas a substituir os homens, transformando a luta pela liberdade numa bandeira que ainda hoje, embora de forma mais discreta, persiste. O icónico momento em que decidiram queimar sutiãs foi mais simbólico do que pirómano, quando em 1968 as activistas do Women's Liberation Movement nos Estados Unidos sairam à rua para expor a opressão contra as mulheres, bem como a exploração da beleza feminina. Cansadas das conotações que lhes estavam (estão?) associadas, decidiram que era tempo de mostrar que poderiam ser mais do que donas de casa e mães de família, da mesma forma que toda a parafernália que destaca a beleza feminina (sutiãs, saltos altos, cintas, rolos de cabelo, pinças e afins) foi deitada à rua para deitar por terra os estereótipos. Não chegou, e hoje, continuamos a depender de uma série de artimanhas para realçar a (natural) beleza feminina. 

Muitas não queimaram sutiã nenhum, mas decidiram sair à sua sem sutiã o que, para a altura, terá sido mais do que uma acção simbólica para apoiar este movimento pelos direitos das mulheres. Terá sido uma provocação como ainda hoje é tantas vezes considerada. Uma mulher sem sutiã está a provocar, está a dar nas vistas, foge à normalidade que é tapar as maminhas. Muito embora às vezes apeteça mesmo sentir a liberdade de não ter nada que as segure. Mesmo que estejam tapadas. E o Inverno, lembra a Mashable, tem essa vantagem: as sobreposições escondem o que muitos consideram semi-obsceno e que é, simplesmente, o corpo da mulher.

 

Método. Moderno. Com resultados à antiga...

Compreendo quem não acorda cedo para sair de casa e fazer desporto. Mas não tenho dúvidas quanto ao impacto que estes dois actos, profundamente relacionados, têm no nosso dia-a-dia.

É um sacrifício sair da cama num dia frio e cinzento.  É... Tão grande que não serão poucos os que saltam diversas etapas na manhã por mais cinco minutos debaixo dos lençóis. Que se atrasam por aqueles cinco minutos. Que, durante meses, abdicam de um começo de dia com exercício. Depois, correm para compensar a inércia...  

Uma manhã que começa com movimento é melhor. Saltar da cama, abrir a gaveta da roupa de desporto, alinhar as peças em função do exercício, garantir a proteína e hidratos para melhorar os resultados,  caminhar até ao MSBStudio para uma hora na barra. O método não falha.

Não é ginástica. Para isso não faltam ginásios apetrechados. Não é cross fit que também já há de sobra. Nem um grupo de fitness, treino funcional, um clube de corrida ou uma escola de dança. Para qualquer uma das últimas hipóteses não faltam opções. Algumas dignas de (muito) respeito e das quais gosto muito. Tudo, em dias, e momentos diferentes. No entanto, uma opção que nos ensine mais sobre movimento e postura, que através desse trabalho vá criando uma maior consciência do nosso corpo e das suas características, ao mesmo tempo que ficamos com um corpo (mais) feminino, definido e tonificado, maior flexibilidade e força? Não tenho dúvidas de o ter encontrado com o método da Mafalda que, finalmente, decidiu assumi-lo em pleno quando reformulou o plano de aulas do MSBStudio, consolidando-o como um daqueles locais modernos com trabalho e resultados à moda antiga...

Aqui, não há ginástica. Embora o esforço seja igual. O empenho é equivalente e os resultados, melhores. Há técnica, que se aprende e re-aprende diariamente. Há conceitos explorados à exaustão e entusiasmo que, apenas quem está, entende. Há dor, daquela que gostamos de sentir, dos músculos a esticarem, a alongarem, a darem sempre um pouco mais. A barriga que queima, os gémeos que gritam, os braços que inexplicavelmente aguentam mais uns segundos. As costas ganham uma definição digna de revista, sem músculos a sobressair, mas tonificados como nunca antes estiveram. Os pés ganham milímetros sempre que se esticam, o pescoço cresce. As mãos, os dedos e cada pormenor das suas extremidades ganham outra beleza. Porque é de beleza que se trata. Como já uma vez afirmei, o treino da Mafalda é mais artístico do que qualquer outra coisa. E a arte, por definição, é bela.

Sugar rush

Tenho comido muito. E bem. Sabores intensos, misturas improváveis e o eterno cheiro do mar. Carne que de derrete temperada com alho e limão. Muito alho. E muito limão. Pão que parece bolo sem se afastar do sabor mais tradicional do pão cozido a lenha, com manteiga a derreter. Manteiga e alho, numa combinação única, impossível de reproduzir. Bolo do caco. Bolo levedo, um pão redondo que combina farinha, açúcar, ovos, manteiga, leite, fermento e sal e que, tal como o bolo do caco, se tornou trendy. O bolo do caco, feito com farinha, batata doce, fermento, água e sal é ainda mais conhecido, embora ambos sejam uma moda importada dos Açores e da Madeira para os hamburguers, pregos e sandes do continente. 

Poderia - talvez devesse - continuar a escrever sobre os arquipélagos e a sua gastronomia. Mas vou (quase) mudar o tema. Quando me cruzei com esta entrevista de Jamie Oliver Paris estava demasiado presente. Talvez mesmo urgente. Sentada numa qualquer cadeira de um qualquer aeroporto, esperava um vôo que deveria ter ido para Paris e acabou num outro destino. Mas isso, vocês já sabem |ler|. Hoje, quando retomei o tema da alimentação, poderia ignorar e avançar em direcção à comida e ao açúcar. Afinal, Dezembro é todo ele tempo de frio e comida que nos aquece a alma. Com muita farinha e açúcar. Mas não devemos retroceder e ignorar que este estado de alerta e emergência que não é mais do que um atentado ao nosso modo de vida, uma tentativa de nos subjugar ao medo, paralisando-nos.

Também poderia - talvez devesse - continuar a escrever sobre tudo o que nos afasta da humanidade, tudo o que atenta contra aquilo que no fundo somos. Seremos? Não deixo de reflectir sobre isto. Há muito que a sociedade se tornou egoísta a ponto de se preocupar mais consigo do que os outros sem, contudo, perder de vista o rumo, unindo-se por causas como esta. O problema, parece-me é existirem causas demais por termos criado demasiados problemas, fruto da ganância e incapacidade para antecipar as consequências das nossas acções. Temos um passado de luta pela sobrevivência e não perdemos todos os resquícios desse tempo em que dependíamos da força e tenacidade para sobreviver. Em defesa da liberdade ou simplesmente no que à alimentação diz respeito.

Contava o Oliver que tinha feito 40 anos, este ano. Eu também. Foi mais uma razão para ler esta entrevista. Tal como o Jamie, tenho vivido um período fascinante. E porque os 40 são o tal número redondo de que também Jamie Oliver fala, olhei para trás e projetei-me para a frente, porque não sou de ficar parada no presente. Ou em qualquer outro tempo. Dizia ele que tinha começado a escrever um livro, quando o meu estava já na editora para revisão. Acrescentava que tinha percebido que as vidas mais longas e mais felizes nada tinham a ver com "o que a cultura ocidental nos faz pensar que precisamos". Pois...

Há 40 anos não tínhamos nos supermercados 20 metros de cada lado de prateleiras cheias de cereais merdosos. Tínhamos uma série de pequenos-almoços simples que eram bastante equilibrados. Isso mudou.
— Jamie Oliver

Adiantei-me ao Jamie e fiz isto (pensar sobre) antes de celebrar os 40 para os começar já com a perspectiva de que me estaria a ser dada uma segunda oportunidade. De viver e pensar. Vivemos os 20 muito intensamente e os 30 na urgência de afastar os 40. Quando estes se aproximam, ou os ignoramos, como fomos ignorando quase tudo até aí, ou paramos para pensar no que andamos por aqui a fazer. Fiz isso, sem aquela subserviência ao nosso propósito de vida ou qualquer outra tendência de transcendência, esoterismo ou excentricidade. Com o pragmatismo que me caracteriza sentei-me e pensei. Caminhei e pensei. Viajei e pensei. Corri e pensei. Dancei e (tentei) pensar. Fiz tudo o que sempre fiz, mas reflecti. Separei o trigo do joio. Tornei-me mais exigente, tolerante e, no entanto, intolerante comigo e os outros. Sobretudo com a minha opinião sobre as coisas e as pessoas, perdendo em influência o que ganhei em auto-consciência. Quando sabemos o que gostamos e o que queremos, sabemos melhor o que rejeitar ou aceitar. Se estivermos bem com a nossa consciência, tudo nos parece mais simples, consequente. Coerente. 

Os hidratos de carbono não são maus, o problema é que a maior parte das pessoas não percebe que uma lata de Coca-Cola é um hidrato de carbono. Não percebem que as bebidas açucaradas são hidratos de carbono, e a maior fonte de hidratos de carbono na nossa dieta vem dos refrigerantes. Pensam que é da massa e do pão
— Jamie Oliver

Há muito que embarquei na jornada das #healthychoices porque estas me permitem alguns #guiltypleasures. Não sou, nem conseguirei ser, obsessiva em relação à alimentação (ou ao que quer que seja) mas há coisas que simplesmente... Não. Já não. Independente do que os que me rodeiam possam dizer ou pensar. Coerência. Informação. Acção. Como o Jamie.