body

#happygirls #prettygirls

Sou pessoa de causas. Normalmente não as exponho mas, agora que também faço parte deste movimento que encoraja as mulheres as aceitarem-se como são, a falarem sobre si, bem como das outras, de uma forma positiva e, principalmente, a colocarem a saúde antes de padrões irreais de beleza, sim, quero falar sobre isso. O mais possível.

ADN é um novo formato em vídeo, criado pelo Observador, sobre questões

"da actualidade que interessam a quem se interessa"  ✔️

"pelo mundo global" ✔️  

"tem um olhar crítico sobre o que pode ser melhor" ✔️

Para falar sem preconceitos. Porque o que não falta, são mesmo, preconceitos. Quanto ao corpo da mulher, nem vamos começar... Tudo a ver, portanto, com o Urbanista e o #bodyimagemovement, o tema central deste próximo ADN.

Adorei a entrevista, o ambiente intimista do estúdio. Principalmente a Catarina Marques Rodrigues, que conduziu a conversa em torno do que é o #bim, e do que poderia ser o mundo, se as pessoas se preocupassem menos em apontar o dedo às outras e se as mulheres aprendessem a gostar mais de si próprias... 

Abomináveis

No pain, no gain

No pain, no gain

São muitas as pessoas que me falam sobre abdominais. Que não gostam de fazer, mas que ainda gostam menos de os ter dilatados. Pois bem. No pain, no gain. Não há outra forma de o dizer. Ou trabalhamos os abdominais, ou deixamos a barriga seguir o seu destino. Que não é o da definição. Não se trata, naturalmente, de ter uma barriga lisa ou definida a ponto de se perceber cada músculo que compõe a zona abdominal. Trata-se apenas de... Não ter barriga, de acordo com aquilo que cada um entende por "ter barriga". Eu acho que tenho barriga. Quando o digo em voz alta oiço sempre os comentários do "eeeee, não tens nada" ou "estas doida?! Tens lá barriga". Tenho. Barriga todos temos. Estou a falar da barriga. Do "ter barriga". Que não tenho, mas que aparece marcada com um crop top ou que salta quando faço o primeiro abdominal. Isso é ter barriga. Barriguinha, vá. Depois há as outras "ter barriga" que implicam um vulto, pequeno, na roupa e a vontade de usar sempre t-shirts soltas no ginásio. E, depois, há as outras que, para além de abdominais, precisam de outros cuidados. Na boca, principalmente. 

Há truques. Um deles ensinou-me a minha mãe (que o terá seguido à risca porque nunca teve "barriga", pese embora tenha sempre lutado contra a balança), passando a palavra da minha avó, que nunca conheci: barriga apertada. Sempre. Isso: S E M P R E!

Foi quando experimentei Pilates que percebi. No Ballet a barriga apertada é equivalente ao pliê, ao an dehors ou an dedans. Sem barriga apertada não há equilíbrio. Sem equilíbrio, não há Ballet. Mas, no Pilates, a barriga assume o centro das atenções porque é o nosso core, ouvi várias vezes. E a barriga aperta como um cinto, que nos protege as costas, permitindo executar os mais diversos exercícios. Conhecem aquela sensação de dores nas costas quando saímos do supermercado com um saco cheio? C O R E.

Barriga apertada é o que vos falta, muitas vezes. Dores nos pés e nas pernas porque os rolamentos do carro das compras estão velhos e este insiste em ir para a esquerda quando queremos que ande a direito? Força na barriga, apertada como um cinto. Costas protegidas, mais fortes, pernas e pés sem dores. Resulta no dia-a-dia, mas mais diversas actividades e momentos. Quando se sentam à mesa, apertem a barriga como se tivessem levado um murro. Quando começarem a comer, não desmanchem. Em barriga apertada só cabe a quantidade necessária para nos satisfazer. E não precisamos de mais calorias do que aquelas que vamos gastar, pois não?...

Não será apenas com este truque que vão perder a barriga, caso seja um "tenho barriga". Mas certamente que será um começo. Em breve, outros truques e exemplos de abomináveis - desculpem-me - abdominais, para uma barriga lisa. 

#barrigalisatodooano #flattummy #abdominais

 

#beachbody? Dream on...

Há coisas que posso entender mas não quer entender. Em primeiro lugar, a maldade. Em segundo lugar  a interferência. Em terceiro lugar as lentes com que nos observam.

Não tenho peso a mais. Nunca tive. Nem a menos. Mas não sou geneticamente abençoada. Não posso comer tudo o que me apeteça. Longe vão os tempos em que o fazia. Porque o metabolismo queimava. Porque me mexia o dia todo. Depois, tudo mudou. Não engordei a ponto dos outros perceberem, mas as calças não fechavam. Passei meses com calças largas, na altura em que se usavam as calças cargo. Era Inverno. Exercitava muito. Comia mais. Hidratos que se instalaram. Quando, um dia, peguei nas calças de Verão para as vestir, percebi que estava a fazer algo errado. Não fazia sentido. E descobri o erro. Corrigi-o.

Mesmo assim, não conheço esta sensação de ouvir os outros murmurarem gorda... cheinha... barriguda... e outras palavras que cortam a alma como facas. Os olhares de reprovação. Nunca o senti, espero nunca o ter feito a ninguém, mesmo que inconscientemente. A minha maneira de ser não me permite interferir na vida de ninguém. E mesmo quando perguntam, tenho sempre dúvidas sobre o que responder. Raramente respondo afirmando, apenas questionando ou sugerindo. Não sou melhor do que ninguém mas sei que jamais me sentaria ao computador para escrever um comentário destes a quem quer que fosse.

Esta mulher não é gorda. Magra não é, mas está muito longe de estar a caminho da obesidade. Por isso, não entendo a razão do bullying cibernético. Se a Taryn está em forma? Não está. Se está flácida? Sim, está. Se tem um perímetro abdominal a caminho do perigo? Provavelmente sim.  So what? Não li um único comentário que se preocupasse verdadeiramente com a sua saúde, mas antes com a estética que lhe diz respeito. Eu corro. Eu pratico exercícios de tonificação. Alongamentos. Dança. E, mesmo assim, não tenho uma flat tummy ou um butt do qual me orgulhe. A Taryn Brumfitt (curiosamente tem a palavra FIT no seu apelido) é um exemplo. Porque quando quis, atingiu o chamado corpo de sonho. Esbelto, digno de medalhas. E percebeu que o problema não está no espelho, mas em nós. Por mais musculado, livre de celulite, sem pelos ou outro detalhe que a sociedade em que vivemos tenha decidido que é horrível, se não gostarmos do nosso corpo, nada vale a pena.

A pressão social sempre existiu mas, recentemente, piorou. Porque passámos a comer pior, a viver pior, a abdicar de todos os hábitos saudáveis que, inconscientemente, as gerações anteriores defendiam. E praticavam. Não temos tempo, não temos dinheiro e estamos sempre cansados. Sem paciência. Há dias coloquei uma imagem de legumes biológicos no Instagram. Para uma sopa. Está maravilhosa. Mas perdi o dobro do tempo, gastei o dobro do dinheiro e tive o dobro do trabalho. Também tenho o dobro do prazer e das vitaminas. Era mais fácil ter entrado no supermercado na porta ao lado de casa, ter comprado um saco de legumes congelados e feito a sopa. Ou ter subido a rua até ao restaurante-que-também-vende-comida-para-fora para comprar sopa. Uma dose de 4 sopas custa um euro e meio. Eu compreendo as opções das pessoas. A sopa biológica está longe, muito longe, deste valor...

Mas, por isso, rapidamente começámos a ter mais celulite, mais gordura abdominal. Mais pilosidade corporal, acne fora do tempo. Derrames nas pernas, rugas e cabelos brancos. Mais colesterol, tensão arterial alta, diabetes. Este é o verdadeiro problema. E não se resolve com actividade física porque somos, definitivamente, o que comemos. E se comemos mal e não nos mexemos, instala-se o caos. Na vida. Na saúde. Os outros olham e comentam. Há sempre algo que podemos mudar ou melhorar. Por esta altura, somos bombardeados com informações contraditórias sobre o #beachbody que aspiramos e não temos - mas podemos ter se... - e o #bodytopraise, que é o que temos e que não vai mudar de hoje para amanhã, quando decidirmos ir à praia. Porque a vida são dois dias e o Verão menos de dois meses. Valerá a pena o esforço? Vale, a bem da saúde. Se começarmos hoje, os resultados aparecem no próximo Verão.  

Para os que têm barriguinha, barriga ou simplesmente, ventre dilatado; celulite espalhada, flacidez, estrias e outros detalhes que fazem os outros apontar o dedo, live with it. Conheço gordos - que sabem que são gordos - maravilhosos e magros ressabiados, de mal com a vida. Para os que apontam o dedo... só espero que não tenham telhados de vidro e que pensem que todo o bem (ou mal) que fazemos volta em dobro.

Não sei como começou esta epidemia em torno do corpo e da vergonha daquilo que é o nosso corpo. Sei que piorou bastante com os sites de redes sociais. Facebook, principalmente.

Mais ou menos esbelto, mais alto ou baixo, mais ou menos rechonchudo...

Qual o padrão e quem o definiu?

Depois da maternidade muitas ficam na mesma. A maior parte não. As mamas mudam - e não é para melhor. As ancas alargam - e nem sempre voltam ao lugar. A barriga perde o seu tónus muscular - muitas vezes não há nada a fazer porque os músculos abdominais se separaram. Chama-se diástase abdominal e não, não é desleixo, é mesmo um processo que pode resultar da gravidez e que, inclusivamente prejudica a coluna. Outras - e outros, porque eles também sofrem com isto - engordam só de respirar e, para corresponderem aos padrões, têm de fazer uma dieta alimentar restritiva, de tal forma regrada que acabam infelizes. Por isso, antes de apontarem o dedo, olhem para o vosso corpo, procurem nos detalhes e pensem que podem ser (apenas) um bocadinho mais humildes. Tirem as lentes da perfeição e pensem que pode haver uma razão para o que estão a criticar...

Não havendo, o que têm vocês a ver com isso? Pediram-vos opinião?

POST POSTING: acabei de escrever. Gravei o artigo para o publicar amanhã. Entrei no Facebook para responder a uma mensagem. Deparei-me com esta publicação. Alguém que eu não acho, de todo, gorda. Uma miúda gira com um sorriso fantástico, tinha acabado de escrever este desabafo...  

O peso das perspectivas distantes e descontextualizadas

 #ihaveembraced #bodyimagemovement #beachbody

#ImNoAngel #ChooseBeautiful

Angel or no angel, todas as mulheres são bonitas. Gordas. Magras. Grandes. Petites. Altas. Baixas. Loiras ou morenas. 
A beleza não depende de padrões definidos. É bastante mais subjectiva. Não é charme, estilo ou sensualidade. Beleza é o que somos e menos o que queremos parecer. É o prazer de ajudar desinteressadamente. O sorriso que oferecemos que nos é quase sempre devolvido. Quem sorri sente-se bem. As mulheres que se sentem bem são bonitas, mesmo que se sintam, apenas, average. A beleza não tem nada a ver com corpos magros. Naquele anúncio, não há gordas. Há mulheres grandes e voluptuosas. O que é diferente de ser gordo. A gordura mede-se. A saúde também. Não é linear que um corpo gordo seja hipertenso ou diabético e um magro ausente de tais indicadores. A genética e o metabolismo interferem na definição do corpo e da sua gordura e, apesar de estarem aqui uns perímetros abdominais perigosos, na maior parte dos casos estamos mesmo a falar de mamas grandes. Isso não é ser gorda... O Dailymail vestiu as mesmas peças a mulheres normais. A Curvy Kate provocou a Victoria Secret com corpos de todos os tipos. E a Dove, sem ter nada a ver com isto, lançou um novo vídeo que nos faz re-avaliar a nossa auto-percepção. Never average. Right?...

#ImNoAngel #ChooseBeautiful