The Greener Frequent Flyer: viajar faz bem a tudo, e especialmente se a mala for leve e “verde”

Afirmar que se gosta  de viajar e conhecer o mundo é… banal. Quem não gosta?

Viajar significa que expandimos horizontes, que conhecemos outras realidades, que nos afastamos temporariamente da nossa, seguros de um regresso ao casulo que nos protege e aconchega. Só vantagens. Mas cansa.

Fui, durante um (bom) tempo da minha vida, “frequent-flyer-solo-traveler” até que me fartei. Viajava a trabalho, sempre sozinha, sem bagagem de porão e sempre com a ideia de que andava com a casa às costas enquanto cresciam as saudades de casa. Por isso, cansei-me de tudo o que significa viajar em trabalho, do impacto que tem na nossa vida, do trabalho que se acumula enquanto estamos fora e da vida que acontece quando não estamos... Mas aprendi truques incríveis que facilitam a vida a qualquer viajante e, hoje, sinto que já não sei ser apenas turista, ficar na fila mais longa, demorar a colocar os objectos no tabuleiro para o raio-x ou esquecer-me de um pormenor de metal que faz o alarme disparar. Cheguei ao ponto em que os seguranças não têm tempo de me dizer “para retirar” porque já retirei, “perguntar”, porque já respondi ou porque já coloquei o smartphone no tabuleiro ou… qualquer outra coisa que interiorizei de tal forma que sou uma viajante rápida, mas chata, porque perdi a paciência para viajar.

O turismo é cada vez mais instagramável, os smartphones estão em todo o lado e, mesmo sendo muito úteis, retiram parte da graça de estarmos em viagem, fora da nossa zona de conforto.

Há aspectos positivos que hoje vou partilhar porque é nos pequenos pormenores que está a diferença quando viajamos apenas com bagagem de mão.

O mote desta última viagem em família foi “travel light e com o menor impacto possível”:

Uma mochila pequena para cada um, com roupa suficiente para 4 noites e 5 dias frios, incluindo produtos de higiene e beleza. Detalhes?

Roupa:

  • Usar jeggins ou leggings porque ocupam pouco espaço, dobram-se facilmente, não ficam vincadas e não amachucam;
    Adoptar o estilo em camadas: permite trocar as peças junto ao corpo e alternar as outras;

  • Usar uma base de algodão e as peças superiores em algodão (uma sweatshirt, por exemplo), lã (woolmark a sério, nada de fibras) ou cachemira (não se chorem em relação ao preço, tenho mais do que uma comprada nos saldos da Zara por 19,90€) que podemos retirar em caso de calor;

  • Combinar as cores e os tecidos para poder trocar a ordem das peças;
    Usar vestidos de algodão e saias: as collants ocupam pouco espaço, os vestidos e saias curtas não amarrotam;

  • Escolher um cachecol e gorro a combinar (eu e a #lovelyrita trocamos entre nós, o mesmo acontece para o cachecol que o meu marido escolhe) para podermos trocar uns com os outros e variar;

  • Levar sempre um casaco quente, uns botins e umas sapatilhas que se arrumem no fundo da mala (não vá a caminhada resultar numa bolha - ter uns sapatos adicionais pode ser maravilhoso);

  • Pijama? Umas leggings que possamos usar confortavelmente no hotel para o pequeno almoço ou quando chegamos depois de uma tarde inteira a caminhar e uma t-shirt confortável que também possamos usar na rua em caso de necessidade. Jamais um pijama a sério!

  • Um impermeável daqueles que se dobram até ao infinito, a não ser que confiem na sorte e na previsão do estado do tempo, como eu :)

Higiene e beleza:

  • Confiar no hotel para os básicos ou, de preferência, levar em barra. Em último caso, travel size (a Kiel’s vende no aeroporto) ou amostras para os restantes (a Lush e a Body Shop têm amostras em pequenas embalagens reutilizáveis);

Outros:

  • Escolher uma mala de mão pequena, com tamanho que permita guardar água, gorro, cachecol, para usar a tira-colo (deixa as mãos livres, alivia o peso nas costas e garante que a protegemos em ambiente pick-pocket)

  • Levar sempre um tote bag de pano ou um saco dobrável adicional (one never knows…)

  • Deixar a carteira em casa e levar apenas os documentos fundamentais numa carteira pequena (bimba y Lola tem opções ideais)

  • Ebook no smartphone e música para acompanhar com auscultadores de enrolar que se guardam numa caixa pequena

Apps fundamentais:

  • Google Maps com o mapa local offline (podem descarregar antes de partir)

  • App da companhia aérea na qual vão viajar

  • Booking por causa do hotel

  • Leitor de PDF’s (por causa de algum documento que tenham descarregado)

  • Meteo para saber sempre o estado do tempo

  • TripAdvisor para restaurantes ou Google maps com a mesma informação

  • Uber

  • App dos transportes públicos ou mapa do metro

    Tradutor (lembram-se daqueles dicionários minúsculos?!...)  para podermos traduzir “palhinha” (já vão perceber)

E o impacto?

  • Usar uma garrafa de água reutilizável 
  • Levar uns snacks para o caminho e, ao pequeno-almoço, levar uma peça de fruta ou um snack para o caminho (pela primeira vez estive num hotel que tinha barras de cereais para levarmos)
  • No hotel, utilizar as toalhas mais do que uma vez
  • Dizer sempre “thanks, but no, thanks” quando nos entregarem uma bebida com palhinha, avisando sempre que não queremos palhinha
  • Usar shampoo/gel de banho sólido (em barra) e o mesmo para despdorizantes 
  • Escova de dentes de bamboo (eles podem ficar com a barba por fazer durante 4 dias, não?...)
  • Levar um saco reutilizável para as compras
  • Comer gelados em cone e evitar qualquer bebida em garrafas de plástico. 

Easy as a pie, certo?